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O Grinch | Crítica

O Grinch | Crítica

O Grinch (The Grinch)

Ano: 2018

Direção: Yarrow CheneyScott Mosier

Roteiro: Michael LeSieur, Tommy Swerdlow

Elenco (vozes originais): Benedict Cumberbatch, Rashida JonesKenan ThompsonScarlett Estevez, Pharrell Williams

Uma das principais criações do Dr. Seuss, certamente, é o Grinch. A história da criatura verde, mal-humorada e que odeia o Natal é um fenômeno popular, principalmente com o público norte-americano, e, em 2000, ganhou uma versão em live-action para os cinemas. O Grinch, estrelado por Jim Carrey, rapidamente se tornou um dos principais filmes para a criançada assistir — e se divertir — no final de ano.

Agora, 18 anos depois, o carrancudo personagem retorna às telonas, mas, dessa vez, como uma animação produzida pela Illumination, o mesmo estúdio responsável por Meu Malvado Favorito e, consequentemente, os já cansativos minions — esses, inclusive, estrelam um curta-metragem bem sem graça antes da exibição de O Grinch.

Nessa versão animada, O Grinch é dublado originalmente por Benedict Cumberbatch e, nas cópias nacionais, é Lázaro Ramos quem empresta a sua voz para o personagem. Vale destacar que a interpretação do ator brasileiro se encaixa bem na criatura, mas não consegue ser marcante como versão de Guilherme Briggs, em 2000.

Visualmente, O Grinch é bem interessante, mas não solta tanto a imaginação como as outras adaptações da obra de Dr. Seuss. Os exageros são mais contidos, assim como as curvas que desafiam a gravidade, o que é uma pena. Também cabe ressaltar que Max, o (adorável) cachorrinho do protagonista, utiliza a mesma forma de Pets: A Vida Secreta dos Bichos, também da Illumination, mostrando pouca criatividade no desenvolvimento desse universo. Apesar disso, há bons destaques técnicos, como os pelos do Grinch cobertos pela neve, por exemplo. Um trabalho de encher os olhos.

O longa, que tem menos de 90 minutos de projeção, conta com um roteiro fraco e pouco imersivo. O Grinch, dessa vez, é muito menos ‘travesso’ do que estamos acostumados e demonstra afeto em diversos momentos — bem na pegada de Gru, de Meu Malvado Favorito. Isso faz com que as crianças se identifiquem mais com o personagem, mas foge daquela imagem já estabelecida do peludo verde.

Outro ponto que vale destacar é o carisma dos personagens. O Grinch tem um visual bem aceitável, sendo mais querido do que detestável. Os Quem, no entanto, são extremamente fofos, não só na aparência, mas nas atitudes. É um prato cheio para quem quer assistir a um filme de Natal sem muitos conflitos e que passa uma mensagem clara de cooperação e aceitação — além de falar claramente que se importar com o bem-estar de quem se ama é mais importante do que qualquer presente.

O Grinch, assim como as outras produções da Illumination, não busca entreter os adultos da mesma maneira que faz com as crianças, o que é completamente compreensível. Não é necessário sair chorando de todas as animações que saem nos cinemas. Certamente, o público a quem o longa se destina saíra da sessão feliz da vida e animado com o Natal — o que já faz valer o ingresso.

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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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