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Jurassic World: Reino Ameaçado | Crítica

Confira a opinião de Carlos Redel sobre o filme de J.A. Bayona!

Jurassic World: Reino Ameaçado | Crítica

Jurassic World: Reino Ameaçado (Jurassic World: Fallen Kingdom)

Ano: 2018

Direção: J.A. Bayona

Roteiro: Colin TrevorrowDerek Connolly

Elenco: Chris PrattBryce Dallas HowardJustice SmithDaniella PinedaIsabella SermonJames Cromwell, Rafe Spall, Ted LevineToby JonesGeraldine ChaplinJeff Goldblum

“Eles estavam aqui antes de nós e, se não tivermos cuidado, estarão aqui depois”, diz o icônico Ian Malcolm de Jeff Goldblum em determinado momento de Jurassic World: Reino Ameaçado. O personagem se refere aos dinossauros, obviamente, mas poderia facilmente estar falando das continuações desnecessárias que servem apenas para tirar o dinheiro dos espectadores.

No entanto, felizmente, esse não é o caso da sequência de Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros — bom, pelo menos não totalmente. É evidente que a franquia dos dinossauros que são ‘dexistintos’ está em busca dos muitos dólares que ela rende nas bilheterias mundo afora, mas, com J.A. Bayona à frente do mais novo capítulo da saga, temos um produto realmente interessante e que justifica a sua produção.

Diferentemente de seu antecessor, que investiu, praticamente, na nostalgia dos fãs — algo que realmente funciona, diga-se de passagem — Reino Ameaçado traz um novo fôlego para a franquia. Bayona, que se mostrou competentíssimo ao comandar longas de horror (O Orfanato) e fantasia (Sete Minutos Depois da Meia-Noite), consegue inserir elementos de suas obras anteriores em um filme de dinossauros. E, surpreendentemente, de maneira muito satisfatória.

Três anos após os eventos catastróficos de Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros, cabe a Owen (Chris Pratt, carismático como sempre) e Claire (Bryce Dallas Howard) resgatarem os dinossauros que estão presos na Ilha Nebular, que está prestes a explodir. No entanto, os protagonistas não sabem que esse é o primeiro passo de algo maior, que envolve um plano maligno para lucrar em cima dos gigantescos animais.

Tecnicamente, tudo nessa primeira metade do longa é bem feito, apesar de o roteiro não trazer muitas novidades. A sequência de explosão da ilha é impecável e, ali, vemos que o orçamento foi, mais uma vez, bem robusto. Ver aqueles animais imensos lutando para sobreviver em meio à fúria da natureza leva o espectador diretamente para o instante da extinção daqueles seres, compartilhando aquela destruição angustiante. E, para completar, há uma cena extremamente emocionante envolvendo um brontossauro.

Ao mudar de cenário, J.A. Bayona também muda o tom de seu filme. Se no primeiro momento temos uma aventura, na segunda etapa a assinatura do cineasta fica visível. A mansão em forma de castelo, o dinossauro no topo da torre — como se fosse um dragão encurralando a princesa —, as garras monstruosas indo em direção à criança inocente em seu leito. Tudo isso numa noite de chuva e lua cheia. É interessantíssima e muito criativa a forma como o diretor cria uma fantasia de horror com o que tem nas mãos, sem quebrar a verossimilhança.

Mesclando seres animatrônicos com CGI, Jurassic World: Reino Ameaçado consegue entregar dinossauros mais convincentes que o seu antecessor. E isso ajuda muito na imersão da história. Falando nisso, o 3D está competente e, surpreendentemente, justifica o seu uso. Há uma cena subaquática, por exemplo, que fica incrível com o uso da tecnologia — uma pena que a sua resolução seja um tanto quanto boba.

No fim das contas, o longa consegue divertir e criar tensão, apesar de não haver, necessariamente, nenhum momento em que se acredite em que as coisas não darão certas para os mocinhos. Além disso, um ponto positivo é ver que o protagonismo, definitivamente, é dos dinossauros, eliminando boa parte das tramas desnecessárias dos personagens humanos. Em rápidas conversas, os conflitos de Owen e Claire são resolvidos.

Se levando mais à sério e entendo que a franquia é mais do que só nostalgia de crianças que amam dinossauros, Jurassic World: Reino Ameaçado é relevante e interessante, mantendo aquecida a chama das aventuras com animais pré-históricos que o público tanto ama. Steven Spielberg e seu Jurassic Park não são — e dificilmente serão — superados por essa nova franquia, mas também não têm motivos para se envergonharem. A diversão segue garantida.

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 14    Média: 4.1/5]


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

Comments

  1. 3D? Totalmente inexistente!

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