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Especial | 13 continuações que levaram muito tempo para serem feitas

Alguns filmes precisam de mais tempo que outros para serem feitos

Especial | 13 continuações que levaram muito tempo para serem feitas

Não é incomum filmes que fizeram bastante sucesso ganharem continuações. Na franquia Jogos Mortais, por exemplo, saía um filme por ano, nem sempre com a mesma qualidade, mas ainda fazia sucesso. No entanto, existem aqueles filmes que levaram muito tempo para que uma continuação viesse a ser lançada, alguns chegando a ter um intervalo de tempo de 35 anos.

Com o anúncio de Top Gun: Ases Indomáveis ganhando uma continuação no ano que vem, cerca de 33 anos depois, o Bode na Sala decidiu listar alguns exemplos dessas demoradas sequências. Confira abaixo:

  • Procurando Dory (2016), por João Vitor Hudson

13 anos depois do incrível sucesso de Procurando Nemo, a Disney e a Pixar lançaram uma continuação. Mas como continuar a contar as aventuras de Marlin, Dory e Nemo? A opção escolhida foi sumir a peixinha azul que fala baleiês e colocar os peixes-palhaço para procurá-la. O filme fez algo que muita gente tinha curiosidade em saber, focou no passado de Dory (brilhantemente dublada por Ellen DeGeneres no original) e em sua história com os pais. O sucesso foi igual: personagens que caíram no gosto do público, muita emoção e cerca de US$ 1,028 bilhão em bilheteria, se tornando a segunda maior já registrada para um filme de animação (perde apenas para Frozen, também da Disney) e a terceira maior daquele ano dominado pela casa do Mickey.


  • Toy Story 3 (2010), por Carlos Redel

Depois de um excelente e inovador primeiro filme, em 1995, a Pixar decidiu fazer uma continuação de Toy Story, afinal, aqueles brinquedos tinham potencial para um “mundo de aventuras”. Então, em 1999, saiu Toy Story 2 que, mesmo sendo ótimo, ficou abaixo do longa original. No entanto, com o sucesso da franquia, a Pixar resolveu fazer uma nova continuação, mas, dessa vez, o intervalo de tempo foi muito maior: 11 anos. Assim, as crianças que cresceram com Toy Story 1 e 2 já eram adultos na terceira parte da história dos brinquedos do Andy. E isso mudou alguma coisa? Nada! Todos foram ao cinema se emocionar com o longa, fazendo dele um grande sucesso, com mais de US$ 1 bilhão em bilheteria e infinitas críticas positivas. E, com esse sucesso incrível, Toy Story 4 vem aí… Mas, dessa vez, com intervalo de “apenas” nove anos.


  • Os Incríveis 2 (2018), por Diego Francisco

Olha ela aí de novo! A Pixar desenvolveu a fama de ter sequências tardias para os seus maiores sucessos. O que mais surpreende nos 14 anos que separam Os Incríveis 2 de seu antecessor, é que o primeiro filme acabou com um gancho. A animação de 2004 foi um grande sucesso de crítica e público ao estrear em um momento onde filmes de super-herói estavam começando a apresentar uma qualidade muito superior a década anterior e ser um negócio rentável. Ao trazer drama familiar e elementos de espionagem, Os Incríveis é o melhor que a Pixar teve a oferecer ao subgênero, e a sua aguardada sequência estreia em 28 de junho, cujo protagonismo irá para a Mulher-Elástica.


  • Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros (2015), por João Vitor Hudson

Chris Pratt e Bryce Dallas Howard estrelam a nova aventura com a Ilha Nublar como cenário. Este reboot-continuação da franquia saiu 14 anos após o filme anterior, Jurassic Park III, que teve um desempenho um pouco fraco em relação aos dois primeiros. No novo filme da franquia jurássica, o Jurassic World é um parque de sucesso que atrai incríveis 10 milhões de visitantes anualmente, e as principais atrações, lógico, são os dinossauros. Na tentativa de ganhar mais público, cientistas do lugar procuram criar uma nova espécie, mas como era de se esperar, dá tudo errado. Jurassic World é o filme de maior bilheteria da franquia, tendo arrecadado mundialmente US$ 1,67 bilhão e garantindo uma continuação, Jurassic World: Reino Ameaçado, que chega neste mês de junho nos cinemas.


  • Mad Max: Estrada da Fúria (2015), por João Vitor Hudson

Considerado por muitos como uma “sequência espiritual” dos outros filmes da franquia, Mad Max: Estrada da Fúria fez algo que poucos longas de pura ação conseguiram: aclamação universal. A história segue Max Rockatansky, onde Tom Hardy substitui o papel imortalizado por Mel Gibson, se juntando a um grupo de rebeldes liderado pela Imperatriz Furiosa (Charlize Theron), que dirige uma máquina de guerra contra a tirania de Immortan Joe (Hugh Keays-Byrne), que comanda uma cidade sob mãos de ferro e chama a si mesmo de deus daquele lugar. O filme de George Miller chega 30 anos depois de Mad Max: Além da Cúpula do Trovão, e não é só um mero longa de ação; é uma história que busca tratar de temas importantes como fanatismo religioso e escassez de água em uma sociedade que coloca a mulher como mero objeto reprodutor. Estrada da Fúria venceu 6 Oscars e conseguiu a maior bilheteria da franquia, cerca de US$ 378 milhões ao redor do mundo.


  • Blade Runner 2049 (2017) por Diego Francisco

Um fracasso de bilheteria quando originalmente lançado, não demorou para Blade Runner receber o status de cult e ser considerado uma das mais influentes ficções cientificas, com seu DNA sendo incorporado em muitos filmes de sucesso do gênero. Ridley Scott recentemente voltou a trabalhar nos filmes da franquia Alien e, como o resultado não foi satisfatório, foi um alívio saber que a direção ficou nas mãos do talentoso Denis Villeneuve. Com o retorno de Harrison Ford como Deckard, 30 anos se passaram na trama e Blade Runner 2049 passa o protagonismo para K (Ryan Gosling), e não perde uma de suas principais características, o visual marcante. Assim como o original, lançado 35 anos antes, 2049 também recebeu grande aprovação da crítica especializada, mas não foi um sucesso comercial, falhando ao retornar os 150 milhões investidos.


  • T2 Trainspotting (2016), por Diego Francisco

Adaptação do livro homônimo de Irvine Welsh e segundo filme comandado por Danny Boyle, Trainspotting fez sucesso com aqueles que se identificaram com os protagonistas que viviam em uma área depressiva e sem esperança, e usavam heroína como um refúgio para seus problemas. 20 anos depois, Boyle volta para a cadeira de diretor e T2 Trainspotting é uma sequência quase tão boa quanto o original. Com um clima bem mais leve, uma vez que a heroína não é muito presente na narrativa, os quatro amigos deixam as desavenças de lado ao ver que, mesmo após duas décadas, pouco mudaram em suas vidas e se preparam para um último trabalho.


  • Débi & Lóide 2 (2014), por João Vitor Hudson

Um clássico da comédia dos anos 90, Débi & Lóide: Dois Idiotas em Apuros foi estrelado pelo Jim Carrey em ascensão e por um pouco conhecido Jeff Daniels. 20 anos depois, a dupla retorna para reprisar os papéis dos dois amigos pouco inteligentes que viajam o país em uma grande aventura. A história de Débi & Lóide 2 começa com Harry buscando Lloyd em um asilo para que o ajude a encontrar sua suposta filha perdida que teve com Fraida Fletcher (Kathleen Turner). A sequência pouco original está mais preocupada com a nostalgia do filme anterior do que realmente criar uma boa história, trazendo personagens conhecidos, como o Billy do 4C, o garoto cego do periquito morto. O resultado ficou bem abaixo do primeiro filme, tendo arrecadado US$ 169 milhões em bilheteria ao redor do mundo.


  • O Poderoso Chefão: Parte III (1990), por João Vitor Hudson

O ano de 1990 foi muito importante para os entusiastas dos filmes de máfia, com dois clássicos sendo lançados: Os Bons Companheiros, de Martin Scorsese, a parcela final da trilogia O Poderoso Chefão, que chega 16 anos depois da obra-prima que foi o segundo longa. No último filme da família Corleone, Michael (Al Pacino) busca legitimar os negócios da família, enquanto se aproxima de Vincent Mancini (Andy Garcia), filho ilegítimo de seu irmão Sonny. A trama do terceiro filme tem o envolvimento até do Vaticano, o que gera uma incrível cena onde Michael se arrepende de ter mandado matar seu irmão Fredo (evento do segundo filme), e ainda traz Sofia Coppola no papel de sua filha Mary. Apesar de não ter a excelência dos longas anteriores, O Poderoso Chefão: Parte III ainda é um filme digno e encerra de maneira mais que satisfatória aquela que é considerada por muitos a melhor trilogia do cinema.


  • Tron: O Legado (2010), por Diego Francisco

Tron: Uma Odisseia Eletrônica foi revolucionário, o primeiro filme a usar pesadamente ambientes criados 100% em computação gráfica. Na época, muitos taxaram o filme como satânico ou anti-natural, e ele acabou esnobado do Oscar de Efeitos Visuais pela Academia que considerou o uso de computadores como trapaça. 28 anos depois, a Disney lançou a sequência Tron: O Legado, que, apesar de não ser tão importante ou ter efeitos revolucionários quanto o seu predecessor, ainda é uma ficção científica divertida, mas esquecível. Os efeitos visuais são competentes. O rejuvenescimento utilizado no Jeff Bridges foi assustador no lançamento, mas hoje já se tornou uma prática comum.


  • O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas (2003), por Carlos Redel

James Cameron, em 1984, criou O Exterminador do Futuro, uma interessante ficção científica em que um robô matador (Arnold Schwarzenegger) viajava do futuro para o passado para impedir que John Connor, líder da revolução contra as máquinas, nasça. Sete anos depois, no entanto, o cineasta entrega a continuação, O Exterminador do Futuro: O Julgamento Final, que é uma obra-prima do gênero, sendo impecável em todos os sentidos. O filme, que foi um sucesso absoluto, tinha abertura para uma continuação? Claro. Precisava? Bem, aí é outra história. Mas, poxa, se depois de vários anos, tivemos uma sequência incrível, daria para se empolgar com um terceira parte da história de Connor, certo? Eis que O Exterminador do Futuro: A Rebelião das Máquinas chega aos cinemas em 2003, 12 anos depois do segundo episódio, mas, dessa vez, sem o envolvimento de Cameron. E isso foi perceptível. O longa, apesar de não ser de todo ruim, está muito (muito mesmo) distante de seus antecessores. Uma pena. Mas a franquia não acabou por aí. Outros capítulos chegaram às telonas em 2009 e em 2015, mas ambos fracas e que não fizeram jus à obra de Cameron. Agora, o cineasta está de volta à franquia e um novo Exterminador do Futuro chega aos cinemas no ano que vem.


  • Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (2008), por João Vitor Hudson

Harrison Ford tira o chicote da parede novamente depois de 19 anos do terceiro longa da franquia, Indiana Jones e a Última Cruzada. Na nova aventura do arqueólogo mais famoso do mundo (novamente dirigida por Steven Spielberg), ele precisa enfrentar um grupo de soviéticos nos anos 50, que estão atrás de um misterioso artefato em terras peruanas: a caveira de cristal. Com a presença de Cate Blanchett como a grande vilã do filme e a chegada de Shia LaBeouf interpretando o filho perdido de Indy, O Reino da Caveira de Cristal conseguiu boa aceitação da crítica, mas o público ficou dividido com o fato de ter elementos de ficção científica no filme. No entanto, é o longa que conseguiu a maior bilheteria da franquia, cerca de US$ 786 milhões ao redor do mundo.


  • Rocky Balboa (2006), por Carlos Redel

Em 1976, a história de Rocky Balboa, um boxeador amador que queria ter uma chance de provar o seu valor, conquistou o mundo (além do Oscar de Melhor Filme). Apesar do desfecho do longa ter sido perfeito, as continuações vieram (afinal, é assim que acontece com sucessos, né?). Assim, Sylvester Stallone deu vida ao Garanhão Italiano mais quatro vezes, depois de sua estreia. Mas, em Rocky V, de 1990, percebemos que a franquia já não tinha mais bons frutos e o longa foi muito criticado, além de ter sido um fracasso de público. Mesmo assim, com o passar dos anos, Stallone foi entendendo que o seu personagem tinha mais o que mostrar para o público e, 16 anos depois, em 2006, Rocky Balboa chegou aos cinemas, entregando tudo aquilo que os fãs do boxeador poderiam querer. Além disso, o personagem voltou às telonas em 2015, no excelente spin-off Creed: Nascido para Lutar, que já tem uma sequência garantida para 2019. Vida longa ao Rocky Balboa!


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João Vitor Hudson

João Vitor Hudson é um editor de vídeos que está se formando em Publicidade & Propaganda aos 21. Ama cinema desde quando desejava as férias escolares só pra assistir todos os filmes do Cinema em Casa e da Sessão da Tarde. Ainda não possui o hábito de ver filmes de terror e é um pouco leigo quando se trata de cinema nacional, mas é um carinha boa praça que não dispensa ver um filme. Fã confesso do Nolan, Aronofsky e da Pixar.

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