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O Mistério do Relógio na Parede | Crítica

O Mistério do Relógio na Parede | Crítica

O Mistério do Relógio na Parede (The House with a Clock in Its Walls)

Ano: 2018

Direção: Eli Roth

Roteiro: Eric Kripke

Elenco: Jack BlackCate BlanchettOwen VaccaroKyle MacLachlanSunny Suljic, Lorenza Izzo

Eli Roth é conhecido por comandar filmes de horror, tendo em O Albergue o maior êxito e expoente de seu estilo. Assim, é curioso ver que logo ele foi escolhido para dirigir a aventura infanto-juvenil O Mistério do Relógio na Parede, adaptação do romance de John Bellair. A trama do longa acompanha Lewis (Owen Vaccaro), um inteligente menino de 10 anos que acaba de perder os pais e vai morar em Michigan, com o excêntrico tio Jonathan Barnavelt (Jack Black) — e com a Sra. Zimmerman (Cate Blanchett), vizinha que vive um romance platônico com o tio Jonathan.

Não demora para que o garoto descubra que os dois anfitriões são, na verdade, feiticeiros e o escuro casarão é mágico, com diversos ‘personagens’ espalhados por suas dependências — incluindo, uma carismática poltrona. E, nesse clima, a trama, que é bem simples, vai sendo desenvolvida, mostrando o protagonista tentando conquistar uma amizade na nova escola e superar a morte dos pais, enquanto começa a entrar no mundo da feitiçaria. Obviamente, não demora para que coisas deem erradas e, assim, a aventura encontre o seu grande antagonista.

O Mistério do Relógio na Parede conta com uma série de elementos interessantes, inclusive não poupando os momentos de horror vindos da mão de Roth. O trio de protagonistas também está muito bem em cena: Jack Black, como sempre, é puro carisma e consegue divertir com as suas caras exageradas; Cate Blanchett, mais uma vez, mostra que pode ser ótima sempre, trazendo o equilíbrio necessário na dupla que forma com Black; o menino Owen Vaccaro, por sua vez, não faz feio no papel de Lewis, entregando um personagem interessante. E o design de produção é muitíssimo competente em levar o espectador aos anos 1950.

No entanto, o longa sofre em muitos outros setores. O roteiro, escrito por Eric Kripke (criador e roteirista da série Supernatural), não convence na apresentação da magia, que é tão importante para a trama — além de não aproveitar interessantes elementos que são apresentados, mas esquecidos logo depois. O desenvolvimento da relação entre Lewis e seu tio também fica devendo. Já a direção de Roth deixa a desejar por diversas vezes, derrapando em clichês que não condizem com as suas experiências anteriores atrás das câmeras. Os efeitos especiais também ficam abaixo do esperado em diversas ocasiões — em alguns momentos, inclusive, é usado um CGI desnecessário, sendo que uma boa maquiagem resolveria.

Como aventura, O Mistério do Relógio da Parede agradará às crianças, pois as angústias do protagonista são facilmente compreendidas e o clima mais assustador do longa também deixará os pequenos entusiasmados com a trama. E os adultos também poderão se divertir, principalmente pelos excelentes bate-bocas entre os personagens de Black e Blanchett, que nitidamente se gostam, mas se divertem implicando um com o outro.

Entre altos e baixos, O Mistério do Relógio na Parede consegue vir para ajudar a suprir a necessidade de boas aventuras infantis, apesar de não ser marcante ou relevante como Harry Potter, a grande saga do século, por exemplo. Como ressalva, fica evidente a boa vontade da produção de entregar um longa positivo e mágico — além de encantadoramente assustador — e isso faz com que o filme ganhe pontos. Logo, vale a pena dar uma chance para Jack Black e sua magia!

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 2    Média: 2.5/5]


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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