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Especial | 10 filmes sobre erros do passado que não devem ser repetidos

Especial | 10 filmes sobre erros do passado que não devem ser repetidos

A história da humanidade é repleta de erros irreparáveis que sempre começam quando uma raça ou um povo se acha superior ao outro e se acha no direito de dominá-lo ou exterminá-lo. Este é um padrão que se repetiu ao longo dos séculos e seus efeitos perduram até hoje. A ficção nunca teve problema em adaptar esses eventos para chocar, comover e conscientizar. Pensando nisso, a equipe do Bode na Sala separou 10 sobre erros do passado que nunca devem ser repetidos:


  • Túmulo dos Vagalumes (1988), por Diego Francisco

Uma das animações mais devastadoras já feitas, Túmulo dos Vagalumes acompanha os irmãos Seita e Setsuko, que ficaram órfãos por causa dos conflitos da Segunda Guerra Mundial. Com o lar destruído, recorrentes bombardeios aéreos e nenhum lugar aparente para ficar, a jornada dos dois irmãos é de partir o coração. Seita faz o seu melhor para cuidar da irmã caçula ao mesmo tempo em que tenta protegê-la dos horrores que acontecem à volta deles, mascarando os eventos que podem perturbar a garota de quatro anos. Baseado em fatos reais, o filme é um reflexo de todos as pessoas que perderam tudo por causa das guerras pelas quais nem entendiam o porquê de estarem acontecendo.


  • A Lista de Schindler (1993), por Rafael Bernardes

A aclamada obra de Steven Spielberg conta a história de Oskar Schindler (Liam Nesson), um alemão que vê na mão de obra judia uma oportunidade para lucrar durante a Segunda Guerra Mundial. Possuindo grande influência no partido nazista, ele conseguiu abrir sua fábrica. O que poderia ser uma história sobre alguém frio e movido apenas pelo dinheiro, se torna um conto sobre humanidade, mas sem endeusar o protagonista, que é muito bem desenvolvido. O longa ser produzido em preto e branco, com foco na cor vermelha dá um charme e ao mesmo tempo sensibilidade para a produção. O tema é pesado e a sensação de realidade é grande, mostrando como foi a ditadura nazista e todos os malefícios de seguir uma figura fascista como foi Hitler. Um erro que o povo alemão teve de conviver até hoje e que não pode ser repetido jamais.


  • Coração Valente (1995), por Diego Francisco

Ambientado no século XIII, em uma Escócia invadida e dominada pela Inglaterra, os escoceses se rebelam contra os abusos de poder das autoridades inglesas que envolviam a lei da Prima Nocta (em que todas as mulheres que acabaram de se casar deveriam dormir com o rei antes de consumar a relação com o marido), inúmeros estupros e execuções. Liderados por William Wallace (Mel Gibson), os escoceses foram a Primeira Guerra da Independência Escocesa. Coração Valente nos lembra dos horrores que aconteceram quando países colonizadores começaram a invadir territórios de outros países para benefício próprio, tomando terras na base da violência e do genocídio.


  • A Vida é Bela (1998), por André Bozzetti

Muitas vezes, durante a história, a realidade foi tão absurdamente cruel que a únicas formas de sobreviver eram fechar os olhos ou apelar para a fantasia. Em A Vida é Bela, Roberto Benigni interpreta Guido, um alegre e apaixonado judeu italiano que é capturado junto com sua esposa e filho durante a invasão alemã ao país. Todos são levados para um campo de concentração, mas Guido dá um jeito de não permitir que seu filho perceba as atrocidades que estão sendo cometidas. Ele convence o menino de que eles estão participando de um grande jogo e que o prêmio final é um tanque de guerra. Desta maneira, ele consegue manter seu filho seguro dos horrores que o cercam. Por mais tocante e poético que isso seja, é horrível até mesmo pensar nesta situação acontecendo de verdade. Não há justificativa aceitável para a propagação de ideais e comportamentos nazistas como, infelizmente, ainda vemos nos dias de hoje. Esperamos que jamais tenhamos que esconder o mundo real de nossos filhos, não é mesmo?


  • A Paixão de Cristo (2004), por Carlos Redel

Existem muitos longas sobre a história de Jesus Cristo, mas o mais conhecido, sem dúvidas, é A Paixão de Cristo. Em 2004, Mel Gibson contou a sua versão da história mais famosa do mundo, mostrando as últimas 12 horas de vida do líder religioso nascido em Nazaré. Independentemente de ser filho ou não de um Deus, tudo indica que Jesus Cristo realmente existiu — e a sua história deveria ser um exemplo para religiosos e não-religiosos. O filho de Maria foi traído por um de seus seguidores, torturado pelo governo e morto pregado numa cruz. Jesus Cristo, que sempre esteve do lado das minorias e acreditava que apenas o amor poderia mudar o mundo, teve o seu destino selado pela violência e intolerância.


  • Hotel Ruanda (2004), por Rafael Bernardes

O filme se passa durante os conflitos entre Hutus e Tutsis em Ruanda. O genocídio matou quase um milhão de ruandeses em 1994. Paul Rusesabagina (Don Cheadle), gerente do Hotel Milles Collines, decide abrigar mais de mil e duzentos refugiados. Rusesabagina era hutu, a etnia dominante que iniciou a campanha para eliminação física da oposição política dos tutsis. Mas sua mulher era tutsi. A guerra se tratou sobre um conflito sobre duas etnias, onde uma queria eliminar a outra completamente. A maior parte dos mortos foram civis, que não tinham nada a ver com o conflito. Uma história dura e sangrenta sobre ódio a pessoas que são simplesmente diferentes.


  • O Último Rei da Escócia (2006), por André Bozzetti

Ditadores não chegam ao poder à toa. É muito comum que eles consigam, de alguma forma, conquistar o apoio de um grande número de pessoas ou, pelo menos, das pessoas “certas” para alcançar seus objetivos. O Último Rei da Escócia apresenta o ditador ugandense Idi Amin, e como ele seduzia e agradava os que o cercavam e apoiavam, enquanto cometia as maiores atrocidades contra seus inimigos e contra o povo. O ditador que governou Uganda de 1971 a 1979, interpretado de forma sensacional por Forest Whitaker, cria um forte laço de amizade com o médico escocês vivido por James McAvoy, até o momento em que este deixa de lhe servir tão fielmente. É algo que deve ser considerado como uma lição. Em uma ditadura, só estamos seguros enquanto somos úteis e obedecemos cegamente a quem está no comando.


  • O Menino do Pijama Listrado (2008), por Carlos Redel

O comovente filme se passa em 1940 e acompanha a história do menino Bruno (Asa Butterfield) que, por conta de uma promoção de seu pai, um oficial nazista, precisa se mudar para o campo. Isolado, ele vai até o jardim dos fundos, onde vivem diversas pessoas de ‘pijamas listrados’, para encontrar alguém com quem brincar. Lá, ele conhece o pequeno Shmuel (Jack Scanlon), que vive do outro lado da cerca. Logo, eles se tornam amigos. Bruno, após poucos, vê que o tal campo de concentração não tem nada de belo e de alegre, como ele vê nos vídeos mostrados por seu pai. Além disso, o menino judeu não se parece em nada com o monstro que todos dizem. Assim, Bruno não consegue entender o motivo daquelas pessoas serem suas inimigas. Com um final devastador, O Menino do Pijama Listrado mostra como nazismo foi um dos piores episódios da nossa existência e que a intolerância só traz sofrimento.


  • 12 Anos de Escravidão (2013), por João Vitor Hudson

Solomon Northup (Chiwetel Ejiofor), um homem negro livre em pleno século XIX, trabalha como violinista e sustenta sua família, até que dois homens brancos o enganam com uma oportunidade de emprego e ele acorda ferido e preso em uma senzala prestes a ser vendido como escravo. Este é o enredo de 12 Anos de Escravidão, um pesado filme que remonta este período sombrio da Idade Moderna. O longa de Steve McQueen tem cenas viscerais onde vemos tortura, estupro e humilhação com os escravos sendo biblicamente justificados pelos senhores de engenho. O ápice do filme é quando o cruel Edwin Epps (Michael Fassbender), dono da plantação onde Northup “trabalha”, obriga o pobre homem a açoitar uma escrava (Lupita Nyong’o) por ter roubado uma barra de sabão para se lavar, pois seu cheiro a tornou doente. Apesar de no final Northup ter reconquistado sua liberdade, é importante refletir como o preconceito é injusto e está impregnado na sociedade de maneira doentia, e mesmo que muitos entendam o quão prejudicial ele pode ser, muita gente critica cegamente a luta pela igualdade social.


  • Selma: Uma Luta pela Igualdade (2014), por João Vitor Hudson

David Oyelowo estrela este filme que reconta um importante momento da história dos Estados Unidos: a luta pelos direitos humanos e pelo fim da segregação racial liderada por Martin Luther King, nos anos 1960. King, que recebeu o Nobel da Paz, participa de uma reunião com o presidente Lyndon B. Johnson (Tom Wilkinson) para que os negros do país possam exercer a função de eleitor, mas sem sucesso. Após muitos conflitos entre os negros e a polícia, King e seu grupo ativista decidem realizar uma marcha iniciada na cidade de Selma, interior do Alabama (um dos estados mais racistas do país), até Montgomery, mas o que inicialmente parecia um pacífico ato de protesto se torna um campo de violência e repressão policial apoiada pelo governador do estado. Este premiado longa de Ava DuVernay é um emocionante relato de um episódio divisor de águas para todos os afrodescendentes dos EUA e gera uma importante reflexão sobre os motivos que fazem o ser humano lutarem por aquilo que lhe é negado sem um motivo aparente.


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Estudante de jornalismo, tem 19 anos e é assistidor de séries semi profissional. Fissurado em cinema desde sempre, nunca trabalhou na área e pretende mudar isso algum dia. Fã do Studio Ghibli, é fissurado no cinema sul-coreano e nas suas formas de vingança.

Comments

  1. Vc é um oportunista e esquerdista desesperado. Este post, nesta época denota que és contra #Bolsonaro17. Deves ser eleitor de Malddad ou Circo Gomes. Por não repetir erros é que tornaremos a esquerda do poder. #pax #cholamais

  2. Não vejo nenhum teor político no post. Ótima lista.

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