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Oito Mulheres e um Segredo | Crítica

Confira a opinião de Carlos Redel sobre o spin-off de Onze Homens e um Segredo!

Oito Mulheres e um Segredo | Crítica

Oito Mulheres e um Segredo (Ocean’s Eight)

Ano: 2018

Direção: Gary Ross

Roteiro: Gary RossOlivia Milch

Elenco: Sandra BullockCate BlanchettAnne HathawayHelena Bonham Carter, Sarah Paulson, Mindy KalingRihanna, Awkwafina

O remake de Onze Homens e um Segredo, lançado em 2001, conseguiu um feito interessante: ser superior à obra original, lançada lá em 1960. A equipe liderada por Danny Ocean (George Clooney) mesclava uma dinâmica incrível, com personagens carismáticos, diversão e um plano de assalto mirabolante — mas de fácil acesso ao público. E tudo isso orquestrado pelo ótimo Steve Soderbergh. Pronto, estava aí a receita do sucesso.

Mas, como todo sucesso, a continuação não tardaria a surgir. Assim, vieram duas sequências, uma sofrível em 2004 e outra, divertida, em 2007. Sempre acrescentando mais homens e mais segredos. No entanto, a franquia foi definhando e, após a trilogia, os homens de Danny Ocean não emplacaram mais golpes. Curiosamente, 11 anos depois, um Ocean está de volta ao mundo do crime. Mas, dessa vez, sai Danny, entra Debbie — e uma equipe inteiramente feminina.

Debbie (Sandra Bullock) é irmã da grande mente criminosa da trilogia anterior e, para variar, estava presa por aplicar golpes. Ao sair da cadeia, ela decide reunir um time de mulheres com talentos, digamos, propícios para a aplicação de golpes. O objetivo delas? Roubar um valioso colar em um chiquérrimo e tradicional jantar em Nova York, onde somente os grandes nomes do cinema e da moda são convidados. Para isso, é necessário um plano extremamente inteligente e à prova de erros — algo simples para os Oceans, né?

Dessa vez, Steven Soderbergh, que comandou os três filmes anteriores, atua como produtor. A direção fica por conta do competente Gary Ross, dos ótimos Seabiscuit: Alma de Herói e Jogos Vorazes. E, apesar da mudança de maestro, a orquestra toca num ritmo muito parecido. Inclusive, na escolha de excelentes artistas: Bullock, Cate Blanchett, Anne Hathaway, Helena Bonham Carter, Sarah Paulson e Mindy Kaling. Além delas, que já provaram os seus talentos inúmeras vezes, ainda há boas surpresas com Rihanna e Awkwafina.

Sendo assim, o longa ganha muito com as suas personagens principais, todas divertidas e com boas interações entre si, mas é na agilidade que Oito Mulheres e um Segredo tem seu grande trunfo. Os 110 minutos de duração do filme passam voando, por conta do seu ritmo. Sem forçar a barra, a produção consegue manter o interesse do espectador o tempo inteiro, graças a um roteiro redondinho — apesar de trechos, digamos, facilitados para que a trama pudesse seguir em frente.

Apesar de ter uma redução de personagens centrais em relação aos seus antecessores, de 11 para oito na primeira aventura, ainda falta tempo para um desenvolvimento aprofundado das gatunas. A única que tem suas motivações bem exploradas é Debbie, obviamente. Mesmo assim, conhecemos brevemente as insatisfações das demais personagens, compramos as histórias e podemos entender facilmente o motivo delas embarcarem naquele roubo.

E é interessante como a seleção do elenco se esforça para contemplar a diversidade, dando espaço irrestrito para as mulheres brilharem e, assim, mostram que não precisam de homens para elaborar um roubo sem precedentes. Na verdade, há espaço para personagens do sexo masculino, mas eles invertem a lógica da velha Hollywood — inclusive, o investigador vivido por James Corden, que rouba a cena nos poucos minutos que aparece, é um legítimo não-galã.

Debbie e sua gangue, cada uma com suas particularidades e talentos, funcionam perfeitamente juntas e, por conta disso, encabeçam uma promissora nova franquia, com fôlego e ideias renovadas. Que as oito Oceans voltem para mais aventuras!

Nota do crítico: 

 

Nota dos usuários:

[Total: 2    Média: 3/5]


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

Comments

  1. Parabéns!!!! A sua crítica foi a única feita de forma não machista do filme! Você relatou direitinho os detalhes.

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