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Homem-Formiga e a Vespa | Crítica

Confira a opinião de Carlos Redel sobre a nova aventura da Marvel!

Homem-Formiga e a Vespa | Crítica

Homem-Formiga e a Vespa (Ant-Man and the Wasp)

Ano: 2018

Direção: Peyton Reed

Roteiro: Chris McKennaErik SommersPaul RuddAndrew BarrerGabriel Ferrari

Elenco: Paul RuddEvangeline LillyMichael PeñaMichael DouglasLaurence FishburneMichelle PfeifferHannah John-Kamen, Walton Goggins

Depois dos grandiosos — e trágicos — eventos de Vingadores: Guerra Infinita, dificilmente os fãs não estariam esperando por respostas. Afinal, como a Marvel consertaria a devastação causada por Thanos? E, assim, surgiu em Homem-Formiga e a Vespa a esperança de vislumbrar um possível caminho para solucionar a bagunça deixada pelo impiedoso estalar de dedos do Titã Louco.

E, bem, para quem estava esperando por respostas concretas, é melhor ir tirando o cavalinho da chuva. Mais uma vez, a aventura do herói diminuto da Marvel trabalha em uma escala menor (não é trocadilho), se afastando da megalomania das histórias de Homem de Ferro, Thor e Capitão América. E isso seria muito bem-vindo, assim como foi com o primeiro longa e com Homem-Aranha: De Volta ao Lar, se houvesse uma história independente convincente e/ou inspirada para contar.

Com protagonistas carismáticos, Homem-Formiga e a Vespa já arranca com vantagem. Afinal, quem não ama Paul Rudd, não é mesmo? E Evangeline Lilly está fantástica. A sua Vespa rouba todas as cenas em que aparece e, facilmente, as suas sequências de ação são as melhores do longa. No entanto, o carisma de atores não segura um filme que deveria ter ambições maiores do que ser apenas simpático.

Assim, somos apresentados à Fantasma (Hannah John-Kamen), a antagonista dos heróis que, em busca de seus objetivos, está disposta a tudo — inclusive, atrapalhar os planos de Hank Pym (Michael Douglas) de resgatar a sua amada Janet (Michelle Pfeiffer) do Reino Quântico. E, com os seus poderes de atravessar paredes aliados às habilidades do Homem-Formiga e da Vespa, diversos bons momentos visuais são entregues.

No meio disso, outros personagens são integrados à trama, sendo que a maioria está ali só para atrapalhar os planos de Scott, Hope e Hank. Então, além de uma ameaça relativamente poderosa, os heróis precisam lidar com atrapalhados agentes do FBI e com ainda mais atrapalhados mafiosos. E, mesmo com uma lista de pessoas atrás dos personagens, sabemos que tudo ficará bem. Não há uma ameaça real aos mocinhos, o que ocasiona em situações dramáticas um tanto quanto bobas.

“Ah, mas Homem-Formiga é uma comédia. Todo mundo sabe disso”, você deve estar pensando. Bem, todos sabemos, mas parece que o diretor Peyton Reed e Paul Rudd (que, aqui, é creditado como um dos roteiristas) não estavam inspirados o suficiente para criar momentos engraçados como no longa anterior do herói. Algumas piadas até funcionam, é verdade, mas a maioria não arranca muito mais do que um sorrisinho discreto no canto da boca.

Além disso, é uma pena que a maioria dos bons momentos do filme tenha sido entregue nos trailers. Provavelmente, por conta disso, o impacto tenha sido menor. No entanto, Homem-Formiga e a Vespa apresenta uma das cenas pós-créditos mais relevantes para o andamento da história dentro do Universo Cinematográfico Marvel, fazendo uma grande conexão com as demais aventuras do estúdio, algo que o longa em si não quis fazer. E isso é bom, mas também frustrante — afinal, é impossível acreditar que alguma pessoa não tenha ficado sabendo de um imenso ataque alienígena na Terra.

No final das contas, Homem-Formiga e a Vespa é uma aventura divertida e que, intencionalmente, se mantém às margens dos principais confrontos do MCU. Porém, essa decisão de colocar o pé no freio de todo aquele carrossel de emoções que Guerra Infinita nos apresentou não é feita de maneira mais inspirada ou efetiva. Apesar disso, consegue entreter por suas duas horas de exibição e até apresenta elementos que deverão ser usados nas próximas aventuras do estúdio — mas, bem na verdade, não acredito que seja só isso o que os fãs estavam esperando.

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 4    Média: 2.8/5]


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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