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Crônicas de Natal | Crítica

Crônicas de Natal | Crítica

Crônicas de Natal (The Christmas Chronicles)

Ano: 2018

Direção: Clay Kaytis

Roteiro: Matt Lieberman

Elenco: Kurt RussellDarby CampJudah LewisKimberly Williams-PaisleyOliver HudsonMartin RoachLamorne Morris

O final do ano é a época em que surgem inúmeras produções de Natal, geralmente recheadas de otimismo e com bonitas mensagens. Agora, depois de algumas comédias românticas com o tema como plano de fundo, a Netflix resolveu apostar relativamente alto no espírito natalino, invocando o Papai Noel — e que, dessa vez, é interpretado por Kurt Russell!

E é possível notar que a Netflix realmente estava interessada em entregar um legítimo filme de Natal, tanto que convocou Chris Columbus, diretor responsável por nada menos que Esqueceram de Mim — um clássico de final de ano —, para produzir Crônicas de Natal. E o esforço do serviço de streaming para proporcionar uma boa experiência natalina é válido.

Logo de cara, é possível ver que o Papai Noel de Kurt Russell não é o típico velhinho barrigudo e com bochechas rosadas que o público está acostumado: o personagem é muito mais “descolado” e “bad boy” — mas nada no nível de Papai Noel às Avessas, pode ficar tranquilo.

Obviamente, o longa precisa ter um drama por trás, para que a mensagem natalina seja colocada em cena. Na trama, os irmãos Teddy (Judah Lewis) e Kate Pierce (Darby Camp) estão passando por um péssimo Natal: o pai deles morreu recentemente e a mãe precisa trabalhar na noite do dia 24 de dezembro. Além disso, Teddy está se envolvendo com más companhias e Kate descobriu os erros do seu irmão. Assim, a família precisa reencontrar a alegria e o amor, como em todo filme de Natal que se preze.

Os irmãos, sozinhos na véspera de Natal, resolvem filmar a chegada do Papai Noel, após descobrirem uma evidência sobre a existência do Bom Velhinho. Não é difícil de imaginar que a dupla consegue, facilmente, registrar a visita do folclórico personagem e, como se não bastasse, embarcam no seu trenó e saem voando pelo mundo, até colocarem o espírito natalino em risco — algo que eles precisarão consertar. A trama, então, passa a acompanhar a trajetória do trio em uma corrida contra o tempo para salvar o espírito natalino.

O diretor Clay Kaytis, que foi responsável pelo esquecível Angry Birds: O Filme, transforma Crônicas de Natal em uma divertida viagem noturna pelo mundo. Ao passo que os presentes são distribuidos, existe um interessante aprofundamento na relação entre os Pierce e, ao mesmo tempo, no mágico modus operandi desse Papai Noel mais “radical”. Russell, nitidamente, se diverte no papel, o que deixa a projeção mais interessante.

Apesar dessas diversas qualidades, o longa encontra problemas no roteiro de Matt Lieberman que, por vezes, entrega desfechos simplórios para conflitos na história. Momentos com excesso de clichês também dão uma enfraquecida na obra. Os efeitos visuais são outro ponto fraco de Crônicas de Natal. Os elfos do Papai Noel, que lembram bastante o Gizmo, da franquia Gremlins  — coincidentemente (ou não) escrito por Columbus  — são exageradamente artificiais, com uma pobre computação gráfica.

Com uma boa dose de diversão e uma mensagem relevante, Crônicas de Natal dificilmente será um dos clássicos do final de ano, mas cumpre muito bem o seu papel de entreter a família, com boas referências (quem imaginou ver um Papai Noel falando que o seu “ho ho ho” é uma fake news?) e um Kurt Russell que é um show à parte, principalmente quando ele protagoniza um excelente número de blues na prisão. Colocar um sorriso no seu rosto é o mínimo que Crônicas de Natal fará por você — e isso já vale a viagem (de trenó, é claro)!

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 3    Média: 2.3/5]


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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