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Parque do Inferno | Crítica

Parque do Inferno | Crítica

Parque do Inferno (Hell Fest)

Ano: 2018

Direção: Gregory Plotkin

Roteiro: Seth M. Sherwood, Blair Butler, William Penick, Akela Cooper

Elenco: Amy ForsythReign Edwards, Bex Taylor-KlausRoby AttalMatt MercurioChristian JamesTony Todd

Os filmes slasher formam um dos subgêneros mais populares do terror, que foi moldado por John Carpenter e o seu Halloween, em 1978. De lá para cá, tivemos outros excelentes exemplares desse tipo de produção, como Sexta-Feira 13 e Pânico. As tramas, basicamente, acompanham assassinos que perseguem adolescentes excitados e os matam, geralmente com um objeto afiado — ou uma motosserra.

Agora, chega uma nova produção que pretende introduzir um novo psicopata mascarado no mundo do terror. Parque do Inferno, longa que segue a fórmula pré-estabelecida, tenda encontrar o seu diferencial no ambiente em que a chacina vai acontecer. O filme, que é comandado por Gregory Plotkin, diretor de Atividade Paranormal: Dimensão Fantasma e editor de Corra!, se passa em Hell Fest (título original do filme), um enorme parque temático de terror.

Obviamente, um grupo de jovens cheios de hormônios vai até o lugar para zoar, namorar e dar sustos uns nos outros. O que eles não sabem, no entanto, é que, entre as atrações do parque, um assassino com uma máscara assustadora está esperando para derramar sangue. A ideia do longa é inegavelmente interessante, uma vez que abre um leque de possibilidades: será que o homem que persegue os protagonistas é apenas um ator do parque? Como fugir de um assassino que usa uma fantasia igual a de vários outros funcionários da atração? O próximo susto será de um brinquedo ou do maníaco? O que é real é o que é falso?

No entanto, mesmo com boas ferramentas para entregar um resultado interessante, o filme não consegue fugir do clichê. O roteiro até tem pequenos lapsos de criatividade, mas que logo são desmanchados por saídas convencionais, que já foram exploradas em diversas outras produções do gênero. Apesar disso, Plotkin consegue entregar algumas boas tomadas e extrair alguns sustos despretensiosos, mas tudo dentro das limitações criativas da produção.

O principal problema do longa, certamente, são as fracas atuações do sexteto protagonista e os seus personagens unidimensionais, que despejam as suas falas de maneira extremamente exagerada e forçada. Assim, não se cria um vínculo emocional com aqueles indivíduos, fazendo com que não exista uma preocupação se eles vão viver ou morrer — o que prejudica o resultado final. A única curiosidade que o filme instiga é: como será a próxima morte? E, quase sempre, não é grandes coisas…

O assassino mascarado não traz muita inovação na hora de matar, fazendo menos do que se espera dentro das inúmeras possibilidades que um parque de terror oferece. Além disso, o filme insiste no velho clichê dos mocinhos que correm desesperadamente, mas que são alcançados pelo vilão que caminha tranquilamente. Algumas vezes, essas situações manjadas provocam risos que, provavelmente, não foram intencionais.

Ao final de sua projeção, fica a impressão de que Parque do Inferno não conseguiu nada além de uma hora e meia de entretenimento raso e pouco inspirado. Mesmo assim, o longa não chega a ser ruim ou um total desperdício de tempo, mas, certamente, ao apostar no genérico, perdeu a chance de iniciar uma interessante franquia de terror. O reinado de Michael Myers, Jason, Leatherface e Ghostface segue intacto…

Nota do crítico:

 

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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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