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Especial | 10 filmes de super-herói que não são da Marvel ou da DC

Nem só de Marvel e DC viverá o homem

Especial | 10 filmes de super-herói que não são da Marvel ou da DC

Os filmes de super-heróis inundam os cinemas nos dias de hoje. Diversos personagens da Marvel e da DC chegam aos cinemas todos os anos. Mas não tem problema, tem? Ambas fazem um ótimo trabalho e, na maior parte do tempo, lançam bons filmes. Mas nem todo longa sobre seres superpoderosos são lançados por estes dois estúdios ou são baseados em histórias em quadrinhos, alguns são histórias originais ou baseados em quadrinhos de outras editoras, como Image ou Dark Horse. Por isso, o Bode na Sala separou 10 filmes de super-heróis que não são da Marvel ou da DC.

  • Spawn, o Soldado do Inferno (1997), por André Bozzetti

O soldado do inferno, criação de Todd McFarlane é um dos principais personagens da IMAGE Comics, ganhou esta adaptação para o cinema no final da década de 1990. No filme, somos apresentados a Al Simmons (Michael J. White), um mercenário de elite que é traído e assassinado por seu chefe. Ao chegar no inferno, Simmons faz um pacto com o demônio para voltar à vida e reencontrar sua esposa. O demônio topa o negócio, mas faz ele voltar para a terra vários anos após sua morte, apenas para descobrir que: 1. ele está completamente desfigurado; 2. ele virou Spawn, um soldado do inferno; 3. sua esposa casou com o seu melhor amigo e eles têm uma filha. Mesmo o personagem estando em alta na época, o filme não foi exatamente um sucesso, e com o passar do tempo acabou caindo quase completamente no esquecimento. Isso porque o filme é sofrível e, por vezes, até constrangedor. É inclusive difícil escolher qual é o maior problema do filme: o roteiro absurdo, os atores canastrões, os efeitos especiais discutíveis. O que se salva no filme é o Clown (personagem vivido por John Leguizamo), a versão quase humana do demônio Violator, que além de estar muito fiel aos quadrinhos, consegue dar o tom de horror que a história exige. Ah, e a capa do Spawn tem um visual ótimo. Com muita boa vontade e preparado psicologicamente, é possível assistir o filme até o final.

 

  • Corpo Fechado (2000), por André Bozzetti

O diretor M. Night Shyamalan se notabilizou a partir deste filme (e por um bom tempo) por criar  com o trailer  uma expectativa  que não correspondia exatamente ao que veríamos posteriormente na tela. Isso aconteceu com Corpo Fechado, Sinais, A Vila e por aí vai. No caso de Corpo Fechado, o trailer dava a entender que teríamos mais um filme de super-herói pela frente, mas felizmente ele era muito mais do que isso. David Dunn (Bruce Willis) trabalha como segurança em um estádio. Certo dia, voltando para casa, o trem no qual ele estava sofre um acidente no qual todos os passageiros morrem, e apenas Dunn sai vivo e, incrivelmente, ileso. No trailer, o que parecia apenas uma introdução, uma cena de origem, mostrava na verdade parte do enredo principal do filme: os conflitos internos que o protagonista precisaria enfrentar ao descobrir que tinha “super-poderes”, e como isso afetaria sua vida e sua família. Ou seja, é um filme de super-herói muito mais intimista e profundo do que estamos acostumados, mas também com menos ação do que normalmente se espera.

  • Hellboy (2004) e Hellboy II: O Exército Dourado (2008), por Diego Francisco

Criado por Mike Mignola e publicado pela Dark Horse no início dos anos 1990, Hellboy teve a grande sorte de ser adaptado pelo magnífico Guillermo Del Toro nas telonas. Com o estilo gótico do diretor e seu design de produção excepcional, os filmes do Hellboy tem uma atmosfera envolvente, um senso de humor leve e divertido e cenas de ação exemplares. Na duologia, acompanhamos o personagem título (Ron Perlman), a piromaníaca Liz (Selma Blair) e peixe falante Abe Sapien (Doug Jones) na Bureau de Pesquisa e Defesa Paranormal, divisão secreta do FBI, onde são pesquisadas e, em alguns casos, combatidas atividades de criaturas de outro mundo na Terra. Apesar do sucesso de crítica e de público, os filmes não arrecadaram o suficiente nas bilheterias e, ao invés de ganhar o final de uma possível trilogia, a franquia vai sofrer um reboot estrelado por David Harbour.

  • Os Incríveis (2004), por André Bozzetti

Uma das melhores animações da década passada e também um dos mais divertidos filmes de super-heróis já feito. Não à toa, sua continuação está sendo aguardada ansiosamente há 14 anos. O Sr. Incrível e a Mulher Elástica, após anos de combate ao crime, decidem casar. A chegada dos filhos e as consequentes responsabilidades com a família fazem com que o casal precise abandonar a vida de heróis. No entanto, quando o mundo está sob ameaça, eles são forçados a voltar à ativa. Apesar de o filme trazer personagens originais, as inspirações e referências a heróis conhecidos do grande público são muito óbvias. E é admirável que Os Incríveis consiga funcionar perfeitamente tanto como um filme de aventura quanto em suas analogias e simbolismos relacionados aos papéis destinados a cada membro da família, e suas respectivas personalidades. É um filme de super-heróis com muito mais profundidade do que costumamos ver por aí. Não é só mais um.

Defendor (2009), por Carlos Redel

Pouco conhecido, Defendor é uma ótima obra de 2009 e que conta com uma brilhante atuação de Woody Harrelson. No longa, um homem que, visivelmente, tem problemas mentais, decide fazer algo pelos indefesos. Eis que, então, surge o Defendor, um herói que utiliza objetos simples para tentar derrotar os vilões, como suco de limão e bolinhas de gude. No entanto, apesar de parecer uma comédia, Defendor, que é uma história original, vai muito mais fundo, tornando-se dramática e um belo estudo de personagem, além de mostrar que, para ser um herói, basta ter um coração bom. Em um determinado momento do longa, inclusive, um amigo de Defendor lhe diz: “Você é uma pessoa comum que faz coisas extraordinárias”. E é exatamente isso. Filmão!

Hancock (2008), por Carlos Redel

Ao contrário de Defendor, Hancock, que também é uma aventura de super-herói original, foi um enorme sucesso. O longa, estrelado por Will Smith e Charlize Theron, conta a história de Hancock, um ser superpoderoso e que é o protetor da cidade — mesmo que os habitantes dela não queiram essa proteção. O motivo? Hancock é um bêbado, egoísta, arrogante e inconsequente super-herói. Para resolver um problema, ele cria outros tantos. E, mesmo com a comédia sendo o gênero dominante do longa, ele também possui uma interessante parte dramática, se aprofundando na mente do protagonista para, assim, revelar o que motiva os seus atos. Ainda estamos esperando por uma continuação…

  • Heróis (2009), por Diego Francisco

Depois de ser o Tocha Humana e antes de se tornar o Capitão América, Chris Evans interpretou Nick Gant, que, apesar dos poderes, não é exatamente um super-herói. Heróis tem um universo bem estabelecido> NO final da Segunda Guerra Mundial o governo americano começou a fazer testes em humanos com habilidades psíquicas para desenvolver suas habilidades, dando início a uma corrida entre os países. Existem nove classes de super-humanos; as três principais são watchers, os videntes; movers, os telecinéticos; e pushers, os implantadores de memórias. Nos dias atuais, Nick é um mover que usa seus poderes para trapacear em apostas, sua vida “pacata” muda quando Cassie (Dakota Fanning), uma watcher, precisa da ajuda dele para encontrar Kira (Camilla Belle), uma pusher que passou por um novo experimento do governo para aumentar suas habilidades e agora é a mais poderosa de sua classe. Confuso e bagunçado, Heróis é um divertido filme que conta com um ritmo acelerado e ótimas atuações para driblar os problemas do roteiro.

  • Super (2010), por Diego Francisco

James Gunn sempre teve um estilo muito particular e, por vezes, bizarro; Guardiões da Galáxia só é contido por causa da classificação e das restrições da Disney, o que ainda permite uma piada obscena aqui e ali. Super saiu no mesmo ano em que Kick-Ass e apesar das premissas idênticas, são dois filmes completamente diferentes. Frank Darbo (Rainn Wilson, de The Office) é um sujeito normal que se orgulha de dois eventos da sua vida: Ter se casado com a esposa (Liv Tyler) e parado um ladrão de bolsas. Um dia, Frank é tocado por Deus (um tentáculo, para ser mais preciso) e decide se tornar o Crimson Bolt. Armado com uma chave de fenda, ele não hesita em parar quem esteja quebrando a lei, seja ladrão ou furador de fila. Quando sua esposa é capturada por um dono de um club de strip (vivido por Kevin Bacon), que originalmente tinha viciado ela, Frank se junta a sua sidekick, a insana Boltie (Ellen Page) para salvar a amada. Super é uma comédia obscena e violenta com um final muito pesado. A lição de moral é a mesma de Kick-Ass, mas aqui é entregue com mais brutalidade.

Dredd (2012), por Carlos Redel

Dredd, que tem Karl Urban como protagonista, é a segunda aventura do personagem no cinema. A primeira, que levava o nome de O Juíz, lá de 1995, foi estrelada por Sylvester Stallone, mas acabou não sendo muito bem aceita entre os fãs do herói. A primeira aparição do personagem nas HQ’s da Fleetway (que, em 2016 foi adquirida pela Rebellion Developments) foi na década de 1970 e, de lá para cá, segue sendo um grande ícone da cultura pop. Infelizmente, o longa de 2012 não foi bem de bilheteria, apesar de ser um enorme sucesso de crítica e entre os fãs de Dredd. No entanto, o personagem ganhará uma série de televisão e que, felizmente, pode contar com Karl Urban como protagonista. Estamos ansiosos!

  • Poder Sem Limites (2012), por Diego Francisco

Antes de dirigir o remake de Quarteto Fantástico, qual todos sabemos o resultado final, Josh Trank tinha uma carreira aparentemente promissora, isso por causa de seu primeiro filme, Poder Sem Limites. No estilo found footage, o filme acompanha três adolescentes, o perturbado Andrew (Dane DeHaan), o primo dele, Matt (Alex Russell) e o popular Steve (Michael B. Jordan) que desenvolvem superpoderes após ficarem expostos a um estranho organismo. Os jovens começam a fazer o que qualquer na idade deles faria, se divertir e pregar pegadinhas com a telecinese. No entanto, Andrew, que vem de um lar horrível e sofre bullying na escola, começa a flertar com a vilania e usar seus poderes para ganho pessoal. Além de lançar as carreiras de Michael B. Jordan e Dane DeHaan, Poder Sem Limites é um dos melhores exemplares de found footage e uma excelente adição ao gênero de super-herói. Trank tinha desenvolvido uma sequência, mas a Fox cortou por ser obscura demais. Fox sendo Fox, né?

 

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Estudante de jornalismo, tem 19 anos e é assistidor de séries semi profissional. Fissurado em cinema desde sempre, nunca trabalhou na área e pretende mudar isso algum dia. Fã do Studio Ghibli, é fissurado no cinema sul-coreano e nas suas formas de vingança.

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