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Um Dia para Viver | Crítica

Confira a opinião de Rafael Bernardes sobre o novo filme protagonizado por Ethan Hawke!

Um Dia para Viver | Crítica

Um Dia para Viver (24 Hours to Live)

Ano: 2017

Roteiro: Zach Dean

Direção: Brian Smrz

Elenco: Ethan Hawke, Paul Anderson, Rutger Hauer, Liam Cunningham

A cada dia vemos mais filmes de ação com histórias genéricas, bons efeitos especiais e personagens rasos. Parece que a criatividade para elaborar uma boa trama mesclada com uma boa direção e um ritmo coeso está em falta. Na maioria dos casos, apenas uma dessas coisas é feita. Em Um Dia para Viver não é diferente. Temos um protagonista igual a diversos outros que já vimos, com motivações extremamente clichês.

A trama gira em torno de Travis, um assassino afastado dos trabalhos, por conta da morte de sua mulher e filho, mas que decide voltar à ativa por causa de dinheiro. De início já conseguimos perceber uma quebra nas motivações do personagem, pois imagens de sua família são repetidas o tempo inteiro e mesmo assim ele abando o sossego. Não por vingança nem nada parecido, pela ganância.

O homem precisa terminar um último trabalho e, finalmente, viver a aposentadoria em paz chorando por sua família. É logo no primeiro ato que os absurdos começam a acontecer. Travis morre, sendo ressuscitado para revelar uma informação (que já é um furo de roteiro) para a organização contratante e morrer novamente. É óbvio que ele não morre e acaba tendo um dia de vida. O interessante é que colocam um relógio contando o tempo em seu pulso. Se o plano era mata-lo logo após a revelação, qual era a necessidade de colocar esse relógio para ele saber quanto tempo de vida ainda tem?

No segundo ato as incongruências não diminuem e a trama poderia ser muito mais simples do que é. Saídas para os problemas podem ser encontradas facilmente, mas o roteiro insiste em seguir pelo caminho mais longo e torturante, revelando ainda mais furos e inconsistências. Não há um senso de continuidade na trama, fazendo com que as cenas de ação ofusquem um pouco a história terrível e mal desenvolvida que está sendo contada.

A direção é um dos únicos pontos fortes, mas que acaba acertando em cheio. Brian Smrz conduz bem as cenas de perseguição, com uma câmera na mão intensa. Os momentos dentro de carros são os mais impressionantes, mas as lutas também são bem coreografadas, assim como os tiroteios. Quando não há uma história em foco e apenas pessoas se matando, o filme fica bem divertido.

As atuações são comuns, sem nenhum destaque em especial. Ethan Hawke está no piloto automático, longe de podermos comparar com seus melhores trabalhos. Com uma trama chupada de diversos filmes do gênero e com uma leve copiada da série 24 Horas, Um Dia para Viver não entrega nada de novo e, além disso, consegue falhar em quase tudo o que se propõe.

Nota do crítico:

 

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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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