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A Justiceira | Crítica

A Justiceira | Crítica

A Justiceira (Peppermint)

Ano: 2018

Direção: Pierre Morel

Roteiro: Chad St. John

Elenco: Jennifer Garner, John Ortiz, John Gallagher Jr., Juan Pablo Raba, Annie Ilonzeh, Jeff Hephner, Pell James, Method Man

Jennifer Garner interpretando novamente uma personagem “porradeira” em um filme de ação, assim como ocorreu em Demolidor: O Homem Sem Medo e Elektra. Ela encarna uma mulher comum que perde a filha e o marido, assassinados por traficantes latinos. Mesmo ficando gravemente ferida, depois de perceber que o cartel responsável estava comprando policiais, promotores, advogados e juízes, a mulher decide desaparecer e ir em busca de vingança. Cinco anos depois, ela retorna e começa a sua saga.

O longa conta essa história que acaba sendo semelhante à de Frank Castle, o Justiceiro da Marvel. O personagem também tem a sua família assassinada, mas ele é um ex-militar combatente de guerra, o que não é o caso e Riley, personagem principal da produção. Não há muitos detalhes sobre o treinamento dela, mas suas habilidades são incríveis. As cenas de ação são bem coreografadas, bem editadas e com um bom ritmo. A montagem do filme possui alguns problemas, principalmente no primeiro ato, quando sai do presente para mostrar o passado da protagonista.

O principal ponto positivo de A Justiceira é a ação, se tratando de uma obra que se torna divertida por isso. O diretor Pierre Morel não abusa dos cortes e consegue achar o intervalo de tempo entre as cenas. Já o roteiro não possui tanta qualidade, contendo diversos furos e inconsistências. Decisões questionáveis são impostas a determinados personagens. Outros acabam sendo mal desenvolvidos. Quando um plot twist pequeno é colocado, o roteiro acerta em cheio. Essa reviravolta mexe com quem está assistindo, pois brinca com os nossos próprios preconceitos.

Jennifer Garner encarna de forma consistente o papel em questão, mas é prejudicada pelas atuações do elenco de apoio. Ninguém acaba equiparando o seu nível de atuação (que nem está tão primoroso assim). Os desfechos e decisões tomadas por alguns personagens são previsíveis e questionáveis. A produção não se preocupa em entregar algo original, mas sim divertido, com muita violência e adrenalina. E nisso ela acerta.

Se trata de uma obra simples e com um objetivo claro. Mesmo possuindo muitos problemas de criatividade, roteiro, construção de personagens e atuação, entrega boas cenas de ação, com um ritmo frenético e um apelo emocional que pode atrair muitas pessoas. Uma espécie de versão feminina de O Justiceiro, que não tem vergonha em abraçar a violência e mostrar tudo o que vai acontecer, sem poupar o público.

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 1    Média: 1/5]


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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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