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Sicário: Dia do Soldado | Crítica

Confira a opinião de Rafael Bernardes sobre a continuação do filme de 2015!

Sicário: Dia do Soldado | Crítica

Sicário: Dia do Soldado (Sicario: Day of the Soldado)

Ano: 2018

Direção: Stefano Sollima

Roteiro: Taylor Sheridan

Elenco: Benicio Del ToroJosh BrolinIsabela MonerJeffrey DonovanCatherine KeenerMatthew Modine

Continuações, em relação a ótimas obras, costumam decepcionar. Claro que existem exceções, mas a regra geralmente é mantida. No caso de Sicário: Terra de Ninguém, se tratada de um longa que não possuía a necessidade de uma continuação, ainda mais sem Denis Villeneuve na direção. Porém, o que move o mundo é o dinheiro e, com o sucesso do primeiro, veio o segundo, focando agora em Alejandro (Benicio Del Toro), o “soldado”.

A trama gira em torno de uma operação comandada por Matt Graver (Josh Brolin) e com a participação de seu fiel soldado em busca de vingança. Eles, junto com o Secretário de Segurança dos Estados Unidos, planejam fazer com que uma guerra de cartéis aconteça no México, desestabilizando o movimento na fronteira, que já é um dos principais lucros dos bandidos.

Enquanto o antecessor não se limita a ser somente um filme de ação, colocando diversas críticas em pauta, Sicário: Dia do Soldado cai nesse estigma. A história já não é tão atraente a execução só confirma isso. Taylor Sheridan, o roteirista, parece perdido, não sabendo o rumo exato que a história deve tomar. As motivações para os atos principais dos personagens são rasas na maioria das vezes. As amarras não são bem postas, embaralhando informações e fazendo com que o espectador fique um tanto perdido, principalmente no segundo ato, quando a história deveria estar no clímax.

A direção de fotografia mantém aquele clima soturno do primeiro filme, com uma coloração não muito saturada, evidenciando a falta de calor (no sentido emocional) no deserto. A direção de Stefano Sollima se assemelha a de Villeneuve no primeiro longa, mas sem a maestria do cineasta anterior. As cenas de ação são bem organizadas e alguns planos chegam a ser surpreendentes — planos abertos mostrando a paisagem, planos longos seguindo perseguições e planos fechados em diálogos. Tudo bem executado.

O ritmo da obra é envolvente, mesmo que caia no segundo ato. A produção acaba sendo um bom divertimento, mas não passa disso. Além do mais, o terceiro ato se mostra o mais problemático, com decisões de roteiro questionáveis, como manter personagens em situações absurdas. Por fim, o desfecho megalomaníaco e ao mesmo tempo incongruente com o desenvolvimento da história apela para forçar uma continuação, tentando estabelecer a franquia Sicário.

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 2    Média: 4/5]


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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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