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Especial | 10 remakes vergonhosos que não fazem jus ao original

Especial | 10 remakes vergonhosos que não fazem jus ao original

Remakes nem sempre são más notícias, existem ótimas reimaginações de ótimos filmes que fazem justiça ao material original, como Scarface, Os Infiltrados, Deixe-me Entrar e Onze Homens e um Segredo. Infelizmente, a maioria não justifica a sua existência e são muito ruins. Confira 12 dos remakes mais vergonhosos e desnecessários do cinema:


  • Psicose (1998), por André Bozzetti

Por quê? Sério, por quê? Por que alguém faria um remake de uma obra de Alfred Hitchcock? O que esta pessoa realmente imaginou que poderia acrescentar ao cinema? Olha que estamos falando de Gus Van Sant, um diretor com uma filmografia bem admirável. E não foi um remake comum. É uma refilmagem plano a plano, inclusive mantendo alguns erros e pequenos detalhes que fazem parte do original de 1960. No entanto, o filme não produz nem de longe o impacto conseguido com o longa de Hitchcock. Os motivos são vários, mas existe um que é fundamental: o protagonista. Anthony Perkins compôs um personagem icônico; os trejeitos, os olhares, as mudanças de expressão e tudo mais tornaram seu Norman Bates um espécime único. Colocar Vince Vaughn, um ator limitado, a tentar imitar estes trejeitos e expressões foi um erro grotesco. Ele não consegue, em momento algum, passar a ideia da doença mental que aflige Norman Bates, e isso acaba com qualquer chance do filme funcionar. Um ponto importante a se considerar é que o filme original, de maneira geral, envelheceu muito bem, podendo tranquilamente ser assistido pelo público de hoje em dia, o que só reforça a total inutilidade desta refilmagem.


  • Táxi (2004), por Carlos Redel

Em 1998, Luc Besson escreveu Táxi: Velocidade nas Ruas, uma divertida aventura francesa que contava a história de um entregador de pizza, que deixa seu trabalho e começa a dirigir um táxi, que foi especialmente projetado para ter a potência de um F1. Quando um policial, considerado incompetente pelos companheiros, descobre as alterações no carro, ele faz vista grossa para isso, desde que o motorista passe a ajudá-lo a capturar uma quadrilha notória de ladrões alemães de bancos. Você já viu uma história parecida, né? Pois então, foi no remake norte-americano Táxi, de 2004, em que Queen Latifah e Jimmy Fallon assumem os papéis principais. No entanto, nem a divertida dupla consegue salvar o filme, que é recheado de momentos constrangedores, uma direção precária, um roteiro sofrido e uma participação pra lá de vergonhosa de Gisele Bündchen. Nada se salva. No entanto, a franquia francesa seguiu firme e forte, chegando até Táxi 4 (depois até ganhou um quinto longa, mas sem os atores originais).


  • Halloween (2007), por Diego Francisco

É um fato conhecido que nenhuma das sequências do longa dirigido por John Carpenter não chegaram nem perto do original, com algumas alcançando o ridículo. O remake do Rob Zombie, mesmo se afastando da péssima qualidade dos filmes mais recentes da cronologia principal, erra feio em outras competências. Uma das coisas mais geniais do primeiro filme era que Michael Myers era apenas um garoto normal que tinha uma família normal e um dia matou a própria irmã. O remake, por outro lado, mudou completamente a origem do serial killer ao transformá-lo em um garoto pobre de um lar ruim que tinha problemas domésticos e na escola. Essa mudança não só tenta justificar a psicopatia do personagem como tira o encanto dele ter sido apenas uma pessoa normal que surtou um dia, decisão narrativa que trouxe críticas até mesmo do próprio Carpenter. Além de muito tempo ser desperdiçado com a origem do Michel Myers, todo o suspense e atmosfera são substituídos por violência gratuita.


  • Fúria de Titãs (2010), por André Bozzetti

Tudo bem, vamos combinar que a versão original de 1981 tem seus problemas. Não é um primor de roteiro, atuações (apesar de contar com alguns nomes como Laurence Olivier e Ursula Andress) e nem mesmo de efeitos visuais. No entanto, para a época, ele era muito funcional. Aquela salada de seres mitológicos encantava e Fúria de Titãs se tornou um clássico para os fãs de filmes de fantasia e até do gênero sandália e espada, devido às empolgantes cenas de lutas protagonizadas por Perseu. É o tipo de filme que merecia um remake, utilizando as novas tecnologias que são capazes de trazer para a realidade qualquer coisa que seja imaginada. Infelizmente, a tecnologia por si só não foi suficiente para agregar qualidade. Mesmo com um elenco recheado de grandes atores como Liam Nesson, Ralph Fiennes e Mads Mikkelsen, o tom caricaturesco das atuações chega a ser irritante. O filme não é um fracasso total devido a algumas boas cenas de ação envolvendo personagens e seres criados digitalmente que funcionaram muito bem, mas a inexpressividade de Sam Worthington como Perseu ajuda a jogar a qualidade do filme ladeira abaixo.


  • Conan, o Bárbaro (2011), por Rafael Bernardes

Todos devem se lembrar do ótimo filme estrelado por Arnold Schwarzenegger. O ator vive Conan, o Bárbaro, um guerreiro em busca de vingança, que precisa lutar contra um feiticeiro para forjar a espada perfeita. O longa é cheio de ação, contendo todo o carisma de Schwarzenegger. Em 2011, surgiu o seu remake, de mesmo nome. Jason Momoa, o Khal Drogo de Game of Thrones protagonizou o longa. A produção falha absurdamente em tudo o que se propõe, desde a atuação do protagonista, até a história sem graça e desnecessária. Se trata de um filme completamente sem sentido. Ainda bem que temos a obra original para podermos desfrutar de uma boa aventura com ação de qualidade e uma história no mínimo interessante.


  • Footloose (2011), por Carlos Redel

Footloose: Ritmo Louco, de 1984, é sinônimo do tema ‘adolescentes que se rebelam contra a sociedade conservadora’. Logo, a aventura dançante estrelada por Kevin Bacon se tornou um dos clássicos oitentistas — e, como todo clássico, deveria ter sido deixado em paz. Mesmo sendo filmado há mais de 30 anos, o filme seguia sendo conversando com a juventude (mais do que a refilmagem, pelo menos). Mas, infelizmente, inventaram de fazer um remake do longa. Com atores canastrões, uma história mal adaptada para os dias atuais e muitos momentos de vergonha alheia, Footloose é um belo exemplo de como não se fazer uma refilmagem. Certamente, Peter Quill ficaria extremamente decepcionado ao ver o seu filme favorito ganhando uma versão tão medíocre.


  • Oldboy: Dias de Vingança (2013), por Diego Francisco

Uma vez que o remake do filme policial sul-coreano Conflitos Internos foi comandado por Martin Scorsese e resultou no excelente Os Infiltrados, era de se esperar que a reimaginação da obra-prima de Park Chan-wook, Oldboy, fosse ao menos decente nas mãos de Spike Lee. Infelizmente, isso não aconteceu. O filme de 2013 não consegue justificar sua existência ao nem sequer adaptar bem a violência e a ousadia da sua fonte. Enquanto Josh Brolin faz um bom papel como protagonista (sem nunca atingir a loucura e a insanidade do original interpretado por Choi Min-sik) e a história apertar as mesmas teclas na maior parte do tempo, o filme teve uma boa ideia para tentar enganar os fãs do original ao, aparentemente, se distanciar da famosa reviravolta. Ela ainda acontece,  mas sem a coragem de encarar o tabu do final e optar por uma conclusão mais feliz e menos controversa.


  • Carrie: A Estranha (2013), por Diego Francisco

O original de Brian De Palma é um clássico absoluto do horror envelheceu perfeitamente. Na falta de um remake desnecessário, Carrie: A Estranha teve dois: um em 2002 e outro em 2013. Como o de anterior é esquecível, vamos falar do mais recente. Os problemas do longa começam com a escolha da protagonista, não que a Chloë Grace Moretz seja uma atriz ruim, mas ela não chega nem perto do ar sinistro que a Sissy Spacek deu para a personagem tampouco convenceu em ser a garota estranha e desajustada da escola. Sem contar que a performance da Chloe Moretz fica risível no clímax. A única qualidade redentora do filme é a Julianne Moore como a mãe fanática religiosa da Carrie, o resto alterna entre o genérico e o ridículo. A sequência do baile em que a protagonista é humilhada e desperta totalmente os seus poderes consegue arrancar risadas com o seu humor não intencional durante as mortes. Algumas coisas ficam melhores no passado mesmo.


  • Olhos da Justiça (2015), por André Bozzetti

Não existe nenhuma justificativa artística para esta refilmagem de O Segredo dos Seus Olhos (2009). O longa de Juan José Campanella, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2010, seguia perfeitamente funcional. Cinco anos após o seu lançamento e não havia nada que indique a possibilidade do filme ficar datado ou a necessidade de uma nova versão. O remake destinado ao público norte americano que parece ter alguma implicância com obras não produzidas em seu país é de uma mediocridade constrangedora. Tanto as bizarras adaptações do roteiro quanto as motivações dos personagens deram uma superficialidade tão grande à história que a comparação com o original chega a ser humilhante. Além disso, as atuações de Julia Roberts, Nicole Kidman e Chiwetel Ejiofor são tão falsas e exageradas na maior parte das cenas que o filme ganha ares de novela mexicana. O pior de tudo é que, quem assistir esta versão antes, dificilmente vá se interessar por ver o maravilhoso filme no qual ela tão porcamente se inspirou.


  • A Múmia (2017), por Carlos Redel

Estrelado por Tom Cruise, A Múmia seria o início do Dark Universe, o universo compartilhado da Universal, que traria os clássicos monstros do estúdio para os cinemas. No entanto, os planos desse projeto ambicioso podem ter ido por água abaixo… O motivo? O remake dirigido por Alex Kurtzman foi um desastre! A nova versão, com intenção de atualizar a história do longa de 1932, que era estrelado por Boris Karloff, não consegue aproveitar decentemente nenhum dos elementos do original. O primeiro filme priorizava o horror, sendo um dos marcos do cinema do gênero, apresentando uma múmia de respeito — tanto que a criatura entrou para a galeria dos maiores monstros da sétima arte. O remake não passa de uma aventura vazia, boba e difícil de ser assistida até o final. Nem o Tom Cruise correndo salva…


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Estudante de jornalismo, tem 19 anos e é assistidor de séries semi profissional. Fissurado em cinema desde sempre, nunca trabalhou na área e pretende mudar isso algum dia. Fã do Studio Ghibli, é fissurado no cinema sul-coreano e nas suas formas de vingança.

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