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Dica de Quinta | Cinco excelentes séries de temporada única na Netflix

Dica de Quinta | Cinco excelentes séries de temporada única na Netflix

Não são todos os que preferem séries longas com 23 episódios por temporada que se estendem por anos. Por conta de temporadas únicas e poucos episódios, minisséries atraem um público interessado em tramas diretas, objetivas e fechadas. Tendo isto em vista, o Bode na Sala separou cinco excelentes séries com temporadas únicas disponíveis na Netflix. Confira:

Criada por Baz Luhrmann, a série segue a ascensão do hip hop e do disco em Nova York nos anos 1970. Zeke (Justice Smith) é um talentoso jovem que aspira se tornar um rapper ao lado do DJ Shaolin Fantastic (Shameik Moore) e seus amigos. A namorada dele, Mylene (Herizen F Guardiola) pretende se tornar uma famosa cantora de Disco, mas tem de lidar com a resistência do pai religioso (Giancarlo Esposito). Cancelada após uma temporada dividida em duas partes, The Get Down foi uma aposta da Netflix (US$ 120 milhões investidos) que, infelizmente, não conseguiu a audiência necessária.

  • Alias Grace (2017)

A minissérie acompanha Grace Marks (Sarah Gadon, maravilhosa), uma imigrante irlandesa que se mudou para o Canadá em busca de uma vida melhor. No entanto, Grace encontra apenas abusos e injustiças durante seus anos como empregada doméstica. Acusada de ajudar nos assassinatos de seu patrão e governanta, após anos presa, encontra esperança quando seu caso desperta a atenção do psiquiatra Dr. Simon Jordan (Edward Holcroft), que acredita que Grace tenha bloqueado algumas memórias cruciais para o caso. Baseado no livro homônimo de Margaret Atwood, mesma autora de The Handmaid’s Tale, que ficcionalizou os assassinatos reais de Thomas Kinnear (Paul Gross) e Nancy Montgomery (Anna Paquin), ocorridos no século XIX, Alias Grace assombra aos mostrar os horrores sofridos pelas mulheres da época e choca, acima de tudo, ao nos fazer notar que as coisas não mudaram tanto assim.

O faroeste se passa na cidade de La Belle, onde praticamente todos os homens da cidade morreram em um acidente de trabalho nas minas e agora é habitada quase que exclusivamente por mulheres. Roy Goode (Jack O’Connell) é um fora da lei que traiu o seu antigo líder, Frank Griffin (Jeff Daniels), e encontrou abrigo na casa de Alice Fletcher (Michelle Dockery), colocando um alvo na cidade que precisa se proteger do bando de foras da lei. Apesar de demorar um pouco para engrenar, Godless é uma minissérie fantástica com cenas de ação impressionantes e personagens bem desenvolvidos.

  • Everything Sucks! (2018)

Repleta de clichês, é possível apreciar Everything Sucks! de maneira bem satisfatória. O fato de se basear na nostalgia para funcionar é parcialmente verídico, pois à media que a série avança, este recurso se torna vagamente utilizado, e até esquecemos que estamos nos anos 90.  Após investir pesado em Stranger Things, a série parecia ser uma aposta segura, mas não deu o retorno esperado, o que resultou em ser cancelada na primeira temporada, com alguns cliffhangers deixados em aberto.

Com um tema relevante, uma trama redondinha e atuações excelentes, Seven Seconds coloca o dedo na ferida da América pós-racial, um lugar onde as tensões entre a polícia e a população afro-americana estão cada vez mais pesadas e recorrentes. Ao final da série, ficamos com um gosto amargo na boca, pois seu desfecho imprevisível mostra como a justiça e, acima de tudo, o ser humano, tem falhas.O que poderia se tornar uma excelente série antológica, foi cancelada um mês após sua estreia.

 

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Estudante de jornalismo, tem 18 anos e é assistidor de séries semi profissional. Fissurado em cinema desde sempre, nunca trabalhou na área e é adepto ao estilo sul-coreano de vingança.

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