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Especial | 12 filmes que farão você agradecer por estar solteiro

Antes só do que mal acompanhado ou vivendo uma tragédia...

Especial | 12 filmes que farão você agradecer por estar solteiro

Ah, o Dia dos Namorados… No dia 12 de junho, como já virou costume, as redes sociais são contaminadas com infinitas declarações de amor e fotos esbanjando uma felicidade excessiva, né? No entanto, nem todo mundo tem uma “alma gêmea” para comemorar a data — e isso, muitas vezes, pode ser uma coisa boa! Duvida? Separamos 12 filmes para você agradecer por estar solteiro nessa data melosa e fazer valer aquele velho ditado: antes só do que mal acompanhado!

Então, prepare o vinho, o chocolate, coloque a roupa mais velha e confortável que tem no armário e venha rir desses casais que não te darão a mínima vontade de ter alguém ao seu lado.

Confira:


  • 500 Dias com Ela (2009), por Rafael Bernardes

Após o término de seu relacionamento, Tom (Joseph Gordon-Levitt) começa a relembrar sobre seus momentos com Summer (Zooey Deschanel), uma mulher com quem achou que estava namorando. Ao longo do filme, revelações sobre as personalidades dos personagens principais vão sendo reveladas e, com isso, vamos descobrindo que apenas o protagonista queria realmente se envolver com a moça. É realmente interessante se envolver na vida dessas duas pessoas e perceber o quão dura pode ser uma desilusão amorosa, fazendo com que imaginemos um cenário em nossas cabeças que não existe. É um filme perfeito para você perceber que não precisa de ninguém, apenas de você mesmo e que não existe a necessidade de procurar pela “pessoa ideal” de forma apressada, metendo os pés pelas mãos.


  • Esquadrão Suicida (2016), por Carlos Redel

Como se o longa da DC Comics já não fosse ruim por si só, ainda traz um dos piores exemplos de casais dos últimos tempos. O envolvimento abusivo entre o Coringa (Jared Leto) e a Arlequina (Margot Robbie) é grande desserviço e, erroneamente, foi vendido como uma história de amor. O clássico vilão do Batman consegue usar a sua mente doentia para envolver Harley Quinn e, com isso, usá-la para o que bem entender, inclusive, fazendo-a perder a sua sanidade. Então, amiguinhos, por mais que o relacionamento deles pareça “divertidamente perigoso”, não tem nada de legal em uma pessoa controlando, abusando ou maltratando a outra. Se é para viver um “romance” assim, é melhor ficar sozinho.


  • Cidade dos Anjos (1998), por Carlos Redel

Imagina só: tu é um Nicolas Cage anjo, imortal, que pode voar e fazer o que quiser, porque ninguém te enxerga. Até que, em um belo dia, tu vai lá e se apaixona por um ser humano. Só que anjos e humanos não vivem, digamos, no mesmo plano astral. E, para viver esse grande amor, tu tem que deixar a imortalidade e todas as vantagens de ser um anjo. Ok, de repente, até vale a pena, né? É o amor da tua vida (de anjo ainda, que é maior que a vida dos outros, porque nunca termina)! Então tu vai lá, faz uns mexes e consegue virar um humano. E tem uma mágica noite de amor com aquele belo ser por quem tu deixou de ser um anjo. No entanto, no outro dia, essa pessoinha vai lá e morre. É, morre. E tu fica na Terra. Sem amor. Sem família. Sem emprego. Sem ser anjo. Vivendo como um mero mortal e com um futuro potencialmente frustrante. Era melhor não ter se apaixonado…


  • Namorados para Sempre (2010), por Carlos Redel

Eis um filme que muitos casais apaixonados devem ter ido assistir, pensando que era uma fofa história de amor, mas, no final, ficaram numa bad braba. E a culpa até pode ter sido do título nacional. No original, Namorados para Sempre se chama Blue Valentine, algo como “namorados tristes”. Mas, ao refletir sobre o nome nacional, dá para notar que ele traz uma melancolia digna do filme. Afinal, quantas vezes um “para sempre” foi dito equivocadamente dentro de um relacionamento, né? No longa, que trabalha com um vai e vem da história, conhecemos Cindy (Michelle Williams) e Dean (Ryan Gosling), dois jovens que se apaixonam e acabam vivendo um romance. No entanto, não demora para descobrirmos que aquele relacionamento se esgotou depois de cinco anos e uma filha. Apesar das tentativas de resgatar o amor, o fim inevitável vai se aproximando e transformando a experiência de Namorados para Sempre num programa perfeito para quem está sozinho no Dia dos Namorados e não corre risco de estar em uma história assim.


  • Corra! (2017), por João Vitor Hudson

O terror de Jordan Peele talvez seja um dos melhores exemplos para continuar solteiro. Pensa só: você namora uma garota por quem é apaixonado, e um dia decide que tá na hora de conhecer os pais dela. É uma história comum, não é? Bom, acontece que em Corra! temos um casal inter-racial, uma prática ainda vista com maus olhos por poucos membros da sociedade. Chegando lá, ele descobre que a família da jovem é do tipo “eu adoro negros, tenho até amigos que são”, mas fazem parte de um culto racista que quer acabar com o rapaz vivido por Daniel Kaluuya. Pra piorar, sua namorada, a menina dos seus olhos, armou tudo e tem um longo histórico de namorados negros que foram mortos pela família. Relacionamento perigoso esse, hein?


  • Titanic (1997), por João Vitor Hudson

O clássico de James Cameron não só recria a catástrofe do naufrágio do Titanic como também conta uma tragédia amorosa com uma distribuição de classes como pano de fundo. É a velha história da princesa (representada aqui pela Rose de Kate Winslet) que se apaixona pelo plebeu (o Jack de Leonardo DiCaprio). Viajando pelo mundo, o casal se conhece no navio mais conhecido do mundo e se desmancha no gelo do oceano. Apesar das cenas extremamente românticas de Rose e Jack, é triste ver que ele deu o lugar naquele pedaço de madeira para que ela sobrevivesse, mais ainda quando tudo indicava que era Rose quem iria morrer e Jack a estava encorajando a se manter viva. Se for pra se apaixonar e morrer no dia seguinte, é preferível continuar solteiro.


  • Eu, Tonya (2017), por João Vitor Hudson

Olha a Margot Robbie com um homem lixo aqui de novo! Parece que ela tem um dedo podre, mesmo. Mas, enfim, em Eu, Tonya, Robbie vive a patinadora no gelo Tonya Harding, mais conhecida por ter sabotado sua rival do que por suas incríveis habilidades. Nos anos 1990, Harding namorava e se casou com Jeff Gillooly (Sebastian Stan), um marido extremamente abusivo que vivia agredindo a jovem, mas para provar seu amor por Tonya, acabou destruindo sua carreira (e também a de Nancy Kerrigan). Eu, Tonya é a prova de que escolhas erradas na vida são extremamente destrutivas e ainda denuncia a violência doméstica que, infelizmente, é um fato bastante comum em qualquer parte do mundo.


  • Closer: Perto Demais (2004), por André Bozzetti

É o tipo de filme capaz de fazer até o maior dos românticos perder a fé no amor. Afinal de contas, ver dois relacionamentos se destruírem da maneira mais dolorosa possível, passando de paixões ardentes para um desejo incontrolável de ferir o ex-parceiro, é absolutamente angustiante. O comportamento obsessivo e egocêntrico de Dan, o escritor fracassado vivido por Jude Law, destrói os dois casais como um castelo de areia. O mais deprimente é ver que tudo começa de uma forma tão linda. Um encontro casual entre Dan e Alice, a encantadora aspirante a atriz vivida por Natalie Portman, que indica que se desenrolará uma bela história de amor. Mas o companheirismo e a devoção de Alice não são suficientes para Dan, que se apaixona também por Anna, a fotógrafa interpretada por Julia Roberts. Quando ela se envolve com o médico Larry (Clive Owen), Dan não descansa enquanto não destrói a vida de todos os envolvidos, na sua jornada absolutamente egoísta em busca de algo que ele chama de amor. Claro que contou muito com a ajuda de Larry para isso, pois este é tão infantil e desprovido de caráter quanto ele. E, no final das contas, Closer nos mostra como relacionamentos podem ferir e fazer mal, e que muitas vezes o ideal é não chegar perto demais.


  • Fargo: Uma Comédia de Erros (1996), por André Bozzetti

Às vezes vemos alguns casais e nos perguntamos o que levou aquelas pessoas a se unirem. Qual terá sido o elemento ou fator determinante que gerou a atração que resultou na infeliz ideia deles se relacionarem. É o tipo de dúvida que fica no ar quando conhecemos Jerry Lundegaard (William H. Macy). Com o objetivo de obter o dinheiro necessário para financiar um projeto que idealizou, ele tem uma ideia que demonstra ao mesmo tempo sua falta de caráter e sua estupidez. Contratar dois homens para sequestrar sua esposa Jean (Kristin Rudrüd) e cobrarem o resgate de seu sogro milionário, que obviamente o odeia e jamais emprestaria o dinheiro por vontade própria, para que depois o resgate fosse dividido entre os três. Não satisfeito em dar um golpe no sogro usando a esposa como isca, o cidadão ainda tenta enganar os sequestradores, dizendo que o resgate seria de 80 mil dólares, quando na verdade era de um milhão de dólares. Quais as chances disso dar certo? Quase nulas, é claro. Mas talvez ainda seja mais provável isso acontecer do que dar certo o casamento com um completo idiota como Jerry. Para Jean, ficar solteira seria certamente uma decisão bem mais acertada.


  • Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças (2004), por Diego Francisco

No Dia dos Namorados, Joel (Jim Carrey) vai visitar sua namorada, Clementine (Kate Winslet), no trabalho, apenas para descobrir que ela não se lembra dele. Ao chegar em casa, ele recebe uma carta explicando que Clementine o apagou completamente da mente dela e Joel deseja realizar o mesmo procedimento. O processo consiste em apagar as memórias individualmente de trás pra frente, ou seja, as primeiras lembranças apagadas são as mais recentes, onde o relacionamento estava ruim. Mas conforme o procedimento vai levando Joel mais profundamente dentro do passado, onde o namoro era ótimo, Joel decide salvar a memória de Clementine, mesmo que não tenha como o processo de esquecimento parar. Apesar de acabar num tom positivo, o final original não era tão feliz assim, o filme deixaria implícito que Joel e Clementine terminaram e se apagaram inúmeras vezes e sempre acabavam se conhecendo de novo e voltando a namorar, um relacionamento muito disfuncional.


  • Scott Pilgrim Contra o Mundo (2010), por Diego Francisco

O filme de Edgar Wright é uma sucessão de relacionamentos mal sucedidos. Scott (Michael Cera) namorava a Envy Adams (Brie Larson) e levou um pé na bunda em que ele demorou muito tempo para se recuperar. Depois de meses, ele começa a sair com a Knives (Ellen Wong) e, pouco tempo depois, conheceu Ramona Flowers (Mary Elizabeth Winstead). Scott fica com as duas praticamente ao mesmo tempo antes de terminar com a Knives. Oficialmente namorando a Ramona, nosso protagonista tem enfrentar a Liga dos Sete Ex-Malvados dela; a cada ex-namorado, Scott descobre o quanto a Ramona terminava relacionamentos muito rápido ao brevemente se cansar dos namorados. O último ex-namorado da Liga, Gideon Graves (Jason Schwartzman) literalmente entrou na mente da Ramona para fazê-la voltar com ele. Já mencionei que o Scott e a Kim (Alison Pill) tiveram um breve relacionamento no Ensino Médio em que ela ainda não superou?


  • Garota Exemplar (2014), por Diego Francisco

Nick (Ben Affleck) e Amy Dunne (Rosamund Pike) tem um suposto casamento perfeito aos olhos do mundo. Essa imagem é destruída quando Amy desaparece no quinto aniversário de casamento e todas as evidências apontam para a possível culpa de Nick, que tenta a todo custo provar a sua inocência. O filme segue as anotações do diário de Amy desde quando ela conheceu Nick, a emoção e a paixão dos primeiros anos de namoro, até o casamento. No início, Nick e Amy fingiam ser versões melhores de si mesmos para agradar um ao outro; após anos de vida doméstica, eles voltaram para as suas versões normais e não gostaram do resultado. Garota Exemplar é outro thriller magnífico de David Fincher e mostra as fragilidades dos casamentos, os conflitos, as traições e a violência doméstica.


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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