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“Quadrinhos não fazem bons filmes” | Sam Raimi conta como não conseguiu levar Thor às telonas

“Quadrinhos não fazem bons filmes” | Sam Raimi conta como não conseguiu levar Thor às telonas

Em entrevista recente ao The Hollywood Reporter, Sam Raimi revelou alguns pontos de sua parceria com Stan Lee, falecido recentemente, e como um de seus projetos juntos foi rejeitado anos atrás.

O cineasta conta que consolidou sua parceria com Lee em 2002, quando o quadrinista se interessou pelo seu trabalho no longa Darkman – Vingança Sem Rosto e aprovou a ideia de produzir um filme baseado nos quadrinhos do Deus do Trovão.

“Stan me ligou e disse, ‘Ei, garoto, gostei do seu filme’. Ele me levou para almoçar e disse que deveríamos trabalhar juntos. Disse que gostaria de fazer um filme sobre o Thor. Trabalhamos juntos nos roteiros e levamos para a Fox. E eles disseram, ‘Não, absolutamente não. Quadrinhos não fazem bons filmes’. Isto foi em 1991”, disse.

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Na época, os únicos filmes de super-heróis e adaptações de HQs que eram “respeitados” por Hollywood eram Superman e Batman, ambos da DC. No entanto, oito anos depois, Raimi acabou levando às telonas as aventuras do Cabeça de Teia, mais tarde conhecido como Homem-Aranha. O cineastra provou, então, que adaptações de quadrinhos poderiam sim, dar lucro no cinema.

“Consegui o trabalho no Homem-Aranha em 1999. E Avi Arad disse, ‘Quero que você coloque Stan no filme’. E eu disse, ‘Não, conheço Stan, ele não sabe atuar’. Então Avi disse, ‘Quero ele no filme. Fizemos isso com X-Men, vamos fazer isso aqui’. Agora imagine que você um diretor independente na Inglaterra, dirigindo Macbeth, e dizem para colocar o autor na peça. É absurdo […] Mas hoje a participação de Stan é uma das minhas partes favoritas daquele filme […] As criações de Stan tem o poder de sua humanidade. E este poder está aumentando exponencialmente com o tempo. O legado dele não acabará”, afirmou.

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Fabíola Barcelos

21 anos, estudante de Jornalismo da UniRitter. Fã dos clássicos (e também do que não é clássico) da Disney e visitante assídua da aba de lançamentos da Netflix. Faço parte da população que leva mais tempo escolhendo filme do que, de fato, assistindo.

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