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Um Pequeno Favor | Crítica

Um Pequeno Favor | Crítica

Um Pequeno Favor (A Simple Favor)

Ano: 2018

Direção: Paul Feig

Roteiro: Jessica Sharzer

Elenco: Anna Kendrick, Blake LivelyHenry GoldingIan HoJoshua SatineLinda Cardellini

Ver o nome de Paul Feig creditado como diretor, atualmente, significa que, provavelmente, veremos uma divertida aventura protagonizada por mulheres de personalidade. Foi assim com A Espiã que Sabia de Menos, Caça-Fantasmas, As Bem Armadas e, obviamente, com o hilário Missão Madrinha de Casamento, o seu melhor trabalho. Ao ser anunciado como cineasta responsável por adaptar Um Pequeno Favor, obra de Darcey Bell, já era de se imaginar o que viria pela frente. E, felizmente, a expectativa se cumpriu.

Na trama, Stephanie (Anna Kendrick) é uma mãe viúva que vive em uma pequena cidade. Cheia de disposição, ela divide os seus dias entre ser voluntária na escola de seu filho Miles (Joshua Satine) e gravar vídeos sobre dicas domésticas para o seu vlog. Tudo muda quando o pequeno Miles faz amizade com Nick (Ian Ho), filho da famosa relações-públicas Emily (Blake Lively). Logo, as duas, que não têm nada em comum, acabam se tornando melhores amigas.

Emily, que vive uma vida muito rockstar para aquela pequena comunidade, começa a pedir pequenos favores para Stephanie, como pegar Nick na escola. No entanto, em uma dessas vezes, a relações-públicas some e deixa o filho sob os cuidados da nova amiga. Emily, então, começa a investigar o sumiço de sua nova BFF — ao mesmo tempo em que compartilha cada nova descoberta com as suas seguidoras online. O mistério, então, toma conta, ficando no ar a dúvida se Emily está viva ou morta.

O roteiro de Jessica Sharzer, que trabalhou no razoável Nerve: Um Jogo Sem Regras, consegue desenvolver bem a história, deixando-a interessante — apesar de acreditar que o seu script é mais misterioso do que realmente é. Além disso, alguns elementos da trama são apresentados e, apesar de parecerem importantes, são esquecidos ou minimizados no desenrolar da projeção.

A direção de Feig, por sua vez, é bastante concisa e bem mais séria do que em seus recentes trabalhos. O ritmo imposto pelo cineasta é assertivo, elevando o suspense nos momentos necessários e, logo em seguida, apresentando uma quebra, com um momento cômico — que nem sempre dá o resultado esperado, vale ressaltar. Os planos escolhidos por Feig quase sempre são ótimos, como no importante segmento do lago, aproximando e afastando a câmera em momentos precisos. O clima cinzento, enfatizando o mistério, principalmente na casa de Emily, é outra escolha bem-feita no longa. Os figurinos das duas protagonistas também merecem destaque, pois ajudam a revelar os sentimentos das personagens.

É claro que Kendrick e Lively, as protagonistas da trama, são essenciais para o sucesso do longa. Ambas entregam personalidades marcantes às suas personagens, ao mesmo tempo em que deixam, constantemente, dúvidas no ar, fazendo com que suas ações sejam encaradas como suspeita, na maior parte da projeção. E as duas fazem isso com uma excelente naturalidade. Henry Golding, que vive Sean, o marido de Emily, é outro que se destaca no longa, mostrando que tem uma carreira promissora em Hollywood.

No final das contas, Um Pequeno Favor é interessante do início ao fim, apesar de alguns deslizes — como os inúmeros plot twists pouco impactantes. Mesmo assim, o seu desfecho não deixa de ser divertido e faz jus à trama apresentada. Feig entrega, mais uma vez, uma divertida história protagonizada por mulheres bem desenvolvidas e com personalidades fortes, mas, dessa vez, com uma boa dose de mistério como bônus.

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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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