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Especial | 10 diretores que fizeram um ótimo filme (e só)

Às vezes, todo o talento é gasto em uma só produção e não sobra nada para as outras...

Especial | 10 diretores que fizeram um ótimo filme (e só)

É normal citarmos cantores que fizeram um hit só e nunca mais, não é? Temos exemplos preciosos, com a querida Luka — mas ela não está nem aí pra isso. No entanto, no cinema, também existem diretores que fizeram apenas um grande filme e, depois, nunca mais se ouviu falar deles. Dá para acreditar que os visionários diretores de A Bruxa de Blair nunca mais emplacaram outro terror? Difícil, né?

Então, se liga aí na nossa lista e se surpreenda com grandes cineastas que gastaram todo o seu talento em um longa só:


  • Daniel Myrick e Eduardo Sánchez, de A Bruxa de Blair

Em 1999, Daniel Myrick e Eduardo Sánchez escreveram e dirigiram o inovador A Bruxa de Blair. Uma espécie de falso-documentário de terror, cujo sucesso abriu caminho para dezenas de produções que utilizavam a mesma premissa: a câmera encontrada com os registros dos eventos que levaram à morte de seu proprietário, por bruxas, monstros, zumbis ou qualquer outro elemento assustador. Auxiliado por uma inteligente estratégia de marketing na internet, divulgando a informação que os jovens estavam realmente desaparecidos, mesmo não sendo uma unanimidade, é inegável que foi um marco nos filmes de terror. Com um custo de aproximadamente 60 mil dólares, ultrapassou a marca de 200 milhões de dólares em bilheteria pelo mundo. Tipo de produção que deveria alavancar a carreira dos seus diretores certo? Não foi bem assim. Daniel Myrick nunca mais emplacou um bom trabalho no cinema. Dirigiu alguns filmes para home video e lançou o fraco Conversando com os Mortos em 2008. Já o cubano Eduardo Sánchez dirigiu vários episódios de séries de TV, mas seus filmes lançados cinema foram todos gloriosos fracassos de público e crítica. (André Bozzetti)


  • Richard Kelly, de Donnie Darko

Richard Kelly, com apenas 26 anos e quatro após se formar, escreveu a dirigiu Donnie Darko, filme que hoje é muito cultuado e que possui milhares de fãs. Foi o primeiro longa do cineasta, que havia dirigido apenas dois curtas durante seu período na universidade. Após ganhar certa notoriedade, dirigiu um fracasso após o outro, mesmo tendo sido apenas três. Em 2009, dirigiu A Caixa, que é a melhor produção depois de sua primeira obra, mas está longe de ser um grande filme. Até hoje Richard Kelly é uma promessa do cinema independente, que nunca se concretizou. (Rafael Bernardes)


  • Kimberly Peirce, de Meninos Não Choram

Kimberly Peirce, em 1999, dirigiu o excelente Meninos Não Choram, com uma história que hoje, quase 20 anos depois, infelizmente se mantém atual. Hilary Swank interpreta Brandon Teena, um jovem transexual. Nascido como Teena Brandon, ele enfrenta os desafios e a violência decorrentes do preconceito em uma cidade conservadora no Nebraska, Estados Unidos. Swank conquistou o Oscar de Melhor Atriz, Chloë Sevigny foi indicada a Melhor Atriz Coadjuvante, e o filme teve destaque em um ano cheio de produções maravilhosas. No entanto, a carreira de Peirce no cinema não manteve este nível. Com mais trabalhos em séries de TV, os poucos filmes que dirigiu e foram para a tela grande não fizeram muito sucesso. Seu remake de Carrie, a Estranha, lançado em 2013, além de absolutamente desnecessário e sem o impacto do original, mal se pagou nos Estados Unidos. (André Bozzetti)


  • Irvin Kershner, de Star Wars: O Império Conta-Ataca

Irvin Kershner não era um diretor desconhecido antes de realizar o melhor filme da franquia Star Wars, mas estava longe de ser um grande cineasta. Seu maior sucesso havia sido Os Olhos de Laura Mars. Todos sabem de toda a qualidade de O Império Contra-Ataca e o talento de Kershner foi essencial para que o longa se tornasse um clássico. Após o sucesso, o cineasta foi convidado para realizar filmes maiores, como 007: Nunca Mais Outra Vez, que foi uma grande decepção. Em 1990, dirigiu Robocop 2 que, infelizmente, é muito ruim, ainda mais se compararmos com o original. Após isso, o cineasta não faz mais nada no cinema. (Rafael Bernardes)


  • Josh Trank, de Poder Sem Limites

Lançado em 2012, Poder Sem Limites surpreendeu a todos por ser um ótimo filme no estilo found footage (um feito bem raro) e por apresentar uma história original de super-heróis, sem contar que lançou a carreira dos excelentes Michael B. Jordan e Dane DeHaan. O diretor Josh Trank ficou muito requisitado e, logo após o lançamento de sua estreia na direção, foi convidado pela Fox, mesmo estúdio de Poder Sem Limites, para comandar o reboot de Quarteto Fantástico e entrou em negociações com a Sony para adaptar o clássico dos videogames Shadow of the Colossus para as telonas. A Fox pode ser considerada responsável pelo fim da carreira de Trank: ela interferiu e exigiu refilmagens de Quarteto Fantástico, o que deixou o filme desconexo e recusou a sequência de Poder Sem Limites por ser muito sombria. Depois de alguns anos de reclusão, Josh Trank lançará, em 2019, Fonzo, um filme de máfia sobre o Al Capone protagonizado pelo Tom Hardy. Será que agora vai?


  • Ruben Fleischer, de Zumbilândia

Antes de Guerra Mundial Z, Zumbilândia era o filme de zumbi de maior bilheteria da história. Com um ótimo senso de humor, piadas que não perdem a graça não importa quantas vezes que você assista e uma participação especial icônica do Bill Murray, Zumbilândia é facilmente um dos melhores do subgênero. No entanto, o diretor, Ruben Fleischer, não conseguiu fazer jus a hype do seu primeiro filme. Seus dois projetos seguintes, 30 Minutos ou Menos e Caça aos Gângsters, apesar de terem um ótimo elenco, são esquecíveis e não tem nada de especial. Os roteiristas, Rhett Reese e Paul Wernick, têm uma carreira mais consistente. A dupla é a responsável pelos dois Deadpool. Fleischer, agora, é o diretor de Venom, resta esperar pra ver se ele consegue voltar com a sua promissora carreira. (Diego Francisco)


  • Mary Harron, de Psicopata Americano

Christian Bale pode ter sido revelado ao mundo quando criança em Império do Sol, dirigido por Steven Spielberg, mas foi apenas em 2000 que ele mostrou que atuava mesmo. Dirigido por Mary Harron, Psicopata Americano acompanha Patrick Bateman (quase que Batman, não?), um rico e vaidoso banqueiro de New York que nas horas vagas tende a matar colegas de trabalho e prostitutas. Depois de Psicopata, Bale virou um dos maiores nomes de Hollywood, vencedor do Oscar e a diretora não teve muitos projetos depois. Comandou apenas mais dois filmes, porém teve um sucesso considerável na televisão, onde dirigiu todos os seis episódios da minissérie canadense Alias Grace. (Diego Francisco)


  • James McTeigue, de V de Vingança

Apadrinhado pelas irmãs Wachowski, James McTeigue foi diretor de segunda unidade de nada menos que Matrix. Em 2006, entregou o primeiro longa comandado por ele. E começou com nada menos que V de Vingança, aclamado longa-metragem baseado na obra de Alan Moore. Um início promissor, não é mesmo? No entanto, McTeigue não conseguiu manter o mesmo nível — nem perto, na verdade. De 2006 para cá, comandou duvidosas produções, como o péssimo Ninja Assassino e o fraco O Corvo, baseado nas obras de Edgar Allan Poe. Apesar disso, o cineasta conseguiu se redimir um pouco, mas na televisão — ele dirigiu cinco episódios da ótima Sense8. (Carlos Redel)


  •  Renny Harlin, de Duro de Matar 2

É inegável que Duro de Matar seja um dos principais filmes de ação da história. Logo, a sua continuação deveria ser bem cuidada e, então, a Fox escolheu Renny Harlin para comandar o longa — uma decisão arriscada, uma vez que o cineasta só tinha o sofrível A Hora do Pesadelo 4 de relevante em seu currículo. Apesar disso, Harlin conseguiu entregar uma boa nova aventura para John McClane. De lá para cá, o cineasta se envolveu em projetos questionáveis, como Risco Total, A Ilha da Garganta Cortada, Do Fundo do Mar, Alta Velocidade, Exorcista: O Início, O Pacto e a pior das duas novas versões de Hércules. Mesmo lançando um filme a cada dois anos, mais ou menos, nada se salva… (Carlos Redel)


  • Tom Hanks, de The Wonders: O Sonho Não Acabou

Provavelmente, Tom Hanks seja um dos maiores atores vivos. Multipremiado e extremamente talentoso, o artista já se arriscou atrás das câmeras. E, na sua primeira aventura como diretor, ele acertou em cheio. Comandou, em 1996, o divertido e querido The Wonders: O Sonho Não Acabou. Desde então, Hanks produziu diversos longas e séries, chegando a dirigir um dos episódios de Band of Brothers, uma das mini-séries mais aclamadas de todos os tempos. No entanto, era aguardado o seu retorno ao cinema como diretor. E isso aconteceu em 2011, com Larry Crowne: O Amor Está de Volta. E, bem, era melhor ter ficado só com The Wonders, mesmo… (Carlos Redel)


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 25 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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