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Bohemian Rhapsody | Crítica

Bohemian Rhapsody | Crítica

Resultado de imagem para bohemian rhapsody posterBohemian Rhapsody

Ano: 2018

Direção: Bryan Singer

Roteiro: Anthony McCarten

Elenco: Rami Malek, Lucy Boynton, Aaron McCusker, Joseph Mazzello, Aidan Gillen, Tom Hollander, Gwilym Lee, Mike Myers

O mundo inteiro conhece a banda Queen, uma das maiores de todos os tempos. Porém, Freddie Mercury, o notório vocalista do grupo, foi tão revolucionário com a sua genialidade que qualquer cinebiografia do grupo que não der o protagonismo a ele estaria errada. Bohemian Rhapsody é uma produção que contou com a direção de Bryan Singer, mas o cineasta foi afastado antes do término das filmagens. Em seu lugar, entrou Dexter Fletcher, que manteve a mesma pegada de seu antecessor.

A expectativa da maior parte das pessoas que estavam acompanhando os problemas na produção estava baixa, mas o longa corresponde bem, deixando claro que esses fatores não foram tão prejudiciais. A obra tecnicamente não é muito rica, mas está longe de ser malfeita. A direção de Singer e Fletcher é simples e pouco inventiva, mas funciona em um filme que se apega a uma certa cronologia para contar os fatos e tem o dinamismo como arma para segurar o público enquanto a história é contada.

O ritmo é agradável e nem um pouco cansativo, contando com as ótimas atuações Gwilym Lee como Brian May, Joseph Mazzello como John Deacon, Ben Hardy como Roger Taylor e, principalmente, Rami Malek como Mercury. Malek entrega uma atuação extremamente convincente e consegue driblar as desconfianças. Os trejeitos, o sotaque, a forma de se expressar. O ator acerta em tudo isso e entrega um ótimo Freddie.

O longa possui alguns problemas, principalmente no roteiro. A fórmula padrão de fazer um filme biográfico é utilizada, sem que algo de novo seja desenvolvido, alguma forma diferente de contar a história. Isso não é necessariamente um defeito, mas como Queen é uma banda fora do normal, era de se esperar um filme fora do normal.

Alguns problemas cronológicos podem ser apontados, como a sequência do show no Rock in Rio e a reunião pré-Live Aid. O show da banda no festival citado, que foi um dos maiores da história da música mundial, é realizado de uma forma estranha, pois peca na representação do público, mas acerta em cheio na dose emocional. O playback é muito bem utilizado, pois não teria como qualquer ator ou cantor tentar igualar sua voz à de Freddie Mercury.

A obra também decide ser branda em alguns momentos, principalmente em relação à Mercury. Isso é muito comum em cinebiografias e podemos pegar o recente Straight Outta Compton como exemplo. Nesse filme, a história de Eazy-E é contada com suavidade em comparação com sua vida. É possível que a decisão de não ir a fundo nos problemas pessoais de Freddie tenha se dado pela vontade de lembrar da grandiosidade que ele foi como artista e pessoa. Essa decisão é compreensiva, pois o longa é uma grande homenagem à banda.

Mesmo com os problemas citados acima, as qualidades se sobressaem. Se trata de uma produção totalmente emocional. Sim, a intenção é pegar o público pelo amor à música e ao Queen e isso é feito de forma magistral. Ficamos imersos nessa história que já conhecemos e isso nos toca. É difícil não se arrepiar em diversos momentos, principalmente em shows em que Malek parece incorporar o lendário vocalista. A relação da banda é bem explicitada, mas o longa evita entrar a fundo em conflitos, emendando uma discussão ao lançamento de determinada música. A edição tem méritos nessa parte, fazendo com que o público fique tenso e logo, em seguida, entusiasmado.

Bohemian Rhapsody conta como o Queen era genial de forma simples, mas que passa um senso de realidade muito grande. A banda era diferente de tudo, não se apegava a fazer hits, mas sim em ser musical do seu jeito. É interessante como todos os integrantes possuem méritos nas composições dos sons mais importantes do grupo. Isso é bem mostrado, sem querer colocar Mercury como o único gênio e responsável pelo sucesso. Uma obra emocional, que não foca nos problemas, mas sim nos grandes feitos. Mesmo sem se aprofundar muito nos coadjuvantes, consegue mostrar a importância de todos na história, inclusive a família de Freddie e os problemas que tinha com seu pai. Se trata de uma cinebiografia blockbuster, que diverte e emociona ao mesmo tempo.

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 2    Média: 2.5/5]


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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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