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Te Peguei! | Crítica

Te Peguei! | Crítica

Te Peguei! (Tag)

Direção:  Jeff Tomsic

Roteiro: Rob McKittrickMark Steilen

Elenco: Ed HelmsJon HammJeremy Renner, Jake JohnsonHannibal BuressAnnabelle WallisIsla Fisher

“Você não deixa de brincar porque fica velho. Você fica velho porque deixa de brincar”. Esse é o mantra de um quinteto de amigos que, há 30 anos, tira o mês de maio para brincar de pega-pega. E não vá pensando que é apenas um correndo atrás do outro até o fôlego acabar… O grupo organiza armadilhas elaboradas para poder encostar um no outro e, assim, fazer com que a brincadeira nunca termine. E o mais maluco? Te Peguei! é baseado em uma história real.

O longa começa com o mais entusiasmado dos amigos, Hogan (Ed Helms), conseguindo emprego de faxineiro na empresa de Bob (Jon Hamm), apenas para poder encostar nele e falar o glorioso “está com você”. Ao presenciar a façanha, uma repórter, impressionada com a dedicação daquele grupo em manter viva a velha tradição, passa a integrar a viagem dos quarentões que não querem envelhecer. O objetivo? Escrever uma matéria para o The Wall Street Journal sobre aquela peculiar brincadeira — e a publicação aconteceu de verdade, mas é uma pena o filme deixar passar a oportunidade de contar a história pelo olhar de alguém de fora.

Logo, todo o bando vai sendo convocado para se reunir e seguir brincando — menos um: o ‘impegável’ Jerry (Jeremy Renner). Ele é o alvo dos demais. E eles farão de tudo para pegá-lo! Mas ainda tem um agravante: o campeão do pega-pega vai se casar, bem no mês de maio, e será nas vésperas da cerimônia que o grupo tentará quebrar a invencibilidade do amigo ‘escorregadio’.

Como o pega-pega é o que une aquele grupo, separado há anos por conta da vida adulta, teria nessa premissa um prato cheio para fazer rir: homens de meia idade correndo e aprontando — insanamente — uns para os outros, como crianças. No entanto, apesar do clima leve e da boa diversão que a comédia proporciona, o sorriso não ultrapassa o canto da boca.

Outro agravante é que o grupo não tem uma boa química, o que prejudica o resultado final, que poderia ser bem melhor com um elenco em sintonia — em filmes desse tipo, esse é um dos pilares fundamentais. Se Beber, Não Case! (também estrelado por Helms), por exemplo, tinha um elenco principal extremamente entrosado e que, com apenas uma interação simples entre eles, conseguia fazer rir e passar a cumplicidade que falta em Te Peguei!.

Além disso, apesar da classificação indicativa alta de Te Peguei!, era necessária uma mão mais ousada para extrair algo mais interessante da premissa. Afinal, é um grupo de homens na casa dos 40 anos agindo debilmente como crianças. E essa trama poderia render ótimas risadas, se trabalhada de uma forma mais solta e com menos pudores. O filme parece que está sempre pronto para deslanchar, mas nunca acontece.

Mas não desanima, existem qualidades em Te Peguei!. Apesar da falta de entrosamento do grupo protagonista, os atores que interpretam os amigos que curtem brincar de pegar são muito bons e é sempre interessante ver Jon Hamm em um papel cômico. Isla Fisher também tem um papel muito bom, vivendo Anna, a competitiva esposa de Hogan.

Outro ponto que vale destacar são os momentos em que o personagem de Renner está fugindo dos seus caçadores/amigos e, então, o diretor Jeff Tomsic, estreando no cinema, consegue entregar boas sequências em slow-motion, mesclando ação e diversão — as partes mais inspiradas do longa. O desfecho, como era de se esperar, puxa para o lado emocional, mas, mesmo assim, consegue ser convincente e entrega uma boa mensagem.

No final das contas, Te Peguei!, apesar de ter uma trama original, não foge dos diversos clichês do gênero. Mesmo assim, os 100 minutos de projeção do longa não são um tempo perdido. A produção é bem feita e, mesmo não tendo os esperados momentos hilários (afinal, estamos em tempos de crise para o gênero, não é?), garante uma diversão passageira e esforçada, mas que tinha potencial para ser bem mais do que é.

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 2    Média: 4/5]


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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