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Alguém Como Eu | Crítica

Confira a opinião de Rafael Bernardes sobre a comédia romântica estrelada por Paolla Oliveira!

Alguém Como Eu | Crítica

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Ano: 2018

Direção: Leonel Vieira

Roteiro: Adriana Falcão, Tatiana Maciel, Pedro Varela

Elenco: Paolla OliveiraRicardo PereiraSara Prata

Paolla Oliveira estrelando uma comédia romântica com tons de fantasia. Aqui, a intenção é divertir o público, com uma comédia intencional, dando ritmo à narrativa com narrações precisas da protagonista, contando o que vai acontecer. Porém, mesmo que a tentativa seja válida, o fracasso foi inevitável. Nada do que foi proposto foi concluído com êxito.

A trama conta a história de Helena (Oliveira), uma mulher rica, bem-sucedida, bonita e que vive em uma crise existencial, por conta de relacionamentos. Ela tem aquele sonho de encontrar o príncipe encantado. Depois do homem que ela gosta marcar diversas vezes um encontro e não comparecer, ela decide trocar de emprego, indo para Portugal. Lá, ela encontra o “homem perfeito” (Ricardo Oliveira). Porém, nada basta para essa criatura insuportável e o desejo da protagonista é que ele seja que nem ela.

A trama é boba? Sim. Mas a execução consegue ser pior do que a premissa. As narrações de Paolla Oliveira são inoportunas e extremamente irritantes, explicando tudo o que acontece. Isso subestima a inteligência do público e faz com que seja difícil de absorver qualquer informação. Ela mastiga todas as coisas que acontecem em tela. Além disso, o humor é constrangedor, contando com zero de carisma da atriz principal.

Falando nela, Paolla Oliveira realiza uma de suas piores performances dos últimos anos, sendo forçada em todas as cenas. Os demais atores estão razoáveis, mas como tudo gira em torno da protagonista, a sua ruindade se sobressai. O ritmo do longa é arrastado, fazendo com que a produção seja entediante na maior parte do tempo. Quando achamos que a história vai se desenvolver, os furos de roteiro aparecem. A cinematografia é comum, o que não atrapalha e nem engrandece o filme.

A trilha sonora é o único ponto realmente positivo, sendo bem implementada na maior parte do tempo. As soluções de roteiro são patéticas, parecendo que o escritor não estava com muita vontade de trabalhar e cuspiu qualquer coisa. Os dois primeiros atos são ruins, mas o terceiro consegue ser ainda pior, quando a história está “desenvolvida” e a trama principal está em foco. Tudo é tão tosco, mal feito, entediante. Parece que os acontecimentos só são uma desculpa para colocar a atriz principal em uma cena de sexo com outra mulher. Cena essa que, acredite ou não, é ruim.

O longa brinca com o público e com a verossimilhança. No fim, nada é justificado e o desfecho foi colocado porque a produção deveria ter um final. Alguém Como Eu fala sobre egoísmo, egocentrismo e futilidades de uma mulher rica que nunca está satisfeita com nada, utilizando todos os clichês existentes e conseguindo fazer com que o casal formado por Paolla Oliveira e Ricardo Pereira não tenha química alguma.

Nota do crítico:

 

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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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