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Especial | 10 grandes pais da cultura pop que não são pais

Afinal, pai é quem cria!

Especial | 10 grandes pais da cultura pop que não são pais

Sabe aquele velho ditado “pai é quem cria”? Bem, isso é uma verdade! E a cultura pop nos dá várias provas disso… Temos desde um suricate e um javali criando um leão; um rato sendo o mentor de um grupo de tartarugas ninjas; um mutante construindo uma escola para acolher os seus iguais; um urso se aventurando na selva com um menino lobo; e, até mesmo, um gênio, bilionário, playboy e filantropo protegendo um jovem órfão com poderes aracnídeos.

Se liga aí na nossa lista:


  • Joel (The Last of Us), por Diego Francisco

Após ter perdido a sua filha no primeiro dia do apocalipse zumbi, Joel se tornou um homem mal-humorado e carrancudo. 20 anos depois, ele recebe a missão de atravessar o país com Ellie, uma garota de 14 anos impulsiva e boca suja com um segredo. A princípio, Joel faz de tudo para não se envolver com Ellie: ele é grosso, mal-educado e vive dando broncas nela, até mesmo quando ela salva a vida dele, Joel parece não agradecê-la. Não dá para culpa-lo – ele perdeu a filha, a melhor amiga e se distanciou do irmão. Mas, conforme as estações vão passando, Joel vira protetor e começa a se importar muito com a Ellie, mesmo que faça de tudo para não demonstrar. Nas duas ocasiões em que eles são separados e ela corre perigo, Joel volta aos dias do seu violento e obscuro passado para matar brutalmente todos que fiquem em seu caminho para salvá-la. Ellie, que foi abandonada pelos pais, começa a ver Joel como uma figura paterna e a relação dos dois é uma das mais tocantes dos videogames.


  • Jim Hopper (Stranger Things), por Diego Francisco

Similar ao Joel, Hopper também perdeu a sua filha muito cedo. Desde então, ele se divorciou de sua esposa e acabou se tornando alcoólatra. Depois dos eventos da primeira temporada, Hopper secretamente adota Eleven (Millie Bobby Brown) e os dois moram isolados em sua casa. Para a segurança de Eleven, existem regras para que ela não seja capturada pelos homens do Laboratório de Hawkings, que envolvem não sair de casa ou contatar os amigos; o que causa inúmeros conflitos entre os dois. Depois de a Eleven fugir de casa para procurar sua mãe biológica, Hopper fica preocupado e se desculpa com ela via rádio em uma cena emocionante. Da mesma forma que Hopper a usa para suprir o vazio deixado pela filha falecida, Eleven tinha apenas o cruel Dr. Martin Brenner (Matthew Modine) como referência paterna; agora, depois de aprender o que é amizade, ela entende o que é paternidade de verdade. Mesmo sem dividir muito tempo em tela na segunda temporada, o relacionamento entre Hopper e Eleven é uma das melhores partes da série.


  • Tio Ben (trilogia Homem-Aranha), por Diego Francisco

É impossível pensar no tio Ben (Cliff Robertson) sem se lembrar da sua icônica frase “com grandes poderes, vem grandes responsabilidades”. Ben Parker foi um exemplo de bondade e integridade na vida do Peter (Tobey Maguire), o legado que ele deixou segue o garoto por toda a sua carreira como Homem-Aranha. Sua responsabilidade em salvar todos aqueles que consegue e mascarar a sua identidade para proteger aqueles que ama. Peter inadvertidamente causou a morte do tio Ben por pura negligência, o homem que o acolheu quando seus pais morreram e um acidente e o ajudou durante tantos anos. Peter carrega o fardo de ter deixado morrer aquele que foi um pai para ele e lidar com o luto da tia May (Rosemary Harris), que não sabe de toda a história por trás da morte do marido.


  • Tony Stark (Vingadores: Guerra Infinita), por Carlos Redel

Peter Parker não tem muita sorte com esse lance de ter um pai… Perdeu o seu biológico e, algum tempo depois, o seu de criação, o tio Ben. Então, em Capitão América: Guerra Civil, o jovem herói tem o seu primeiro contato com Tony Stark, alguém por quem ele nutre uma grande admiração. Logo, os dois se reencontram em Homem-Aranha: De Volta ao Lar, e Tony começa a se tornar o guardião do garoto, assumindo o papel de figura paterna ausente na vida do menino. Em Vingadores: Guerra Infinita, no entanto, essa relação fica ainda mais forte, mostrando o esforço de Tony para proteger Peter — e ela chega ao seu auge com a trágica despedida entre os dois, devastando o Homem de Ferro (e todos nós). É algo que vai além de mentor/pupilo. São dois desajustados que encontram, um no outro, aquilo que faltava em suas vidas: Peter queria um pai, por motivos óbvios, e Tony, como vemos no início de Guerra Infinita, desejava um filho. Se complementam.


  • Timão e Pumba (O Rei Leão), por Carlos Redel

Quando Mufasa (que era um paizão, né?) foi assassinado, lá pela metade de O Rei Leão, Simba fugiu e, quando este estava quase morrendo, foi salvo por uma dupla completamente desajustada e improvável: Timão, um suricate, e Pumba, um javali. Os dois amigos, que viviam na floresta, comendo insetos e seguindo os conceitos de Hakuna Matata, então, adotaram o pequeno leão. Timão e Pumba criaram Simba da melhor maneira possível, repassando os seus ensinamentos e o protegendo da maneira que podiam. Quando o leão, já um adulto saudável, precisa voltar para reaver o seu reino, a dupla está lá para o ajudar — inclusive, enfrentando hienas sanguinárias. Além disso, Timão e Pumba nos dão uma valiosa lição, mostrando que o amor é o único requisito para que dois seres possam criar um terceiro.


  • Mestre Splinter (As Tartarugas Ninja), por André Bozzetti

Se você fosse uma pequena tartaruga que, após sofrer uma mutação, cresceu, ganhou traços humanos e aprendeu a falar, provavelmente teria dificuldades em se adaptar à sua nova condição. Felizmente, as tartarugas mutantes conhecidas como Leonardo, Rafael, Donatello e Michelangelo, não precisaram passar por isso sozinhas. Elas tiveram ao seu lado uma figura paterna tão extraordinária quanto elas mesmas: o Mestre Splinter. Splinter, um rato mutante japonês, é mestre em ninjutsu e passou seu conhecimento às tartarugas após resgatá-las ainda filhotes. Ele se tornou além de sensei, uma espécie de pai adotivo. Splinter educou e treinou as quatro tartarugas mutantes nos esgotos de Nova York até a adolescência quando, já preparadas para enfretar perigos, foram autorizadas a sair para combater o crime. Mas Splinter, como todo pai zeloso, continuou as auxiliando, ensinando e até dando broncas sempre que necessário.


  • Professor Xavier (X-Men), por André Bozzetti

Em um mundo cheio de ódio por tudo que é diferente, os mutantes costumam sentir na pele o quanto as pessoas podem ser cruéis e violentas. Como as mutações normalmente se manifestam na adolescência, em meio a tantos problemas comuns para a idade, o surgimento de poderes ou características físicas incomuns geram medo e intolerância mesmo por parte da própria família e amigos. Aí que entra a importância do “paizão” Professor Charles Xavier. Um dos telepatas mais poderosos do mundo, o Professor X costuma ir ao encontro de jovens mutantes para convidá-los a entrar para a sua Escola para Jovens Superdotados, que na verdade é um local onde eles aprenderão a controlar seus poderes longe dos olhos da sociedade que os discrimina simplesmente por eles serem diferentes. Charles Xavier nutre um carinho muito grande por seus alunos e costuma dar sábios conselhos, buscando encaminhá-los a construir uma convivência pacífica entre humanos e mutantes.


  • Alfred (Batman), por André Bozzetti

Bruce Wayne era apenas um menino quando seus pais foram assassinados, deixando ele praticamente sozinho no mundo. Mas não totalmente. Alfred, o fiel mordomo da família, assumiu a criação do menino e, durante toda sua vida, o protegeu, aconselhou e apoiou em tudo que ele precisou. Quando Bruce decidiu assumir o manto do Homem-Morcego para combater o crime em Gotham City, Alfred ganhou muitos motivos a mais para se preocupar, mas, como não conseguiria dissuadi-lo da ideia, passou a auxiliá-lo de todas as maneiras possíveis. Mesmo se tornando um “ajudante” para o Batman, Alfred não deixou de lado seus cuidados com o lado humano de Bruce. Constantemente, o aconselha em assuntos pessoais, profissionais e emocionais. Conselhos estes que nem sempre são seguidos por seu patrão, mas, mesmo assim, Alfred segue ao lado dele para o que der e vier.


  • Balu (Mogli: O Menino Lobo)

Mogli é um menino criado na selva por lobos, aprendendo a sobreviver com a alcateia. Quando os lobos são ameaçados por um tigre maligno chamado Shere Khan, o jovem precisa seguir o seu caminho e se aventurar pelo mundo. Ainda sendo uma criança e sem figuras paternas, Mogli é protegido por Bagheera, uma pantera que, apesar de querer o melhor para ele, acaba sendo um tanto ausente. O garoto encontra em Balu, um urso faminto e preguiçoso, o amigo e pai que precisava. Apesar de Balu ser desengonçado e até irresponsável em alguns momentos, ele consegue passar ensinamentos importantes a Mogli e, o mais importante, consegue protegê-lo — ao mesmo tempo em que faz com que seu instinto de sobrevivência evolua. A cena icônica de Mogli sentado na barriga de Balu enquanto eles passam por um rio, cantando “necessário, somente o necessário”, é um exemplo dessa amizade e da importância do urso na vida do personagem principal da animação clássica da Disney — e da versão live-action também!


  • Tio Phil (Um Maluco no Pedaço), por Rafael Bernardes

Quando Will, um jovem da periferia e sobrinho de sua esposa se muda para a sua casa em Bel Air, Philip Banks, um renomado advogado o recebe de portas abertas — apesar de encontrar dificuldades de se acostumar com o adolescente. Os dois são pessoas muito diferentes, mas que vieram do mesmo lugar e aprendem um com o outro. A construção da relação entre eles em Um Maluco no Pedaço é sensacional. Will não é um menino fácil de se lidar, mas tio Phil também possui diversos defeitos e os dois acabam se complementando. Ao decorrer das temporadas, o personagem vai se tornando cada vez mais pai de Will e a ótima criação que ele deu aos seus filhos, ele reparte com o jovem. Um episódio marcante é quando o pai do protagonista vai até ele e tenta se reaproximar. Mostrando que o homem realmente não possuía caráter, tio Phil revela toda a sua preocupação com o seu sobrinho e faz com que seja um dos episódios mais emocionantes da série. É muito difícil não nos pegarmos chorando ao final, lembrando por tudo o que eles já passaram e como eles ficaram cada vez mais unidos. Tio Phil é um grande exemplo de pessoa e de figura paterna na cultura pop.


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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