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Especial | 10 ótimos recentes filmes de terror para assistir no Halloween

Especial | 10 ótimos recentes filmes de terror para assistir no Halloween

Comemorar o Halloween está se tornando febre no mundo todo. A típica festa norte-americana, cada vez mais, ganha adeptos, que comemoram sempre de maneira divertida o Dia das Bruxas. Entre as maneiras de celebrar a data, assistir a filmes de terror com os amigos é uma das mais típicas. Por conta disso, o Bode na Sala separou 10 ótimos longas de terror que foram lançados nessa década, para você curtir o Halloween da maneira mais legal possível: se assustando!

Confira:


  • Halloween (2018)

Para começar, obviamente, temos Halloween. Mas, como a lista é formada por filmes recentes, trazemos a continuação do sucesso de 1978, que chegou aos cinemas sendo uma sequência direta do original, mostrando um novo embate entre Laurie (Jamie Lee Curtis) e Michael Myers, depois de 40 anos dos acontecimentos de Halloween: A Noite do Terror, comandado magistralmente por John Carpenter. Dessa vez, David Gordon Green assume a direção e, mesmo sem ter o talento do cineasta do original, não decepciona. O diretor consegue trazer um suspense ainda mais eletrizante e excelentes sequências mortais de Myers. A produção acerta em se aprofundar nos traumas de Laurie e em não tentar humanizar o assassino mascarado — afinal, ele é a personificação do bicho-papão, não há humanidade ali. Com uma história relevante e conseguindo manter o vilão assustador, mesmo após décadas, Halloween acerta em cheio no terror e entrega um ótimo novo capítulo, que nem sabíamos que queríamos.


  • Um Lugar Silencioso (2018)

Uma das grande surpresas do gênero do terror dos últimos anos, Um Lugar Silencioso acompanha a história de uma família que, vivendo em um mundo invadido por mortais criaturas que se guiam pelo som, precisam se esconder no mais absoluto silêncio. Escrito, dirigido e estrelado por John Krasinski, a produção consegue criar tensão genuína e se utiliza da falta de diálogos para contar uma história angustiante. Com uma direção inteligente e uma trama interessantíssima, Um Lugar Silencioso caiu nas graças da crítica e do público — e uma sequência já vem por aí!


  • Invocação do Mal(2013)

Baseado em um caso real, Invocação do Mal carrega uma atmosfera crescente de pânico que é construída desde sua abertura. A já icônica introdução com os dizeres “baseado nos arquivos de Ed e Lorraine Warren” causa arrepios no espectador e o insere numa atmosfera tensa que é estrategicamente trabalhada pelo diretor James Wan. Como um bom criador de tensão, Wan primeiro nos apresenta a adorável família Perron. Nós gostamos deles, e isso só torna tudo mais angustiante. Quando o cão de estimação da família se nega a entrar na nova casa, o mal presságio já está selado. Munido de uma bela fotografia e boas tomadas em plano-sequência, o longa trabalha bem a construção da ameaça para dar o golpe do susto quando menos se espera. Com uma trilha e efeitos sonoros igualmente funcionais, Wan tem ótimo controle da cena, assim como na montagem, que é ritmada de acordo com a tensão da ou das personagens que estão sendo perturbadas pela presença paranormal. Com sua sequência já consumada em 2016, Invocação do Mal constrói uma franquia promissora com outros e tantos casos que podem ser filmados sobre as investigações paranormais de Ed e Lorraine Warren.


  • O Babadook (2014)

Depois de um acidente de carro ter matado o seu marido, Amelia (Essie Davis) tem que cuidar do seu filho de seis anos, o infernal Samuel (Noah Wiseman). O comportamento da criança piora depois da mãe ter lido um livro de terror infantil protagonizado pelo Babadook. O começou como uma ameaça imaginária, logo se torna real e assombra a família. Contando com poucos jumpscaresO Babadook aposta na tensão para deixar o espectador aflito. Perdendo um pouco da força no desfecho, o filme traz uma valorosa lição sobre a real natureza dos monstros que nos assombram.


  • A Corrente do Mal (2014)

Filmes de terror sempre puniram jovens por fazerem sexo, é só assistir a filmografia do Jason e do Michael Myers, dois especialistas no assunto, mas A Corrente do Mal eleva a punição para um novo nível. A maldição do filme é sexualmente transmissível, após contraí-la a pessoa começa a ser perseguida por uma assombração que pode assumir qualquer forma: homens, mulheres, idosos, parentes; o único jeito de se livrar dela é passando para frente. O filme tem uma trilha sonora sintética que remete aos filmes do John Carpenter, a direção do filme é competente e consegue deixar ambientes abertos tensos e claustrofóbicos. Não recomendável para pessoas com mania de perseguição.

 

  • A Bruxa (2015)

Ambientado no século XVII, o horror psicológico mostra a história de uma família puritana que é expulsa de sua comunidade e obrigada a morar isolada. Perto da nova casa, estranhos eventos começam a acontecer e a família passa a acreditar que uma bruxa vive na floresta para assombrá-los. Além de apresentar a talentosa Anya Taylor-Joy, A Bruxa não utiliza sustos fáceis, investindo na sutileza e na atmosfera envolvente para prender o espectador até chegar ao seu intenso final. Um dos longas mais controversos da década, A Bruxa abriu caminho para inúmeros outros filmes que se influenciaram com a sua maneira de criar tensão, não com jumpscares, mas perturbando o nosso psicológico.


  • À Sombra do Medo (2016)

Durante a guerra Irã-Iraque nos anos 1980, Shideh (Narges Rashidi) ignora o convite do marido para que ela e Dorsa (Avin Manshadi), sua filha, se abriguem na casa de seus pais, pois Teerã, a capital do Irã, está prestes a se tornar um campo de batalha. Tudo muda quando um míssil adormecido atinge o prédio em que elas moram. Junto com ele, vem os djinn, criaturas aterrorizantes que passam a habitar o prédio. Tudo isso só cria conflitos entre Shideh e sua filha, que perdeu sua boneca favorita e acusa a mãe de ter pegado. O longa consegue criar uma tensão enorme, com um pano de fundo interessantíssimo.

 

  • Ao Cair da Noite (2017)

Após uma epidemia acabar com a maior parte da população do planeta, a família comandada por Paul (Joel Edgerton) sobrevive vivendo isolada da cidade e com regras bem estabelecidas. A sobrevivência dos protagonistas é colocada à prova quando um estranho surge pedindo abrigo para a família dele. O título se refere a estranhos acontecimentos que ocorrem somente à noite, perturbando, principalmente, o filho mais velho, Travis (Kelvin Harrison Jr.). Sendo vago na ameaça da infecção, Ao Cair da Noite investe no drama humano e tem um final extremamente marcante.


  • Assim na Terra como no Inferno (2014)

As catacumbas de Paris guardam um segredo obscuro, que deve ser desvendado. Eu sei, parece frase de efeito pra filme do Supercine. Porém, o longa é muito mais do que aparenta ser. Assim na Terra como no Inferno acompanha a produção de um documentário sobre o trabalho de uma arqueóloga, que visa limpar o nome de seu pai, taxado como louco por alegar que existe algo de estranho no subterrâneo da cidade. O found footage aparece novamente, dessa vez nada de inovador é apresentado, mas a eficácia na abordagem está presente durante o filme inteiro. Os sustos são colocados sutilmente, com imagens escurecidas e sons. Porém, os jumpscares não são tão presentes, pois o medo é instalado independentemente do choque que tomamos ao ver ou ouvir determinada coisa em cena. A tensão aumenta gradativamente e as explicações sobre o que está acontecendo não são explícitas, dando um ótimo desfecho para a trama e gerando aquela pulga atrás da orelha do espectador.


  • It: A Coisa (2017)

Um dos filmes mais aguardados de 2017, It: A Coisa acabou mostrando que fez por merecer a expectativa. Esta nova adaptação da obra de Stephen King não só fez jus à versão de 1990 (uma minissérie para TV) como a superou com louvor. Na história, conhecemos Pennywise, o “palhaço dançarino”, e não demora muito para descobrirmos que ele é, na verdade, uma criatura monstruosa que vive nos esgotos e atrai as crianças para devorá-las. Assim, estas vão desaparecendo da cidade e ninguém faz ideia do que está acontecendo. No entanto, Bill (Jaeden Lieberher) resolve reunir seus amigos para investigar o mistério e encontrar seu irmão, desaparecido há um ano, mas eles não fazem ideia do perigo que enfrentarão para isso. Com uma atmosfera nostálgica, na qual crianças andam livremente de bicicleta pela cidade e curtem suas férias brincando nos rios e fugindo de valentões da escola, o filme remete aos clássicos da década de 1980 como Conta Comigo, Os Goonies, e até o fenômeno da atualidade Stranger Things. Para alguns, ele pode funcionar mais como uma aventura juvenil, mas existem momentos que são realmente assustadores. Agora é esperar pela continuação, que se passa 27 anos depois, e tem previsão de lançamento para 2019.


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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