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Especial | 10 spin-offs que ninguém pediu

Especial | 10 spin-offs que ninguém pediu

Spin-off, também conhecidos como derivados, nem sempre são más notícias. Existem aqueles que complementam o material original e ainda expandem o universo estabelecido até o momento de formas criativas. Assim, temos Better Call Saul, Animais Fantásticos e Creed, por exemplo, todos queridos entre os fãs. Mas também tem aqueles que ninguém queria, independente do resultado final ser bom ou não.

Confira a lista com 10 spin-off que ninguém queria ou ninguém sabia que queria:


  • Caravana da Coragem: Uma Aventura Ewok (1984)

Não mexam com meu Star Wars”!! Desde o lançamento de Star Wars – Episódio IV: Uma Nova Esperança, o culto ao universo criado por George Lucas foi crescendo a cada novo capítulo e os fãs tornaram-se incrivelmente possessivos com a saga e críticos a qualquer coisa que pudesse macular seus adorados personagens. Com a apresentação dos fofinhos Ewoks em O Retorno de Jedi e seu sucesso principalmente entre as crianças, foi absolutamente natural que se pensasse em uma forma de reaproveitá-los em outras produções. Obviamente isso não foi visto com bons olhos pelos fãs mais radicais. Caravana da Coragem se passa entre os episódios V e VI de Star Wars, e foi uma produção lançada para a TV. Apesar de todos os defeitos, funcionou muito bem para o público infantil. Inclusive, seu sucesso inspirou a criação da série animada Ewoks um ano depois, e ainda resiste muito bem na memória afetiva de quem o assistiu na TV mais de 30 anos atrás.


  • O Escorpião Rei (2004)

O Retorno da Múmia nos apresentou um ser feito por computação gráfica que deveria ser interpretado por um The Rock no início da carreira de ator, mas não se parece nada com ele. Aquela criatura estranha seria nada mais nada menos que o Escorpião Rei, baseado no lendário guerreiro egípcio. Depois disso, ninguém acreditava em uma reaparição do personagem nos cinemas. Contrariando essa perspectiva, Dwayne Johnson foi escalado novamente para, agora, sem tantos efeitos “especiais”, protagonizar um filme solo do personagem. E o longa é até divertido, contando com todo o carisma do ator e uma história interessante.


  • Elektra (2005)

Um estúdio decide lançar um filme de um herói de quadrinhos muito cultuado e acaba entregando uma produção medíocre, com roteiro ruim e atuações catastróficas. O que fazem depois disso? Engavetam e fingem que nunca existiu? Não, por que usar a lógica afinal de contas? Ele deu alguns milhões de lucro, afinal de contas. Então decidem fazer um spin off com uma personagem que foi um dos motivos da tragédia anterior. Foi o que se passou com Demolidor e seu derivado Elektra . Demolidor foi um filme muito problemático, principalmente na caracterização e nas atuações constrangedoras de seus principais personagens. É difícil decidir quem está pior entre Ben Affleck (Demolidor), Colin Farrell (Mercenário) e Jennifer Garner (Elektra). Aquele filme que poderia simplesmente ser esquecido pelos fãs de quadrinhos acaba retornando à mente com a completamente desnecessária aventura solo da Elektra. Jennifer Garner retorna para completar o estrago feito na adaptação anterior, com todos os problemas do original repetidos e ampliados. É difícil entender o que os produtores pretendiam com aquilo, porque o fracasso certamente não aconteceu por falta de aviso.


  • A Volta do Todo Poderoso (2007)

O título nacional já tenta empurrar que o filme é uma continuação do primeiro, mas não é. Se trata de um derivado, como o seu nome original, Evan Almighty, deixa claro, enquanto o primeiro longa se chama Bruce Almighty. Mudou o protagonista. E o sentido da trama. No original, Bruce, personagem de Jim Carrey, recebia os poderes de Deus (Morgan Freeman), após questioná-lo. No derivado, o mesmo Deus dá uma missão para Evan, vivido por Steve Carell (personagem que aparece no longa original como inimigo de Bruce): ele tem que virar uma espécie de Noé e, assim, construir uma balsa para salvar as espécies de um dilúvio. O problema é que Todo Poderoso foi um enorme e popular sucesso, fazendo com que os fãs pedissem uma continuação com Jim Carrey à frente do projeto, algo que, obviamente, não aconteceu. Mas, para aproveitar o hype, saiu o spin-off que ninguém queria. A Volta do Todo Poderoso, além de um roteiro ruim e uma mensagem clichê, nem chega perto de divertir como o original.


  •  S. Darko: Um Conto de Donnie Darko (2009)

Queridinho dos cults, Donnie Darko foi um fracasso de bilheteria quando originalmente lançado em 2001, apenas para anos depois ganhar relevância e status cult. O que ninguém esperava, no entanto, era um spin-off protagonizado pela irmã de Donnie (Jake Gyllenhaal), Samantha Darko (Daveigh Chase, a Samara de O Chamado). O derivado, que não tem envolvimento algum de Richard Kelly, diretor do original (que verdade seja dita, nunca mais dirigiu nada de relevante), falhou em agradar aos fãs do original e a crítica especializada; o filme atualmente tem uma nota de 13% no Rotten Tomatoes enquanto o seu predecessor marca 86% de aprovação. Sem trazer nenhum outro personagem de Donnie Darko de volta, S. Darko estava tão fadado ao fracasso que nem foi para os cinema, o estúdio optou por lançar direto em DVD.


  • Minions (2015)

Os comparsas de Gru em Meu Malvado Favorito se destacaram muito nos dois filmes da franquia até o momento, mas só a participação deles como coadjuvantes e alívio cômico já bastava. Eles eram personagens engraçados, mas sem desenvolvimento, utilizados para o alívio cômico. Sendo assim, quando surgiu a ideia de realizar um filme somente das criaturas amarelas, sem o Gru ou suas três filhas adotivas, o público não recebeu muito bem. Minions confirmou as expectativas, sendo esquecível. Se trata de um longa sem necessidade nenhuma, que parece ter sido feito apenas para atrair o público infantil — lucrando em cima disso, obviamente — e para vender brinquedos.


  • Han Solo: Uma História Star Wars (2018)

Antes que você diga “ah, mas esse filme é bom”, já adianto: é bom, sim! Apesar disso, nenhum fã de Star Wars queria esse spin-off. Desde que a Disney adquiriu a franquia de George Lucas, saíram quatro filmes de Guerra nas Estrelas, sendo dois derivados. Rogue One: Uma História Star Wars, no entanto, se tornou um longa que ninguém sabia que queria, mas queria, pois preencheu uma interessante lacuna na franquia. Já Han Solo: Uma História Star Wars conta a origem do piloto mercenário, algo que quebra as lendas que envolviam o personagem. A Disney, por sua vez, acabou recebendo a rejeição ao filme da pior maneira: nas bilheterias. O longa se tornou o primeiro da franquia Star Wars a ser um flop, fazendo, inclusive, com que o estúdio repensasse a produção de outros spin-offs, colocando Obi-Wan, esse um derivado que os fãs sempre pediram, em risco.


  • Venom (2018)

A Sony Pictures, detentora dos direitos do Homem-Aranha e todos os integrantes de seu universo, fez um acordo com a Marvel, emprestando o Amigão da Vizinhança para o MCU. No entanto, sobraram mais de 900 personagens no estúdio. O que fazer? Spin-offs! E o primeiro deles, Venom, deve abrir o SUMC (o Universo Sony dos Personagens Marvel, em tradução livre). O longa, que tem Tom Hardy como protagonista, certamente não foi pedido por nenhum dos fãs dos filmes de super-heróis — afinal, é bem possível que o vilão se torne herói em seu longa solo. Apesar disso, com os trailers e materiais de divulgação deram uma amenizada nessa rejeição por parte do público e pode ser que a produção dê certo. O jeito é esperar pela estreia e conferir se esse é um derivado que entra na seleta lista daqueles que ninguém pediu, mas que surpreendeu. O diretor Ruben Fleischer, responsável por Zumbilândia, tem capacidade de entregar algo interessante…


  • Bumblebee (2018)

É um pouco impreciso falar que ninguém aguenta mais a franquia Transformers porque todos os filmes até aqui foram sucessos absolutos de bilheteria. Mas é inegável o desgaste, já que o quinto filme arrecadou US$ 500 milhões a menos do que seu antecessor. Dito isso, um derivado da franquia que é conhecida por sua escala imensa de destruição e intermináveis cenas de ação que trás apenas um dos Autobots e que na maior parte do tempo é focado na relação dele com uma adolescente parece loucura, não é? Bumblebee pode não agradar os maiores fãs do estilo caótico do Michael Bay, mas pior de tudo é que o spin-off parece ser ótimo em comparação aos outros longas justamente por sua escala menor e design mais simples dos transformers. Pelos trailers lançados até aqui, o filme parece uma divertida aventura nos moldes de O Gigante de Ferro — e isso é ótimo!


  • Coringa vs Arlequina

Até o título desse filme está terrivelmente errado. Esquadrão Suicida não foi bem recebido pelos fãs ou pela audiência geral. O Coringa do Jared Leto é uma afronta ao personagem e ninguém teve a coragem de falar isso para o ator durante as filmagens, mas, em contrapartida, a Arlequina da Margot Robbie, mesmo que um pouco irritante, é suficientemente carismática para deixar o filme mais aceitável. Agora, um spin-off focado exclusivamente nos dois, em que a sinopse divulgada fala dos dois fazendo terapia de casal? É algo vil demais para os fãs. Apesar do diretor responsável, Glenn Ficarra, ter feito bons filmes, não tem como Coringa vs Arlequina ser nada além de outra aposta furada da Warner/DC. Pelo menos o Coringa do Joaquin Phoenix parece ótimo até aqui.


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Estudante de jornalismo, tem 19 anos e é assistidor de séries semi profissional. Fissurado em cinema desde sempre, nunca trabalhou na área e pretende mudar isso algum dia. Fã do Studio Ghibli, é fissurado no cinema sul-coreano e nas suas formas de vingança.

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