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Especial | As 10 mortes mais tristes das animações

Especial | As 10 mortes mais tristes das animações

No dia 2 de novembro, se celebra o Dia dos Finados. Nessa data, como vimos em Viva: A Vida é uma Festa, por exemplo, homenageamos aqueles que já partiram, fazendo com que as suas memórias vivam para sempre. Por isso, resolvemos relembrar personagens de animações que nos deixaram cedo demais, mas que marcaram os nossos corações para sempre. Confira 10 mortes trágicas:


  • Mãe do Bambi – Bambi (1942), por Rafael Bernardes

Em uma floresta, na província de Colúmbia Britânica, os animais se agitam com a notícia do nascimento de um cervo, filho do maior líder da região. Ele nasce e se torna o “Príncipe da Floresta”. O filme nos apresenta aquela família feliz dos cervos, com os pais dando muito amor ao seu filhote. Certo dia, no entanto, caçadores invadem a floresta e, para deixar seu filho viver, a mãe de Bambi se sacrifica. A cena é realmente muito triste, pois já estamos apegados àqueles personagens e o ato da personagem é tão forte que derruba qualquer espectador. Após o ocorrido, Bambi precisa crescer junto de seu pai e aprender sobre como sobreviver sem a figura de sua mãe ao seu lado.


  • Setsuko – Túmulo dos Vagalumes (1988), por Diego Francisco

Triste do início ao fim, Túmulo dos Vagalumes guardou seu mais forte soco no estômago para o final. Depois de saírem da casa da tia no meio da Segunda Guerra Mundial, Seita e Setsuko viveram felizes sozinhos por certo período de tempo. Quando o dinheiro acabou, Seita teve que recorrer a pequenos furtos para alimentar a irmã, que além de estar doente começou a sofrer de desnutrição. Desespero para salvar a irmã, Seita saca todo o dinheiro que a falecida mãe tinha no banco e ele estava guardando para depois da guerra. Ao chegar em casa, o garoto encontra Setsuko alucinando e comendo objetos que ela julgava ser comida. Ele cozinha para ela, mas quando ele termina, a irmã já está morta. É uma morte muito impactante que assombra as pessoas que assistiram o filme até hoje. Já mencionei que é baseado em uma história real?


  • Mufasa – O Rei Leão (1994), por Rafael Bernardes

Há quase 25 anos, a morte de Mufasa ficou guardada pra sempre no imaginário do público, que nunca deixou de revisitar a famigerada cena. O invejoso Scar, irmão do Rei Mufasa, atraiu Simba, seu sobrinho, para uma armadilha, cujo objetivo era a morte de ambos para que ele pudesse assumir o “trono”. Depois de provocar uma debandada de gnus, Mufasa vai atrás de seu filho para resgatá-lo, mas quando mais precisa da ajuda de Scar para também se salvar, o irmão o deixa para morrer. A pesada cena ainda é seguida do momento que Simba clama chorando pelo seu pai, já sem vida, e Scar provoca remorso no leãozinho, que começa a se culpar pela tragédia. É uma cena emocionante e marcante, digna de uma trama shakesperiana.


  • Mãe do Koda – Irmão Urso (2003), por Carlos Redel

Uma das mortes mais tristes dos anos 2000 foi, sem dúvidas, a da mãe do Koda, em Irmão Urso. A animação da Disney nos apresenta a história de Kenai que, após ter o seu irmão morto em um combate com um urso, mata o animal e, ao mesmo tempo, acaba se tornando um. Logo, ele encontra o pequeno ursinho Koda que, enquanto procura a sua mãe, ajuda Kenai a chegar no lugar em que as luzes tocam o chão, para reverter a magia que o transformou em um urso. Como a viagem é longa, os dois acabam criando uma relação fraternal. Quando Koda conta a história de como se perdeu de sua mãe, Kenai percebe que o urso que ele matou, na verdade, era a progenitora de seu pequeno amigo. O momento em que Kenai conta para Koda que foi o responsável pela morte de sua mãe é de uma carga emocional extrema — a tristeza nos olhos do pequeno urso é impressionante e a melancolia toma conta. É quase impossível de segurar as lágrimas.


  • Coral – Procurando Nemo (2004), por Rafael Bernardes

A mãe do peixinho-palhaço Nemo não está presente na maior parte do longa, mas sua memória é essencial e triste ao mesmo tempo. Logo no início do filme, Coral e suas centenas de ovos são atacadas por uma barracuda. Do ataque, só o ovo danificado de Nemo sobrevive. Toda a superproteção de seu pai, Marlin, tem a ver com essa perda, além da tristeza que Nemo carrega em toda a sua jornada. Se trata de um acontecimento que, mesmo sem ser mostrado, fica presente durante toda a projeção, deixando ainda mais pesado e dando mais importância para a vida dos personagens que sobreviveram naquele mar repleto de perigos.


  • Boi Ben – O Segredo dos Animais (2006), por Diego Francisco

A fazenda do filme O Segredo dos Animais era constantemente atacada por coiotes, que queriam devorar as galinhas. Era papel do Boi Ben, o líder, impedir que os coiotes fizessem algum mal aos animais. Com a idade chegando, Ben não era mais tão bom no papel de protetor e o seu filho, Otis, era muito irresponsável e só quer saber de festejar. Num glorioso sacrifício após cantar a música “Não vou dar pra trás” no seu banjo, Ben salva as galinhas dos coiotes mais uma vez, mas se machucando muito no processo. Os coiotes fogem e Ben colapsa no chão, morto. A morte do pai serve como um momento determinante para Otis, que finalmente percebe o seu papel como substituto de um grande líder.


  • Ellie Fredericksen – Up: Altas Aventuras (2009), por Diego Francisco

De todos os personagens que morreram no começo de seus filmes para dar impulso a história, a morte de Ellie é a mais trágica. Depois de nos mostrar como os dois se conheceram na infância, Up: Altas Aventuras nos mostra uma belíssima e tocante montagem da vida de casados de Carl e Ellie. A incapacidade do casal de ter filhos, a vontade de querer viajar para a Venezuela e ter que gastar o dinheiro economizado em despesas inesperadas — a sequência pega os altos e baixos de um casamento, os bons e os maus momentos. E o final não poderia ser mais triste: Ellie é hospitalizada no dia em que Carl comprou as passagens para Venezuela e, depois de algum tempo internada, ela morre. É um final devastador para uma sequência tão linda.


  • Stoico – Como Treinar o Seu Dragão 2 (2014), por Carlos Redel

Na segunda aventura de Soluço e Banguela, surge um novo vilão, Drago, e, com ele, vem um dragão alfa, que tem domínio sobre os outros seres de sua espécie. No clímax de Como Treinar o Seu Dragão 2, o dragão alfa de Drago coloca Banguela em transe e ordena que o animal mate Soluço. Stoico, então, se coloca na frente do garoto e recebe o golpe fatal no lugar do filho. A cena é extremamente impactante e dramática, principalmente, por ser Banguela quem mata o pai de seu melhor amigo. O destino de Stoico é triste e, mesmo que o longa deixe claro que Banguela não quis ferir ninguém, pode ser traumatizante para as crianças — para mim, foi muito!


  • Tadashi – Operação Big Hero (2014), por Rafael Bernardes

Uma morte impactante, totalmente sentimental e essencial para a trama do filme. Tadashi nos é apresentado desde o início como um ótimo irmão, sagaz e companheiro. Cheio de amigos e dedicado no que faz, Tadashi é praticamente uma figura paterna para Hiro, seu irmão mais novo. Mesmo Hiro mostrando ser, talvez, até mais inteligente do que seu irmão, Tadashi constrói Baymax, um robô enfermeiro que despretensiosamente se torna o grande personagem do longa. A morte de Tadashi é tão triste porque é inesperada. Quando ele nos é apresentado, achamos que a aventura será dos dois irmãos, por conta daquela química surreal que existe entre eles. Não sabemos como lidar com essa perda e isso deixa tudo mais melancólico e mais importante para a sequência da história.


  • Bing Bong – Divertida Mente (2015), por João Vitor Hudson

Seu amigo pra brincar (BING BONG, BING BONG), em seu foguete a voar (BING BONG, BING BONG)…” É com essa música que Riley passava a infância junto de seu amigo imaginário Bing Bong. No momento em que a Alegria precisa voltar para a sala de controle das emoções da menina, ela conhece o elefantinho rosa que participou de muitas brincadeiras de Riley. Mas, quando os dois estão no Lixão do Esquecimento, só havia espaço para um no foguete do amigo imaginário. Ele, então, decide que não era mais importante para a vida da garota. Foi com esse belo sacrifício que nos despedimos de Bing Bong em Divertida Mente. É muito difícil não ficar emocionado nesta cena.


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Estudante de jornalismo, tem 19 anos e é assistidor de séries semi profissional. Fissurado em cinema desde sempre, nunca trabalhou na área e pretende mudar isso algum dia. Fã do Studio Ghibli, é fissurado no cinema sul-coreano e nas suas formas de vingança.

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