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Mentes Sombrias | Crítica

Confira a opinião de Rafael Bernardes sobre a aventura com adolescentes superpoderosos!

Mentes Sombrias | Crítica

Mentes Sombrias (The Darkest Minds)

Ano: 2018

Direção: Jennifer Yuh Nelson

Roteiro: Chad Hodge

Elenco: Amandla StenbergMandy MooreBradley WhitfordHarris DickinsonGwendoline ChristieMiya CechSkylan Brooks

Diversas distopias adolescentes são pensadas por ano. Normalmente, elas possuem a mesma estrutura e premissas semelhantes. Um personagem principal, que é especial de alguma forma, o seu par romântico e a turma de amigos. Maze Runner, Jogos Vorazes, Divergente: todas essas franquias são parecidas nesse sentido. Mentes Sombrias não foge disso, porém, a premissa é diferente e muito interessante.

Quando uma doença infecta apenas as crianças — e muitas morrem —, descobre-se que as sobreviventes possuem poderes de diversos tipos. O governo, então, decide isolá-las em campos de concentração, segregando por cor, que varia de acordo com os poderes. Verdes são inteligentes, laranjas controlam a eletricidade, azuis são telecinéticos, vermelhos manipulam o fogo, e laranjas, os mais raros, possuem domínio total da mente.

Nesse cenário, somos apresentados à Ruby (Amandla Stenberg), uma menina que após acidentalmente apagar ela mesma da memória de seus pais, é capturada e levada a um campo de concentração. A premissa é realmente interessante, porém, a execução deixa muito a desejar. Começando pela escolha da atriz para viver a personagem principal. Amandla Stenberg não possui o carisma necessário, além de não conseguir convencer dramaticamente. O desenvolvimento pífio da personagem também contribui para o fracasso da mesma.

A direção de arte não procura nos trazer nada de novo, pelo contrário, as colorações são simples e dão a sensação de estarmos assistindo a um filme qualquer. A diretora Jennifer Yuh Nelson executa bem a maior parte das cenas de ação, mas os efeitos visuais não são muito bons. Porém, o principal problema é o roteiro. O que poderia ser uma aventura divertida, ao menos, após o início do segundo ato se torna um romance brega e extremamente clichê. Até os poucos bons personagens acabam sendo ofuscados e a vontade de unir dois personagens sem graça toma conta do longa.

O vilão é genérico, sem muitas motivações que justifiquem seus atos e, algumas atitudes são inexplicáveis, podendo ser consideradas como deus ex machina. O primeiro ato não é ruim, e acaba sendo interessante, criando uma boa expectativa, mas o segundo coloca ela lá para baixo e o terceiro, com um desfecho mal realizado, enterra o que poderia ser uma boa distopia adolescente. No final das contas, Mentes Sombrias é apenas mais um produto com a intenção de lucrar diante de um entretenimento vazio e genérico, que não traz nada de novo e nem tenta ser ao menos divertido.

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 3    Média: 1.3/5]

 

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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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