Bode na Sala
Críticas Destaque Filmes

Talvez uma História de Amor | Crítica

Confira a opinião de Rafael Bernardes sobre a comédia romântica estrelada por Mateus Solano!

Talvez uma História de Amor | Crítica

Talvez uma História de Amor

Ano: 2018

Roteiro:  Martin Page

Direção: Rodrigo Bernardo

Elenco: Mateus Solano, Thaila Ayala, Totia Meirelles, Dani Calabresa, Nathalia Dill, Marco Luque, Bianca Comparato, Paulo Vilhena, Juliana Didone, Isabelle Drummond, Jacqueline Sato, Gero Camilo, Elisa Lucinda, Cláudia Alencar, João Côrtes, Flávia Garrafa, Cynthia Nixon

As comédias românticas que estreiam na semana do Dia dos Namorados tendem a seguir um padrão de premissas. Talvez uma História de Amor possui, como base da história, o contexto de Virgílio (Mateus Solano), um homem pragmático, meticuloso, metódico, extremamente afetado, contendo uma personalidade semelhante a de Sheldon Cooper, da série The Big Bang Theory. O homem mantém a sua rotina diária, até receber a mensagem de Clara (Thaila Ayala), uma mulher que seria a sua namorada, mas ele não se recorda dela e de nada que tenham vivido.

Com uma premissa interessante, o longa já sai ganhando na criatividade e vai bem na maior parte do tempo. Solano é muito carismático e atua de forma segura, respeitando os maneirismos de seu personagem. Foi uma surpresa ver Marco Luque em cena, interpretando ele mesmo (mas de forma natural e divertida). Há diversas participações especiais, incluindo Cynthia Nixon, de Sex and the City. As ótimas atrizes aparecem, roubam a cena e desaparecem, deixando que a história siga até o seu desfecho. O maior destaque entre as aparições é Bianca Comparato, de 3%, que está muito bem no papel de uma jovem artista com muitas vocações.

A cinematografia é nítida e um tanto saturada, mostrando as coisas de forma colorida, mas sem perder o senso de realidade. A direção de Rodrigo Bernardo proporciona bons momentos, com alguns planos detalhe bem elaborados e uma divisão de tela coesa para os personagens centralizados. Como o longa acompanha o problema do protagonista, acabamos nos envolvendo muito com ele e com a sua jornada em busca de respostas. Isso faz com que o nível de tensão seja alto, mesmo se tratando de uma comédia. Há um mérito em deixar o espectador tenso e fazê-lo rir ao mesmo tempo.

O humor é bem aplicado na maior parte do tempo, principalmente o primeiro e segundo ato. O terceiro é o mais problemático, por conta do desfecho, que não contém o nível de emoção que deveria. Como o problema inicial é muito grande, esperamos uma solução proporcional, o que não ocorre. Os principais furos de roteiro e inconsistências também estão no terceiro ato, além do ritmo maçante que vai cansando o espectador.

Colocando em uma balança, não se trata de um filme ruim, pelo contrário. Há mais méritos do que deméritos, mas com uma ideia tão boa, a execução poderia ser bem melhor. Parece que no final o diretor e os roteiristas acabaram se desgastando, fazendo com que o público também se sentisse assim. Como um todo, Talvez uma História de Amor passa uma mensagem positiva e é uma obra bonita, que se encaixa em uma programação para os namorados.

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 1    Média: 3/5]


Quer ficar por dentro de todas as novidades sobre filmes e séries? Curta a nossa página no Facebook!

The following two tabs change content below.
Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Close