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Millennium: A Garota na Teia de Aranha | Crítica

Millennium: A Garota na Teia de Aranha | Crítica

Millennium: A Garota na Teia de Aranha (The Girl in the Spider’s Web)Resultado de imagem para Millenium: A Garota na Teia de Aranha pôster

Ano: 2018

Direção: Fede Alvarez

Roteiro:Fede AlvarezSteven Knight 

Elenco: Claire Foy, Sverrir Gudnason, Sylvia Hoeks, Lakeith Stanfield, Claes Bang, Vicky Krieps, Stephen Merchant, Cameron Britton

Em 2011, o primeiro capítulo da saga sueca Millennium foi readaptada por David Fincher, realizando a “versão Hollywoodiana” da franquia original. Millenium: Os Homens que Não Amavam as Mulheres agradou público e crítica, fazendo com que uma continuação fosse esperada por todos. Quando recebemos a informação de que Fincher não estaria no comando do próximo filme, é inegável que ficamos com um pé atrás. Porém, Fede Alvarez, que comandou o ótimo O Homem nas Trevas foi selecionado para dirigir o longa. Ânimos renovados, expectativa lá em cima, até que Alvarez decide trocar todo o elenco, inclusive Daniel Craig e Rooney Mara, que eram os protagonistas.

Claire Foy, de The Crown foi a escolhida para substituir Mara. Porém, a escolha por adaptar A Garota na Teia de Aranha foi no mínimo curiosa, pois não seria uma nova versão da franquia original — uma vez que o livro não foi escrito pelo autor Stieg Larsson, criador das aventuras de Lisbeth Salander. Fede Alvarez queria algo novo, com a sua cara, mesmo se tratando de uma sequência. O cineasta realmente realizou algo diferente, mas acabou deixando um pouco de lado a essência de Millennium: aquele clima denso, o suspense, a estranhez daquele universo. O longa possui muito mais ação do que o seu antecessor, contando com o protagonismo somente de Lisbeth, deixando Mikael como um mero coadjuvante, sem muita importância para a história.

A trama gira em torno da personagem principal, que agora é conhecida como uma justiceira que pune homens agressores de mulheres. Mikael escreveu um livro sobre sua vida, mas, mesmo com os holofotes, ela continuou agindo às escuras. Tudo muda quando um homem vende aos Estados Unidos um firewall extremamente perigoso, dando acesso a bombas atômicas. Ele se arrepende e contrata Lisbeth para que ela pudesse hackear o servidor estadunidense e depois destruir o programa. Porém, uma organização criminosa também estava atrás do firewall.

O roteiro de Fede Alvarez e Steven Knight opta por dar limitações à produção, como a inserção do passado da protagonista, fazendo tudo girar em torno disso. A escolha do antagonista é previsível e o seu desenvolvimento é raso. A previsibilidade está presente em toda a história, não nos surpreendendo com nada e exagerando nos clichês. Claire Foy está bem no papel de Lisbeth Salander, mas Sverrir Gudnason não possui o carisma e a presença de cena de Daniel Craig, sendo um Mikael bem abaixo do esperado.

O cineasta realiza boas cenas de ação, com alguns planos longos e utilizando a câmera na mão para captar fugas. Os efeitos são ótimos e o longa fica empolgante com a direção frenética e limpa de Alvarez. Poucos cortes são utilizados e a fotografia escurecida contribui para a beleza das cenas. O filtro passa a sensação de um ambiente frio, sem vida e sem sentimentos, semelhante com o que foi feito no primeiro filme. Porém, essa é uma das poucas semelhanças que as obras possuem.

Millennium: A Garota na Teia de Aranha se limita a uma boa ação e um visual interessante, com um roteiro raso, com diversos furos e inconsistências. Em diversos momentos, decisões questionáveis são tomadas pelos personagens, contrariando suas próprias personalidades. Algumas soluções para conflitos são apenas colocadas em tela, sem coerência nenhuma. A história acaba se tornando genérica e esquecível, contando com um péssimo desfecho, recheado de clichês, parecendo que foi copiado de um filme ruim do início da década de 2000.

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 1    Média: 2/5]


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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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