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Especial | 10 excelentes filmes que giram em torno do mundo da música

Especial | 10 excelentes filmes que giram em torno do mundo da música

A música e o cinema são duas das mais belas expressões de arte. Os filmes, obviamente, se utilizam de canções o tempo inteiro, pois elas são parte fundamental da composição do audiovisual — tanto que o Oscar tem prêmios destinados exclusivamente para elas. No entanto, apesar de estarem sempre presentes nas produções cinematográficas, poucos são os longas que utilizam o mundo musical como fio condutor da trama. Por conta disso, separemos 10 obras relativamente recentes, de 2000 para cá, que acompanham o universo da música.

Confira:


  • Paraíso Perdido (2018), por João Vitor Hudson

O exemplar nacional da nossa lista se passa em um clube noturno chamado Paraíso Perdido, um lugar para quem sabe amar como diz José (o Tremendão Erasmo Carlos), o diretor do local. Não há um personagem principal definido em Paraíso Perdido, mas o longa de Monique Gardenberg é uma belíssima homenagem a artistas brasileiros que ficaram conhecidos por cantar músicas bregas, como Waldick Soriano e Reginaldo Rossi, e isso coloca o clube como o grande protagonista. Além disso, é um filme que trata de temas como família, homofobia (explícita aqui) e bissexualidade. Paraíso Perdido tem ainda no seu elenco Seu Jorge, Jaloo, Hermila Guedes, Lee Taylor, entre outros nomes em ascensão no cinema nacional. Se você gosta de filme brasileiro e de música brega (no melhor sentido da palavra), Paraíso Perdido é perfeito para você.


  • Apenas Uma Vez (2007), por João Vitor Hudson

Neste encantador longa de John Carney (que voltará a aparecer em nossa lista), acompanhamos um músico (Glen Harsand) tentando ganhar a vida cantando algumas de suas composições pelas de Dublin. Num certo dia, uma florista (Markéta Irglová) que, por acaso, também é compositora, conhece o músico e começam ali um lindo romance velado. À medida que vão se conhecendo melhor, ambos descobrem que possuem planos em comum e decidem tentar a carreira no concorrido mercado da música. Apenas Uma Vez é um filme inspirador por muitas razões, além de possuir belíssimas canções como ‘If You Want Me’ e ‘Falling Slowly’, que chegou a vencer o Oscar de Melhor Canção Original em 2008.


  • Nasce Uma Estrela (2018), por Carlos Redel

Quarta versão da história que chega aos cinemas, Nasce Uma Estrela, que conta com uma poderosa direção de Bradley Cooper, apresenta a vida de Ally (Lady Gaga), uma garçonete que sonhava em ser uma cantora reconhecida, mas, por conta de sua aparência, nunca conseguiu alcançar o sucesso. Certo dia, em uma das apresentações que a moça faz em um clube de drag queens, ela acaba sendo descoberta pelo famoso cantor country Jackson Maine (Cooper). Logo, os dois começam a viver uma linda história de amor. Ally, então, entra em uma meteórica ascensão no mundo da música, enquanto Jackson começa a afundar com bebidas e drogas. Nasce Uma Estrela é um forte recorte da indústria musical, mostrando as dificuldades enfrentadas tanto pelos anônimos quanto pelos grandes artistas. Além disso, os números musicais protagonizados por Gaga e Cooper são incríveis e emocionantes — o ator, inclusive, deveria ser gravar um álbum. Emocionante, lindo e com uma trilha sonora impecável, Nasce Uma Estrela é uma das melhores produções de 2018 e ‘Shallow’, provavelmente, deve faturar o Oscar de Melhor Canção Original.


  • 8 Mile: Rua das Ilusões (2002), por Carlos Redel

A história do rapper Eminem ganhou os cinemas em 2002, deixando tanto a crítica quanto os fãs do cantor emocionados, mesclando drama de qualidade e um rap ainda melhor. O longa acompanha a vida do artista em Detroit, buscando sair daquela realidade, enquanto mantém uma conturbada relação com a mãe alcoólatra e com a namorada, além da vida de pobreza. Então, Jimmy, que é interpretado pelo próprio Eminem, deposita as suas esperanças de dias melhores em um concurso de rimas. O longa apresenta as dificuldades enfrentadas por jovens da periferia que buscam uma vida melhor no mundo da música, driblando a criminalidade e as drogas. 8 Mile: Rua das Ilusões, além das inúmeras qualidades como filme, também traz excelentes números com música, seja nas batalhas de rimas ou na ótima trilha sonora — ‘Lose Yourself’, que foi composta para o longa, faturou o Oscar de Melhor Canção Original, em 2003.


  • Quase Famosos (2000), por Diego Francisco

Com bom humor e grande sensibilidade, Quase Famosos começa quando o ainda criança William (Michael Angarano) recebe os álbuns de rock da sua irmã mais velha (Zooey Deschanel) que fugiu de casa para escapar da mãe controladora que proibia o gênero e ele se apaixona pelo estilo musical. Alguns anos mais velho, William (agora vivido por Patrick Fugit) sonha em se tornar jornalista de rock e consegue um emprego na Rolling Stone, onde têm que acompanhar a banda fictícia Stillwater. Dirigido pelo uma vez promissor Cameron Crowe, o filme consegue retratar a paixão pela música de um forma sincera, tanto pelos olhos sonhadores do protagonista quanto pelos olhos da groupie Penny Lane (Kate Hudson), pela qual William logo desenvolve uma queda muito forte. O dia-a-dia da banda também é mostrado de forma excelente, principalmente no que diz respeito à batalha de egos entre o guitarrista (Billy Crudup) e o vocalista (Jason Lee). Quase Famosos também dispõe com uma trilha sonora primorosa, a cena em que todos os personagens cantam juntos o ônibus a música ‘Tiny Dancer’ é inesquecível. Além das canções originais tocadas pelo Stillwater, a trilha conta com grandes nomes como Led Zeppelin, The Who, Simon & Garfunkel, David Bowie e Lynyrd Skynyrd.


  • Sing Street: Música e Sonho (2016), por Carlos Redel

Sing Street: Música e Sonho, que foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Musical ou Comédia de 2017, volta aos anos 1980 para acompanhar Conor (Ferdia Walsh-Peelo), um adolescente de 16 anos que, por conta das dificuldades financeiras de seus pais, precisa ir para um colégio católico popular. Nessa nova realidade, o jovem puxa conversa com uma garota (Lucy Boynton) que fica frequentemente em frente à escola e, na intenção de impressioná-la, a convida para participar de um clipe de sua banda, uma vez que ela é modelo. A jovem acaba aceitando. O único problema é que Conor não tem uma banda. E, a partir daí a história fica divertida e cheia de vida, mas sem deixar um leve drama de lado. A família do protagonista, por exemplo, está se desestruturando e passando por diversas mudanças, além do bullying que o jovem sofre na escola. Mas tudo de maneira extremamente fluída e sem forçar a barra. O irmão de Conor, Brendan (Jack Reynor), é um dos melhores personagens do longa e sempre mantém o personagem principal no rumo dos seus sonhos, por pior que a situação esteja. Tudo em Sing Street é uma delícia, desde a extravagante moda oitentista, a linda Irlanda (melancólica e cinza, mas que ajuda a contar a história), os personagens e o maravilhoso cenário musical da época. Uma grata surpresa!


  • Whiplash: Em Busca da Perfeição (2014), por João Vitor Hudson

É impossível falar de filmes que giram em torno da música e não lembrar de Whiplash: Em Busca da Perfeição, clássico moderno dirigido por Damien Chazelle. O longa que, segundo o diretor, há traços autobiográficos, conta a história de Andrew (Miles Teller), um baterista que estuda jazz em uma das melhores escolas especializadas do país. O seu professor, Terence Fletcher (J. K. Simmons), é um homem abusivamente exigente com os seus alunos, mas Andrew está disposto a dar o sangue para conseguir tocar no concerto organizado pela escola, e ele literalmente dá o sangue. Porém, sua obsessão pela perfeição começa a estragar as relações em sua vida pessoal, que envolvem seu pai (Paul Reiser) e sua namorada Nicole (Melissa Benoist). Com muito jazz e muita pressão psicológica, Whiplash consegue a façanha de não fazer o espectador tirar os olhos da tela, principalmente em sua épica cena final.


  • Frank (2014), por Diego Francisco

Em Frank, Domhnall Glesson interpreta Jon Burroughs, um aspirante músico que não consegue compor. Ele tenta criar canções com o que acontece a sua volta, mas falha miseravelmente. A sorte de Jon parece mudar quando ele consegue entrar para os The Soronprfbs, uma banda disfuncional que é liderada por Frank (Michael Fassbender), o excêntrico talento da banda. O mais notável de Frank é a cabeça de papel machê que ele usa o tempo inteiro e aparenta não tirar nunca. Jon tenta se conectar com os desajustados membros da banda, principalmente com a agressiva Clara (Maggie Gyllenhaal), mas ele simplesmente não consegue se integrar. Apesar das diversas brigas e diferenças criativas dos Soroprfbs, a música deles é única e quando estão se apresentando, a banda fica em perfeita harmonia — bem, na maioria das vezes.


  • Inside Llewyn Davis: Balada de um Homem Comum (2014), por Diego Francisco


Dirigido, produzido, roteirizado e editado pelos irmãos Coen, o filme acompanha Llewyn Davis (Oscar Isaac), um azarado cantor de folk que tenta se virar após o suicídio de seu melhor amigo e parceiro. Llewyn está na pior tanto em relacionamentos, dinheiro e carreira. Sem um lugar fixo pra morar, ele fica alternando entre sofás de amigos para dormir e tentar descolar alguns trabalhos. Incapaz de sequer cuidar de um gato e administrar a sua vida de modo geral, entrando em roubada depois de roubada, Llewyn Davis é um cantor excepcional. Créditos ao sempre talentoso Oscar Isaac, que consegue dar a humanidade necessária ao personagem para que possamos no identificar com ele e nos emocionar com as suas lindas e não apreciadas canções


  • Dreamgirls: Em Busca do Sonho (2005), por Diego Francisco

Baseado no musical da Broadway que, por sua vez, é baseado na história real do grupo The Supremes, que lançou a Diana Ross. O filme ficcionaliza os acontecimentos reais e mostra o crescimento da música negra nos anos 1950 e 1960, no qual o grupo aqui chamado de The Dreamettes, composto por Effie White (Jennifer Hudson), Deena Jones (Beyoncé Knowles) e Lorrell Robinson (Anika Noni Rose), é responsável pela aceitação da música para o público branco. Os maiores conflitos do filme orbitam no fato de Effie, antiga líder do grupo e portadora da voz mais potente, fica como cantora de fundo para dar mais destaque a Deena Jones, que é a mais bonita entre elas. Jennifer Hudson faz um trabalho excepcional como Effie, que rendeu a atriz o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, o que além de merecido, é irônico — a atriz é a protagonista do filme e tem mais tempo de tela do que a Beyoncé, a qual o estúdio tentou submeter a Melhor Atriz, mas nem indicada foi. É como dizem, a vida imita a arte.


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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