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Especial | 10 ótimos musicais para quem não gosta de musicais

Especial | 10 ótimos musicais para quem não gosta de musicais

Musical é um gênero um tanto divisivo: ou se ama ou se odeia. Quem não gosta, diz que fica entediado por conta do número de músicas e, por vezes, a história ficar em segundo plano. Por conta disso, esse especial traz ótimos filmes que são exatamente o contrário disso. São longas em que a história é atrativa a ponto de, por vezes, nem nos darmos por conta de que são musicais.

Vale lembrar que outros bons filmes ficaram de fora, como Johnny & June e Across the Universe.

Confira:


  • Chicago (2002)

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Com um elenco estrelar, Chicago conta a história de Velma Kelly (Catherine Zeta-Jones), sensação de um clube noturno, que acaba de assassinar seu marido que a estava traindo, e Roxie (Renée Zellweger), uma cantora novata que realizou o mesmo crime. As duas são defendidas pelo mesmo advogado, Billy Flynn (Richard Gere), o mais esperto da cidade. Tudo se transforma em um grande circo midiático e as duas disputam o estrelato o tempo inteiro. Se trata de um longa extremamente divertido que, por conta da temática, consegue abusar das técnicas musicais para alavancar a sua qualidade.


  • La La Land: Cantando Estações (2016)

Candidato a diversos Oscars na cerimônia de 2017, La La Land: Cantando Estações conta a história de Sebastian (Ryan Gosling), um músico apaixonado por jazz que tem o sonho de não deixar a essência do gênero musical morrer, e Mia (Emma Stone), uma jovem atriz que almeja sucesso, fama e entrar de vez em Hollywood. O longa mostra a construção da relação dos dois, com cantorias pontuais. Para quem não gosta de musicais, a produção é gostosa de se assistir, pois os diálogos são envolventes e nada cansativos. As músicas se tornaram memoráveis, principalmente City of Stars, que levou o Oscar de Melhor Canção Original. Além disso, o longa é dirigido por Damien Chazelle e conta com todo o talento do jovem cineasta.


  • Moulin Rouge: Amor em Vermelho (2001)

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Já se tornou um clássico! O longa acompanha Christian (Ewan McGregor), um homem cheio de sonhos, vai até um famoso cabaré parisienses, o Moulin Rouge, e se apaixona pela sedutora Satire (Nicole Kidman), uma mulher extremamente provocante. O homem se deslumbra com aquela realidade. O elenco é sensacional com a dupla de protagonistas roubando a cena. As músicas são memoráveis e extremamente divertidas. O longa faz você esquecer que está vendo um musical, passando apenas a sensação de estar assistindo um ótimo filme, independente do gênero. O cineasta Baz Luhrmann contribui muito com isso, com sua direção precisa.


  • Encantada (2007)

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Amy Adams surtando e fazendo um de seus papéis mais memoráveis. Encantada conta a história da princesa Giselle (Amy Adams), que é expulsa dos contos de fadas pela rainha má, Narissa (Susan Saradon). Ela acaba parando em Manhattan, no mundo real, tendo que se deparar com as pessoas, mesmo tendo uma mentalidade totalmente diferente das demais. Ela encontra Robert (Patrick Dempsey), um advogado que a vê completamente perdida na cidade e decide ajuda-la. Mesclando live-action com animação, o longa é muito divertido, brincando com os clichês de filmes desse tema. Muitas pessoas nem consideram a produção como um musical, pois o entretenimento apresentado vai além do gênero. A obra faz humor em cima de contos de fadas, muitas vezes usando sátiras, mas sem deixar a emoção de lado.


  • Grease – Nos Tempos da Brilhantina (1978)

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Califória, 1959. Dois jovens se apaixonam e passam um verão inesquecível. Danny (John Travolta) e Sandy (Olivia Newton-John), após o término das férias, vão a escola e descobrem que estudarão juntos. A realidade escolar mostra Danny como o líder da gangue dos T-Birds, um bando de adolescentes que usam jaquetas de couro e muito gel em seus cabelos. Sandy faz parte das Pink Ladies, lideradas pela sarcástica Betty Rizzo (Stockard Channing). A jovem percebe que o menino por quem se apaixonou não é o mesmo e é a partir daí que começam os desafios para que os dois fiquem juntos. O longa retrata uma adolescência antiga, mas extremamente divertida, utilizando bem os estereótipos dos personagens. As canções muitas vezes são bobas, mas ficam na cabeça. Um clássico musical que faz o tempo passar voando e provoca uma imersão naquele mundo.


  • Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (2007)

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Esse é um musical em sua essência, com muitos diálogos cantados, mas acaba sendo extremamente atrativo por conta de sua história, que não se esconde atrás das canções. Benjamin Barker (Johnny Depp) ficou 15 anos afastado de Londres, por conta de falsas acusações que recebeu do juiz Turpin (Alan Rickman), tendo que deixar sua esposa e filha. Tudo se tratava de um plano do juiz para ficar com ambas. Quando retorna para a cidade, vai até a sua antiga barbearia, que agora é uma faixada para uma loja de tortas, e se uma a sra. Lovett (Helena Bonham Carter), em um plano de vingança contra seu malfeitor. A produção conta com a direção de Tim Burton, em uma ótima fase de sua carreira. O ritmo intenso, os diálogos cantados, os personagens, tudo se torna um atrativo nesse excelente musical, que pode fazer com que você reconsidere a sua opinião, por conta da alta qualidade contida.


  • Dançando no Escuro (2000)

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Aqui a diversão dá lugar à qualidade cinematográfica pura. Dançando no Escuro conta a história de Selma (Björk), imigrante e mãe solteira que trabalha em uma fábrica no interior dos Estados Unidos. Ela encontra na paixão pela música uma espécie de salvação, sendo maravilhada pelos clássicos musicais de Hollywood. A mulher precisa juntar dinheiro para realizar uma operação, pois está perdendo e visão. Porém, o pior é que seu filho pode sofrer o mesmo. Se trata de uma obra tocante e dramática, com direção de Lars von Trier. A atuação de Bjork é um dos principais atrativos, beirando à perfeição.


  • Pink Floyd: The Wall (1982)

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Pink (Bob Geldof) é um rockeiro depressivo que consome drogas para conseguir imaginar um muro que o separa do público. Seu pai morreu na Segunda Guerra, fazendo com que ele recorde de sua relação, mostrando também uma dependência materna. Sua história é contada de forma genial, contendo diversas críticas à sociedade. O filme é baseado no álbum The Wall, do Pink Floyd. Há inúmeras referências à banda, falando sobre acontecimentos das vidas dos integrantes. Pink ter perdido pai, por exemplo, faz referência à Roger Waters, que morreu na Itália, durante a Batalha de Anzio, em 1944. Se trata de uma grande oportunidade de imergir nas histórias e nas vidas dessas pessoas e na banda como um todo. Mesmo sendo uma ficção clara, pode até ser considerada como biográfica e a música é necessária para que as histórias sejam contadas.


  • Evita (1996)

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O longa que conta a história de Eva Duarte Perón, uma mulher que saiu da pobreza e se tornou uma famosa atriz argentina. Evita foi muito pobre em sua infância e juventude e, após a morte de seu pai, decide ir para Buenos Aires. Ela se relaciona com muitas pessoas, até conhecer Juan Domingo Perón. Ela se tornou a primeira dama da Argentina e, hoje em dia, pode ser considerada como uma celebridade maior do que seu marido, mesmo tendo possuído seu sobrenome. O longa mostra a trajetória dessa figura histórica que foi Evita, contando com a presença de Madonna como protagonista. Se trata de um filme biográfico, onde a música está inserida em grande parte do tempo, mas a relevância histórica e a vida da atriz acabam sendo os diferenciais.


  • Tenacious D: Uma Dupla Infernal (2006)

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Para alcançar o sucesso, JB (Jack Black) e KG (Kyle Gass), dois músicos que iniciam uma grande amizade, precisam ir atrás de uma guitarra lendária que possui poderes misteriosos. Jack Black em uma performance surtada e extremamente divertida, rouba toda a cena para si, fazendo uma das comédias musicais mais memoráveis, utilizando o rock como trilha e subterfúgio. O longa é engraçado do início ao fim, não tendo medo de ser bizarro e honrando o gênero musical em questão. É um clássico do cinema rock and roll, conquistando diversos fãs e consolidando de vez a carreira de Jack Black.


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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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