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Festival Internacional de Cinema da Fronteira começa na terça-feira; confira a programação

Festival Internacional de Cinema da Fronteira começa na terça-feira; confira a programação

Completando uma década de existência, o Festival Internacional de Cinema da Fronteira divulgou a sua programação para 2018. Este ano, cinco longas-metragens integram a mostra competitiva de produções latinas e seis passam fora de competição, vários deles inéditos.

Já a mostra internacional de curtas é composta por 35 filmes de mais de 20 países, com destaque para obras cinematográficas em língua espanhola. Ao todo, mais de quatro mil títulos foram inscritos nesta edição. Outras atrações incluem mostras de filmes locais e universitários e apresentações de músicos regionais. O show de encerramento fica a cargo da cantora Adriana Deffenti.

O evento começa na terça-feira, 27 de novembro, e na quarta-feira, 28, em Santana do Livramento e Rivera. Depois, ele continua na quinta-feira, 29, e segue até o domingo, 2 dezembro, em Bagé. A realização é da Associação Pró Santa Thereza e Centro Histórico Vila de Santa Thereza, com financiamento do Ministério da Cultura, Fundo Setorial do Audiovisual e BRDE, promoção das prefeituras de Bagé e Livramento e Rivera e apoio institucional da Urcamp, Unipampa e Udelar. A produção fica a cargo da Anti Filmes.

O festival tem direção artística do cineasta Zeca Brito. A curadoria fica por conta do jornalista Roger Lerina (longas) e dos cineastas Frederico Ruas e Maria Elisa Dantas (curtas). Mais informações podem ser encontradas em: fb.com/festivaldafronteira.

Entre as ficções que competem neste ano está a coprodução internacional Cuadros en la Oscuridad, da realizadora argentina Paula Markovitch, que estreia no Brasil dentro do Festival da Fronteira. Drama com tons políticos, a trama acompanha um artista plástico veterano que nunca expôs seus trabalhos. Tudo muda quando ele recebe um hóspede incomum. O aclamado El Premio, primeiro longa da diretora, será exibido fora de competição.

Também com viés politizado, Rasga Coração, de Jorge Furtado, mostra o choque de gerações em dois tempos da vida de um militante contra a ditadura. Selecionado para o Festival de Cinema de Toulouse (França), o drama Meio Irmão, da diretora Eliane Coster, mostra a busca de uma jovem por sua mãe desaparecida.

Do gênero documentário, integram Humberto Mauro, de André di Mauro, filme sobre o pioneiro cineasta mineiro, que teve sua premiere no Festival de Veneza. O diretor é sobrinho-neto do personagem título. Inédito no Brasil, o português O Labirinto da Saudade, de Miguel Gonçalves Mendes, é uma adaptação de livro homônimo do pensador lusitano Eduardo Lourenço e propõe um mergulho no universo do escritor.

Fora de competição, está o documentário A Destruição de Bernardet, de Claudia Priscilla e Pedro Marques, sobre cineasta e crítico belga radicado no Brasil, Jean-Claude Bernardet, patrono do Festival da Fronteira. Falecido em setembro, o ator gaúcho Leonardo Machado (1976-2018) será lembrado com a exibição de um de seus últimos trabalhos, A Cabeça de Gumercindo Saraiva, de Tabajara Ruas.

No documentário Eduardo Galeano Vagamundo, de Felipe Nepomuceno, amigos compartilham lembranças do escritor e jornalista uruguaio Eduardo Hughes Galeano (1940-2015). Outro filme convidado é o drama intimista Rebento, primeiro longa de André Morais, filmado no Sertão da Paraíba e protagonizado por Zezita Matos. A homenageada desta edição é a artista plástica porto-alegrense Zoravia Bettiol, protagonista de Zoravia, de Henrique de Freitas Lima. O filme terá sua premiere na sessão de encerramento do festival.

Longas em Competição:

  • “Cuadros en la Oscuridad” (2017) (Argentina/Mexico/Alemanha), de Paula Markovitch;
  • “Humberto Mauro” (2018) (Brasil), de André di Mauro;
  • “O Labirinto da Saudade” (2018) (Portugal), de Miguel Gonçalves Mendes;
  • “Meio Irmão” (2018) (Brasil), de Eliane Coster;
  • “Rasga Coração” (2018) (Brasil), de Jorge Furtado.

Longas Convidados

  • “A Destruição de Bernardet” (2016) (Brasil), de Claudia Priscilla e Pedro Marques;
  • “El Premio” (2011) (México/França/Polônia/Alemanha), de Paula Markovitch;
  • “A Cabeça de Gumercindo Saraiva” (2018) (Brasil), de Tabajara Ruas;
  • “Rebento” (2018) (Brasil), de André Morais;
  • “Zoravia” (2018) (Brasil), de Henrique de Freitas Lima;
  • “Eduardo Galeano Vagamundo” (2018) (Brasil), de Felipe Nepomucemo.

Mostra Competitiva Internacional de Curtas-Metragens

  • “Aunque Sea Lo Último” (“Ainda que Seja o Último”) (2017) (Espanha), de Jose Luis Mora;
  • “Boca de Fogo” (Brasil) (2017), de Luciano Pérez Fernández;
  • “Cinéma à Papa” (“Cinema no Papa”) (2018) (Líbano), de Sara Jamal;
  • “Colour Cage” (“Gaiola Colorida”) (2017) (Equador), de Daniel Reascos;
  • “Um Corpo Feminino” (2018) (Brasil), de Thais Fernandes;
  • “Dentro la Casa” (“Dentro da Casa”) (2018) (Itália), de Francesca Lolli;
  • “La Diosa” (“A Deusa”), (2018) (Argentina), de Lisandro Schurjin;
  • “Las Dos Mitades” (“As Duas Metades”) (2016) (Argentina), de Gwenn Joyaux;
  • “Drahtseilakt” (“Bamba”) (2018) (Alemanha), de Esra Laske, Markus Ott, Bianca Scali;
  • “Ertrinken” (“Afogamento”) (2018) (Alemanha), de Pedro Harres;
  • “Eternity” (“Eternidade”) (2018) (República Tcheca), de Yea-Eun Jang;
  • “El Homicida” (“O Homicida”) (2017) (Cuba), de Maysel Bello Cruz;
  • “How It Feels to be Hungover” (“Como se Sente na Ressaca”) (2018) (Suécia), de Viktor Hertz;
  • “Identity Parade” (“Desfile de Identidade”) (2017) (Espanha), de Gerard Freixes Ribera;
  • “Iku Manieva” (2017) (México), de Isaac Ruiz Gastélum;
  • “Inatingível” (2018), (Brasil), de Rodolfo de Castilhos;
  • “Inconfissões” (2018) (Brasil) de Ana Galizia;
  • “Khadija” (2018) (Síria), de Beshr Idlbi;
  • “Life Water” (“Água da Vida”) (2018) (Etiópia), de Getachew Yezengaw;
  • “Me_oria” (2017) (México), de Camila Ausente;
  • “Le Mot” (“A Palavra”) (2018) (Coréia do Sul), de Mi-Young Baek;
  • “Mulher Ltda” (2018) (Brasil), de Taíse Ennes;
  • “The Neverending Wall” (“A Parede sem Fim”) (2018) (Espanha), de Silvia Carpizo de Diego;
  • “No Amor” (2018) (Brasil), de Juan Quintáns;
  • “Palabras de Caramelo” (“Palavras de Caramelo”) (2016) (Espanha), de Juan Antonio Moreno;
  • “Pliashka” (2017) (Ucrânia), de Yegor Bondarenko;
  • “Raquel” (2018) (Paraguai), de Tania Cattebeke;
  • “Rebú” (2018) (República Dominicana), de Daniel D’Meza;
  • “Senses of Time” (“Sentidos do Tempo”) (China) (2018), de Wenhua Shi;
  • “Sleepless” (“Insone”) (2018) (Irã), de Soudabeh Kamrani;
  • “A Sombra” (2018) (Brasil), de Felipe Iesbick;
  • “A Sombra Interior” (2018) (Brasil), de Diego Tafarel;
  • “Storm” (“Tempestade”) (2018) (Índia), de Aditya Dawar;
  • “Vocatio” (2017) (Peru), de Juan Ramiro Torres Tapia;
  • “Waves” (“Ondas”) (2017) (República Tcheca), de Vojtěch Domlátil.

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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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