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De Repente uma Família | Crítica

De Repente uma Família | Crítica

Resultado de imagem para de repente uma família pôsterDe Repente uma Família (Instant Family)

Ano: 2018

Direção: Sean Anders

Roteiro: Sean Anders, John Morris

Elenco: Mark Wahlberg, Rose Byrne, Isabela Moner, Octavia Spencer, Tig Notaro, Julie Hagerty, Gary Weeks

De Repente uma Família apresenta uma temática é importante de ser abordada e deve ser colocada em tela, ainda mais se tratando de uma história real. O filme se baseia no fato de um casal de classe média alta que adotou três irmãos: duas crianças e uma adolescente. Se tratando de um casal que não planejava muito ter filhos, adotar três de uma vez, com uma jovem já crescida, é um desafio assustador.

É com essa premissa que somos apresentados aos protagonistas, Pete (Mark Wahlberg) e Ellie (Rose Byrne), que trabalham reformando e revendendo casas. Eles decidem que não vão gerar uma criança, mas sim adotar alguma que esteja abandonada. Eles fazem um curso e vão interagir com os pequenos. Até que Pete vai até os adolescentes e se encanta com Lizzie (Isabela Moner), uma jovem esperta, e decidem adotá-la, junto com seu irmão e sua irmã.

Cada criança tem a sua personalidade, e isso é muito bem desenvolvido. Os dois menores são mais frágeis. O menino é desastrado e muito emotivo, enquanto a menina, mais nova, é elétrica e agressiva em alguns momentos. Lizzie é praticamente a mãe dos dois, tendo apenas 15 anos. O casal enfrenta diversos desafios para conseguir lidar com os menores e com a superproteção da irmã mais velha.

O roteiro tem a intensão nítida de emocionar, tocando em certos pontos, e faz isso de uma maneira honesta, mesmo apelando para subterfúgios em alguns momentos. O ritmo do longa flui bem na maior parte do tempo, mas possui interferência de diálogos dos protagonistas que entediam e parecem ser desnecessários. O casal é um dos principais pontos negativos do filme, contando com atuações irritantes de Rose Byrne e Mark Wahlberg, mesmo com um pouco de carisma, está no piloto automático.

Isabela Moner é o principal destaque do elenco, sendo muito carismática e conseguindo transpassar todo o drama que sua personagem está passando. Se uma adolescente normal já é complicada, imagina uma em que sua mãe é viciada em drogas, está na cadeia e ela precisa cuidar de seus irmãos. É muito difícil para a personagem confiar em outras pessoas e isso é bem desenvolvido. Outro ponto positivo do elenco é Octavia Spencer, que interpreta uma assistente social e acaba sendo um dos principais alívios cômicos, acertando em praticamente todas as piadas.

A direção de Sean Anders é simples e eficiente. O cineasta consegue transpassar os sentimentos através dos atores, mas erra em colocar certas cenas depois de diálogos problemáticos. Acaba sendo um pouco apelativo em alguns momentos. A obra esbarra em clichês, principalmente no terceiro ato, quando se aproxima do desfecho. Porém, mesmo com problemas na narrativa e até na visão ideológica (dependendo da interpretação de cada um), a produção acerta na maior parte do tempo e consegue divertir e emocionar na medida certa.

Nota do crítico:

 

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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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