Bode na Sala
Críticas Destaque Filmes

Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas | Crítica

Confira a opinião de Carlos Redel sobre o terceiro capítulo da franquia da Sony Pictures Animation!

Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas | Crítica

Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas (Hotel Transylvania 3: Summer Vacation)

Ano: 2018

Direção: Genndy Tartakovsky

Roteiro: Michael McCullersGenndy Tartakovsky

Elenco: Adam SandlerSelena GomezAndy SambergKevin James, Kathryn HahnSteve BuscemiDavid SpadeKeegan-Michael KeyMel Brooks

Lançado em 2012, Hotel Transilvânia trouxe uma interessante ideia para o mundo da animação: colocar diversos e conhecidos monstros para dividir a tela, em uma comédia divertida, colorida e, nitidamente, com a intenção de agradar especialmente o público infantil. Logo, o primeiro filme foi muito bem de bilheteria e, três anos depois, uma nova sequência estava chegando às telonas. E o sucesso foi ainda maior. Estava consolidada a franquia.

No entanto, um intervalo tão curto entre as produções (apenas três anos) tem o seu custo. A qualidade de roteiro, que já não era um dos principais destaques do primeiro longa, teve uma queda para o segundo e, agora, com Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas, é perceptível que a criação da história foi feita às pressas, com o mínimo de esforço para criar algo interessante.

A Sony Pictures Animation, que não é conhecida por entregar filmes memoráveis — vamos torcer para que isso mude com Homem-Aranha no Aranhaverso —, não se esforça em dar profundidade em seus produtos, o que, de fato, não precisaria, se a diversão fosse de qualidade. No entanto, infelizmente, nem isso a produção consegue.

A trama do longa acompanha os já conhecidos monstros que, entediados, decidem embarcar em um cruzeiro para curtirem merecidas férias. Na embarcação, muito similar ao Titanic, Drácula (Adam Sandler) se apaixona — ou melhor, tem um ‘tchan’ — pela capitã Ericka (Kathryn Hahn), uma cativante personagem que, mesmo com uma simpática aparência, parece esconder algum terrível segredo.

Então, a história gira em torno desse relacionamento e seus desdobramentos, além dos momentos em que os monstros estão curtindo as suas férias e conhecendo novos lugares. E essa ideia poderia ser interessante — afinal, quem não acharia divertido ver monstros veraneando, não é? —, mas a falta de ritmo e piadas dignas dos piores filmes de Sandler fazem com que a experiência seja um tanto quanto constrangedora.

É interessante notar que, usando o disfarce de ‘é uma apenas uma história descomprometida, que pretende entreter as crianças’, Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas a produção se aproveita para entregar um produto de qualidade duvidosa e que, visivelmente, foi feito com preguiça, visando apenas o lucro. Os diversos momentos vazios no longa exemplificam isso.

Com direção e roteiro de Genndy Tartakovsky, inacreditavelmente, o mesmo responsável por nada menos que Samurai Jack e O Laboratório de Dexter, Hotel Transilvânia 3: Férias Monstruosas parece aquela típica continuação feita diretamente para o home vídeo, mas que, na verdade, se trata de mais um capítulo de uma milionária franquia (e que, provavelmente, se tornará bilionária agora). Uma pena que, mesmo com tantos recursos e fãs, não tenham se dedicado para entregar um produto melhor.

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 3    Média: 3.7/5]


Quer ficar por dentro de todas as novidades sobre filmes e séries? Curta a nossa página no Facebook!

The following two tabs change content below.
Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Close