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Especial | 10 anti-heróis da cultura pop que amamos

Aqueles caras que fazem a coisa certa, apesar de métodos controversos...

Especial | 10 anti-heróis da cultura pop que amamos

Os anti-heróis estão, cada vez mais, ganhando espaço na cultura pop — e acumulando uma legião de fãs. Prova disso é o estrondoso sucesso que Deadpool, por exemplo, vem fazendo nos cinemas. O Mercenário Tagarela, insano, violento e politicamente incorreto, já teve dois filmes lançados, influenciou que Wolverine, outro anti-herói, ganhasse um filme digno, Logan, e arrecadou uma bolada de dólares nas bilheterias ao redor do mundo.

Pensando nisso, separamos 10 grandes anti-heróis que, mesmo sendo meio escrotos, nós amamos. Confira:


  • Frank Castle (O Justiceiro), por João Vitor Hudson

Este famoso personagem da Marvel se tornou um de seus ícones quando se trata de violência. Chegando a se tornar símbolo de alguns soldados americanos, Frank Castle foi interpretado por três atores diferentes no cinema: Dolph Lundgren, Thomas Jane e Ray Stevenson, mas nenhum foi tão bem quanto a versão do microverso da Marvel na Netflix, interpretada pelo excelente Jon Bernthal. Castle tomou a alcunha do Justiceiro para si após ver sua família ser assassinada brutalmente (algo que é contado em flashbacks em Demolidor e em sua série solo), e sua missão é matar o máximo possível de bandidos, mafiosos e afins para sanar toda a dor que a perda lhe causou. Segundo Castle, ele faz o trabalho que a polícia não faz, e esta é mais uma das (muitas) razões pelas quais é um assassino procurado em toda a América. Para Castle, bandido bom é bandido morto, mas a gente já sabe que isso não dá certo…


  • Capitão Nascimento (Franquia Tropa de Elite), por André Bozzetti

O protagonista de Tropa de Elite (2007) é um personagem muito controverso. Ele tem uma função catártica muito forte para aqueles que estão cansados da insegurança que vivemos no Brasil. No entanto, trazendo suas práticas para a realidade, percebemos que os excessos que ele comete não são justificáveis. Apesar de muita gente concordar e achar que “bandido bom é bandido morto” e que a polícia “tem mais é que bater e matar mesmo”, a tortura é proibida no país desde 1948 pelo menos. Ou seja, ao contrário do que podem pensar, ele não é um exemplo a ser seguido, viu amiguinhos?


  • Water White (Breaking Bad), por Diego Francisco

Com uma das jornadas mais bem desenvolvidas da história televisiva, Walter White (Bryan Cranston) era um pacato professor de química até descobrir que tinha câncer de pulmão e pouco tempo de vida. Disposto a deixar uma grande quantidade de dinheiro para sua mulher e filhos, Walter, junto com seu ex-aluno Jesse Pinkman (Aaron Paul), entra no tráfico de drogas. Como seu conhecimento de química é maior do que qualquer outro cozinheiro, a metanfetamina produzida por Walter alcança 99.1% de pureza, o que atrai a atenção de diversos inimigos. O Sr. White acaba não intencionalmente colocando sua família e a si mesmo em perigo diversas vezes, tendo de recorrer a medidas extremas para protegê-los. Conforme sua influência cresce, a persona de Heisenberg toma conta e Walter perde sua humanidade e acaba prejudicando irreparavelmente todos aqueles os quais se importava.


  • Driver (Drive), por Carlos Redel

Em Drive, aclamado filme do dinamarquês Nicolas Winding Refn, Ryan Gosling vive o típico herói das antigas: sem nome, de poucas palavras e misterioso. Entre os intervalos de seu trabalho de dublê, o personagem divide seu tempo em uma oficina mecânica e como motorista de fuga para quem contratar os seus serviços. Sem perguntas, nem reclamações. Ele faz o que precisa ser feito. No entanto, quando o marido (Oscar Isaac) de sua vizinha (Carey Mulligan) requer os seus serviços, ele se vê no meio de uma perigosa situação, em que deixará o profissionalismo de lado para proteger aqueles que estão com a vida em perigo. Apesar de suas ações terem um fundo nobre, ele se utiliza de extrema violência e até um certo grau de descontrole para derrotar os vilões da trama.


  • Jessica Jones, por Carlos Redel

A personagem que, atualmente, estrela a sua própria série na Netflix, está bem longe do que se espera de uma heroína. Jessica Jones (Krysten Ritter) é alcoólatra, não se importa muito com o bem-estar das pessoas e só quer curtir a sua melancolia em paz. Com um passado trágico, graças ao sádico Kilgrave (David Tennant), Jones ganha a vida como detetive particular, mas, volta e meia, acaba se envolvendo na vida daqueles que precisam de sua ajuda. Apesar de ter um único talento para a autodestruição, uma higiene questionável e ser um tanto quanto inconsequente, a personagem tem um bom coração e, mesmo reclamando bastante, está sempre disponível para proteger os indefesos.


  • Beatrix Kiddo (Franquia Kill Bill), por João Vitor Hudson

Também chamada de Mamba Negra, seu nome de guerra, ou simplesmente A Noiva, Beatrix Kiddo (Uma Thurman) sofreu. Sofreu bastante! Após uma tentativa de levar uma vida normal, depois de anos trabalhando como assassina profissional, Kiddo sofre uma tentativa de homicídio pelo seu antigo mentor, Bill (David Carradine), e acorda após quatro anos em coma. Com uma sede insaciável de vingança, a personagem de Uma Thurman está pronta para passar por cima de qualquer um que a impeça, seja o enfermeiro responsável por ela enquanto estava em coma (e que a estuprou), seja um clã de guerreiros ninja. Não é um exemplo a ser seguido, mas Kiddo ao menos recuperou sua filha (que até então estava morta para ela).


  • Wade Wilson (Franquia Deadpool), por André Bozzetti


O Mercenário Tagarela já justifica sua presença na lista por esse apelido. Se ele fosse um herói, não deveria ser mercenário, não é mesmo? Mesmo que o próprio Deadpool, por vezes, negue o seu lado heroico, em seus dois filmes ele realiza tarefas bem nobres. O problema é que, para isso, utiliza doses exageradas de violência (para não dizer sadismo), sem contar com o humor carregado de piadas politicamente incorretas. Felizmente, os filmes conseguem (sem grande interferência) deixar bem claro através de outros personagens que estas atitudes e pensamentos não são considerados corretos, e que servem exatamente para mostrar o quanto o protagonista é desajustado.


  • Wolverine (Franquia X-Men), por Diego Francisco

Apesar de passar um bom tempo salvando o dia ao lado dos X-Men, nem sempre foi assim para o Wolverine (Hugh Jackman). Desde que implantaram adamantium no seu corpo e o transformaram na Arma X, Logan sempre seguiu um caminho torto sem nenhum objetivo real. Na maior parte do tempo, ele queria apenas viver a sua vida em paz, mas a existência dele sempre é marcada pela violência e pela tragédia. Mesmo perdendo a memória em determinado ponto, ele ainda é assombrado por pesadelos e mesmo depois de entrar nos X-Men, é obrigado a matar a mulher que amava. O Wolverine nunca teve paz, até no futuro alternativo onde se passa Logan, ele é obrigado a cuidar de um perigosamente enfermo Charles Xavier (Patrick Stewart) e escoltar uma garotinha muito parecida com ele para um lugar seguro, uma missão em que mais mortes o seguem. Como ele mesmo já afirmou: “Deus fez de mim uma aberração, o homem fez de mim uma arma e eu vivi por tempo demais”.


  • Don Draper (Mad Men), por Diego Francisco

Draper (Jon Hamm) é casado e tem dois filhos, família que não o impede de viver uma vida dupla. O personagem na série sempre foi marcado pela sua infidelidade, inúmeras amantes passam pela narrativa, mas nenhuma é capaz de ficar com ele por muito tempo. Mesmo sendo um dos grandes nomes da publicidade e um funcionário inestimável na agência Sterling Cooper, ele é irresponsável e some por dias mesmo sem dar notícia. O que impede Don de ser claramente o vilão da trama, são os atos de mobilidade que ele faz volta e meia. Sua amizade com Peggy (Elisabeth Moss) é o maior exemplo disso, ele impulsionou a carreira dela inúmeras vezes e fez um bom papel como mentor.


  • Max Rockatansky (Franquia Mad Max), por Carlos Redel

Max Rockatansky (vivido por Mel Gibson nos três primeiros filmes e por Tom Hardy no quarto capítulo da franquia, Mad Max: Estrada da Fúria) vê sua vida desmoronar quando tem sua família assassinada por uma gangue de motoqueiros, que já tinha incendiado o seu ex-parceiro. Assim, o ex-policial rodoviário sai em uma caçada em busca de vingança e que acaba culminando na morte daqueles que lhe trouxeram dor. Como o “Mad” do título diz, Max acaba perdendo um pouco de sua sanidade e se torna um justiceiro que vive sem rumo. Em sua última aventura, Max, mais atordoado que nunca, acaba caindo em uma perigosa e mortal caçada no meio do deserto, tendo que proteger, ao lado da poderosa Imperatriz Furiosa (Charlize Theron), um grupo de mulheres que são usadas como escravas sexuais. Seus métodos (assim como o seu juízo) não condizem com os de um herói, mas, no final, entre erros e acertos, consegue fazer a justiça prevalecer, derrubando um tirano ditador e dando ao povo o que lhe é de direito.


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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