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Especial | A franquia Missão: Impossível, do pior ao melhor filme

Com a chegada de Efeito Fallout, veja como ficou o ranking!

Especial | A franquia Missão: Impossível, do pior ao melhor filme

Por mais de 20 anos, a franquia Missão: Impossível tem fornecido ao público ótimos filmes, com boas tramas e cenas de ação cada vez mais insanas. O maior crédito disso vai para Tom Cruise que, além de protagonizar os longas e dispensar dublês, também produz todas as aventuras do agente Ethan Hunt.

Por conta disso, o Bode na Sala preparou um ranking com todos os filmes da franquia Missão: Impossível, do pior ao melhor, apontando as qualidades de cada um, mas, principalmente, celebrar essa saga que sempre nos brinda com ótimas produções (com uma exceção, né Missão: Impossível 2?).


  • Missão: Impossível 2 (2000), por Carlos Redel – Média geral: 3,75/10

Depois de Tom Cruise pegar todo mundo de surpresa com o seu agente Ethan Hunt, em 1996, transformando Missão: Impossível em um enorme sucesso, nada mais natural de que uma continuação viesse, não é? Então, saiu toda a classe de Brian De Palma e entrou John Woo, um especialista em filmes de ação. No entanto, o cineasta acabou se perdendo no próprio gênero que ajudou a reinventar. Missão: Impossível 2 traz pesados clichês e momentos vergonhosos (como aquele baile de carros, com Cruise e Thandie Newton), conseguindo enfraquecer tudo aquilo que o primeiro longa construiu tão bem. É, claro, o longa tem bons momentos, mas é difícil aguentar Tom Cruise contracenando uma pomba branca, né? Apesar disso, a produção conseguiu um sucesso de público estrondoso — até hoje, segue sendo a maior bilheteria da franquia dentro dos Estados Unidos. Para ver que a qualidade não reflete no resultado comercial…


  • Missão Impossível (1996), por Diego Francisco – Média geral: 7,75/10

Missão: Impossível era uma série de TV famosa dos anos 1960 até ser ressuscitada para os cinemas em 1996. Com direção de Brian De Palma, o filme foi essencial para que Missão: Impossível se tornasse a grande franquia que é hoje. Acompanhando o agente Ethan Hunt, que viu a sua equipe ser morta após uma missão dar errado, o longa tem ares de thriller psicológico — contribuição de De Palma (ah, aqueles ângulos holandeses) —, Hunt não pode confiar e fica paranoico. A ação do filme é fantástica para a época e envelheceu bem, como não morrer de ansiedade da famosa cena com o Tom Cruise pendurado por um cabo tentando roubar arquivos da CIA? Infelizmente, trama do filme é confusa e difícil de acompanhar, mas não tira os méritos deste clássico.


  • Missão: Impossível – Protocolo Fantasma (2011), por Rafael Bernardes – Média geral: 8,5/10

Após os eventos de Missão: Impossível 3, em que Ethan Hunt enfrentou a maior ameaça de sua vida até então, o espião está afastado das missões, mas um pedido urgente lhe é feito. A IMF está desautorizada e um dos melhores agentes foi morto. Tom Cruise volta após um ótimo longa e começa o processo de “Tomcuiserização”, deixando a produção ainda mais a sua cara e colocando mais tempo de tela para si. O protagonismo absoluto de Cruise se eleva aqui, com uma trama bem montada. Brad Bird consegue manter a qualidade das cenas de ação, honrando a direção anterior realizada por J.J. Abrams. A história aqui até que não importa tanto quanto no terceiro filme da franquia, mas o ritmo frenético é extremamente envolvente e a introdução de Jeremy Renner foi acertada, mostrando um personagem interessante e que contracenou muito bem com o protagonista. O quarto filme de Missão: Impossível foi muito importante para consolidar ainda mais a franquia.


  • Missão: Impossível 3 (2006), por Carlos Redel – Média geral: 8,5/10

Depois do completamente esquecível segundo capítulo da franquia,  surgiu para resgatar Ethan Hunt daquele acidente realizado por John Woo. E o filme, apesar de dividir os fãs da saga e ser aquele com menor bilheteria (como assim, gente?), entregou tudo aquilo o que era necessário para termos uma história realmente interessante e que, de tão bem realizada, refletiu até no mais recente capítulo de Missão: Impossível, o Efeito Fallout. O longa, que foi dirigido por J.J. Abrams, humaniza Ethan Hunt, mostrando que ele tem algo com que se importa, a sua esposa Julia (Michelle Monaghan), e que as suas ações impulsivas poderão ter trágicas consequências. Além disso, o filme apresenta o melhor vilão da franquia: Owen Davian, vivido pelo saudoso Philip Seymour Hoffman. Um filmão!


  • Missão: Impossível – Nação Secreta (2015), por Diego Francisco – Média geral: 9/10

Primeiro filme da franquia dirigido por Christopher McQuarrie — único cineasta da franquia a retornar na cadeira de diretor —, é eletrizante do início ao fim. Começando com uma das cenas mais insanas filmadas por Tom Cruise, pendurado em um avião voando, Nação Secreta acompanha a caçada da IMF pelo Sindicato, um grupo terrorista altamente treinado formado por agentes de serviços de inteligência de todos os países para se vingar das agências que os abandonaram. Mais uma vez descreditado pela CIA (sério, quando eles vão se dar conta que o Hunt dá conta de qualquer desafio?), Ethan deve se aliar com a bela e enigmática Ilsa Faust (Rebecca Ferguson), uma agente dupla disposta a acabar com o Sindicato – vale ressaltar que Ferguson é a única Hunt Girl da franquia a ter retornado. Apesar de ter o clímax mais simples de toda a saga, sem nenhuma grande cena de ação, Nação Secreta é uma montanha-russa de emoções e um exemplo do melhor que a franquia tem a oferecer.


  • Missão : Impossível – Efeito Fallout (2018), por André Bozzetti – Média geral: 9,33/10

Depois do sensacional trabalho em Missão Impossível: Nação Secreta, Christopher McQuarrie volta a assumir roteiro e direção, e dá continuidade a tudo que funcionou bem no anterior. Começando pelos personagens. Além dos integrantes da equipe que já vêm de uma parceria duradoura, como Luther (Ving Rhames) e Benji (Simon Pegg), o longa traz de volta a agente britânica Ilsa Faust (Rebecca Ferguson) e o ameaçador vilão Solomon Lane (Sean Harris). McQuarrie ainda acerta em cheio ao se libertar de qualquer apego ao realismo e decidir abraçar o absurdo, fazendo com que as cenas de ação sejam as mais insanas e eletrizantes da franquia. E Tom Cruise agora recebe a parceria de Henry Cavill, que se sai muito bem no papel do agente da CIA August Walker. Os embates físicos nos quais os dois se envolvem são sensacionais. A pancadaria dentro do banheiro do Grand Palais em Paris é um dos pontos marcantes do filme. Agora, a expectativa para a próxima continuação já aumenta, porque Missão: Impossível – Efeito Fallout não demonstrou sinal nenhum de desgaste da franquia. Muito pelo contrário. Ela parece estar melhorando a cada filme.


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Estudante de jornalismo, tem 18 anos e é assistidor de séries semi profissional. Fissurado em cinema desde sempre, nunca trabalhou na área e é adepto ao estilo sul-coreano de vingança.

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