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Robin Hood: A Origem | Crítica

Robin Hood: A Origem | Crítica

Robin Hood: A Origem (Robin Hood)

Ano: 2018

Direção: Otto Bathurst

Roteiro: Ben Chandler e David James Kelly

Elenco: Taron Egerton, Jamie Foxx, Jamie Dornan, Eve Hewson, Ben Mendelsohn, Tim Minchin, Paul Anderson (XVIII), F. Murray Abraham

Estamos no ano de 2018, com diversas produções saindo, muitas com ideias originais, outras não. E Robin Hood: A Origem se encaixa na segunda categoria. Se é para pegar uma mitologia que já foi adaptada para o cinema diversas vezes, esperamos que algo novo seja feito. E, realmente, há novas coisas inseridas, mas que desvirtuam a história e até mudam o contexto de determinados acontecimentos.

A premissa do longa já é conhecida pelo título: mostrar a origem do ladrão que roubava dos ricos e dava para os pobres. Rob (Taron Egerton) é um jovem abastado que conhece Marian (Eve Hewson), uma mulher com uma personalidade forte e muita vontade de mudar a forma de como as coisas funcionam. O protagonista, no auge de sua paixão (representada de forma brega e sem criatividade) é convocado para servir o exército nas cruzadas, lutando contra os árabes. É nessa jornada que, após se tornar um desertor por tentar salvar a vida do homem que tentou lhe matar, que a sua própria vida começa a mudar.

Logo no início do filme, quando Rob está lutando no exército real, cenas muito bem realizadas são postas em tela, para deixar o público animado com o que estaria por vir. A direção de Otto Bathurst atinge o seu ponto alto no filme, com uma ambientação que se assemelha a de longas que representam a Segunda Guerra Mundial, modernizando a época e, ao mesmo tempo, mantendo o que é importante para nos lembrarmos do ano em que os fatos ocorrem. O figurino é diferente, sem muitas armaduras e com muitos panos. Até coletes de madeira são postos, como proteções para as flechas, além de equipamentos para atirá-las.

Tudo o que envolve o desenvolvimento dos personagens não é bem executado, deixando as motivações rasas e algumas sem explicação. O desenvolvimento das habilidades dos personagens também não é bem realizado, fazendo com que a produção perca verossimilhança. Os furos e inconsistências narrativas são extremamente problemáticos, mesmo que a ação tente fazer com que o expectador não preste atenção nisso. O ritmo é frenético, não dando tempo para respirar, com uma sequência de ação em cima da outra.

Egerton é carismático, mas não convence como o protagonista, parecendo que está fazendo o mesmo personagem de Kingsman: Serviço Secreto. Além disso, as atitudes do personagem não o ajudam. Jaime Foxx também não é convincente em seu papel, parecendo estar no automático. Ele interpreta o mestre de Robin Hood, utilizando muito do seu carisma e pouco do seu talento como ator. Os outros coadjuvantes também não são bem desenvolvidos e os atores parecem não entrarem completamente em seus personagens. Jamie Dornan é um dos principais pontos fracos do elenco, interpretando o que era para ser um personagem forte, com convicções, mas que se torna uma marionete movida a um amor sem desenvolvimento e tomando atitudes incoerentes.

O primeiro ato do longa consegue ser o melhor, mesmo com pouco desenvolvimento. O segundo tem muitas cenas de ação e o ritmo intenso ajuda a esquecermos que a história é um tanto sem graça, mas o terceiro traz um desfecho vergonhoso, atribuindo elementos narrativos desnecessários e abusando da previsibilidade. Se a história é para ser nova, que o roteiro seja pelo menos um pouco inovador ao terminá-la. O gancho para um possível segundo filme é tão ruim que acaba desmotivando ao invés de instigar.

Robin Hood: A Origem se trata de um filme de origem de um personagem muito famoso da cultura pop, mas que nunca foi adaptado de uma forma que encha os olhos e acaba falhando em sua missão de começar uma franquia. Praticamente, tudo apresentado parece incompleto e feito de qualquer jeito, com exceção das cenas de ação.

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 1    Média: 1/5]


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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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