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Deadpool 2 | Crítica

Confira a opinião de Carlos Redel sobre a nova aventura do Mercenário Tagarela!

Deadpool 2 | Crítica

Deadpool 2

Ano: 2018

Direção: David Leitch

Roteiro: Rhett ReesePaul Wernick, Ryan Reynolds

Elenco: Ryan ReynoldsMorena BaccarinJosh BrolinZazie BeetzJulian DennisonBrianna HildebrandT.J. MillerTerry Crews, Bill SkarsgårdRob Delaney

Depois de uma primeira impressão horrível que tivemos de Deadpool, lá no tenebroso X-Men: Origens – Wolverine, o Mercenário Tagarela ganhou uma segunda chance — tudo bem que só foi após muita insistência por parte de Ryan Reynolds e um ótimo curta-metragem vendendo a ideia. O personagem mais perturbado da Marvel teve, em seu primeiro filme, um sucesso inesperado, tanto de crítica quanto de público. E todos sabemos o que acontece quando um longa de super-herói (ou anti-herói) se sai bem: ele ganha uma continuação. E, obviamente, não seria diferente com Deadpool.

Em sua segunda empreitada solo nas telonas, Wade Wilson (Reynolds), agora, está mais globalizado, eliminando a máfia ao redor do mundo (sempre com muita zoeira, é claro). No entanto, Deadpool se vê em uma situação inusitada: somente ele está entre um jovem e atordoado mutante, Russell (Julian Dennison), e Cable (Josh Brolin), que veio do futuro para dar fim ao garoto. Então, cabe ao falastrão proteger o menino, mas, para isso, ele acredita que precisará formar uma equipe. Eis que surge a tão aguardada X-Force — e muita comédia em torno disso.

Deadpool 2 sofre as consequências de ser a continuação de um produto com muito potencial: ele precisa ser maior. E não é só a questão da duração. O filme está mais megalomaníaco, mostrando que, agora, tem muito mais dinheiro para a produção e explora isso de maneira satisfatória. Todos os elementos na tela estão melhor trabalhados, incluindo a computação gráfica, os cenários e o visual dos personagens.

A coreografia das cenas de ação é outro ponto positivo. O diretor David Leitch, que já tinha em seu currículo os ótimos Atômica e John Wick, aqui, não perde a mão, trazendo uma melhora significativa em comparação ao trabalho realizado por Tim Miller. O cineasta também consegue trabalhar com toda a loucura esperada de uma aventura de Deadpool de uma maneira organizada, deixando com que se perceba os detalhes e referências — que são muitas, por sinal.

E, como esperado, a continuação não deixa a desejar nas piadas. Sem o trunfo da novidade que o seu antecessor teve, Deadpool 2 precisou se aprofundar ainda mais no universo da cultura pop, não poupando nada e nem ninguém, desde Thanos (Josh Brolin, o Cable, também vive o Titã Louco), passando pelos X-Men, o Universo DC, até Sharknado. Além disso, Ryan Reynolds, protagonista e também um dos roteiristas, abraça a sua carreira cheia de deslizes e tira sarro dela, entregando momentos geniais. Inclusive, a segunda cena pós-créditos é sensacional. Certamente, a melhor dentre todas as exibidas nos filmes de super-heróis. Sim, todas, inclusive as do MCU.

Claro que nem tudo são flores. Deadpool 2 sofre de problemas de roteiro — algo que, inclusive, o próprio Mercenário Tagarela tira sarro — e isso não incomodaria, se o filme não se levasse mais a sério do que o seu antecessor. Com a intenção de se aprofundar mais em seu protagonista, trazendo motivações mais emocionais para as suas atitudes, o filme mescla entre a zoeira sem limites e o drama. Às vezes, funciona bem. Em outras, nem tanto.

Mesmo com o incontestável protagonismo de Deadpool, o elenco de apoio está muito bem, principalmente com o acréscimo de Dominó (Zazie Beetz), que domina a tela quando aparece. O Cable de Josh Brolin está eficiente, apesar de, em um determinado momento, o personagem acabar tomando decisões que não condizem com a sua personalidade, enfraquecendo aquilo que foi trabalhado durante a projeção.

No final das contas, Deadpool 2, assim como o primeiro filme, é um sopro de leveza (e zoeira, obviamente) aos filmes de super-heróis. O longa consegue entregar uma aventura extremamente engraçada, com muita ação de qualidade e que faz com que a franquia se consolide, mas não enfiando o próximo goela abaixo (e isso, às vezes, é ótimo, viu MCU?). Ryan Reynolds e sua equipe entenderam o personagem e estão conseguindo extrair o que é há de melhor nele: pura diversão. E só podemos agradecer por isso. Que venham as novas aventuras do Deadpool!

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 12    Média: 3.2/5]


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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