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Ilha dos Cachorros | Crítica

Confira a opinião de Rafael Bernardes sobre o novo filme de Wes Anderson!

Ilha dos Cachorros | Crítica

Ilha dos Cachorros (Isle of Dogs)Resultado de imagem para ilha dos cachorros poster

Ano: 2018

Direção: Wes Anderson

Roteiro: Wes Anderson, Roman Coppola, Jason Schwartzman

Elenco: Bryan Cranston, Frances McDormand, Edward Norton, Liev Schreiber, Greta Gerwig, F. Murray Abraham, Scarlett Johansson, Jeff Goldblum, Bill Murray, Bob Balaban, Fisher Stevens, Harvey Keitel, Koyu Rankin, Yoko Ono, Tilda Swinton

Mesmo quando a história de um filme não é inovadora e esbarra em alguns clichês, a mão de um diretor diferenciado faz toda a diferença. Ilha dos Cachorros conta a história da cidade de Megasaki, um lugar governado pelo prefeito Kobayashi, um homem que odeia cachorros e idolatra gatos. Em determinado momento, surge uma doença contagiosa envolvendo cães. A solução encontrada pelo político foi de isolar todos os cachorros em uma ilha, que até então era utilizada como um local onde o lixo era jogado.

Partindo dessa premissa somos apresentados a Atari, um menino órfão que vai até esse lugar para resgatar Spots, seu cachorro e melhor amigo. Todos os humanos falam japonês e não há legendas para entendermos o que estão falando. Já os cães falam inglês e são os nossos porta-vozes. Os animais são bem desenvolvidos, com características próprias e backgrounds convincentes. No entanto, os homens não e acabam ficando atirados em estereótipos. Principalmente o antagonista, que é muito caricato e com quase nada de desenvolvimento. Mesmo assim, é possível relevar esse fator por conta do humor que é explicitado no longa.

A história é desenvolvida com um bom tom humorístico, não deixando de lado a tensão, divertindo e lembrando o espectador de que há uma história que pode ter uma conclusão infeliz. A animação é muito bem feita, com uma coloração acinzentada, principalmente na ilha, contrastando a falta de vida que há naquele lugar. A simetria está presente, assim como em todos os filmes de Wes Anderson. Ele executa esse subterfúgio de forma magistral, como já havia feito em O Fantástico Senhor Raposo. Se tratando de uma animação stop motion, o diretor consegue deixar os movimentos dos personagens fluidos e o mais perto de algo natural para o gênero.

O roteiro possui alguns problemas, principalmente quando falamos de clichês, mas a trama é envolvente e divertida. Com o humor típico das obras do cineasta. O espectador não ri de forma exacerbada, mas sim, vai achando graça em determinadas situações. Mesmo com os problemas, a produção possui início, meio e fim bem construídos, dando um desfecho satisfatório para a história. Outro ponto negativo é a forma como os japoneses são apresentados, sendo radicais e pensando dentro da caixa que foi imposta pelo prefeito. Uma personagem americana aleatória é colocada apenas para tirar as pessoas dessa caixa. Algo totalmente desnecessário.

Os personagens carismáticos, a beleza da animação, aquele universo caótico, o trabalho de dublagem espetacular, tudo é construído para divertir e fazer pensar. Wes Anderson coloca diversas críticas sociais por trás de sua obra, de maneira discreta, mas eficiente, como faz em praticamente em todos os seus trabalhos. O longa não foge daquela linha de filmes de Anderson, mas isso não é um ponto negativo. Ele acerta novamente em uma animação stop motion e entrega outro ótimo filme.

Nota do crítico:

 

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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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