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Especial | As 10 piores mães do cinema

Algumas progenitoras da cultura pop não merecem presente no Dia das Mães...

Especial | As 10 piores mães do cinema

Ah, as mães… Sempre pensamos nelas com carinho, amor e, muitas vezes, saudade, certo? Pois bem, nem sempre é assim. Algumas progenitoras transformam a vida de seus filhos em um verdadeiro inferno. E, obviamente, na cultura pop não poderia ser diferente.

Por isso, o Bode na Sala, que é do contra, separou as 10 piores mamães do cinema e, abaixo, explicamos os motivos por temos escolhido essas personagens que marcaram tanto — negativamente, mas marcaram.

Confira:

  • Norma Bates – Psicose (1960), por Rafael Bernardes

Norma é mãe solteira de Norman (a semelhança entre os nomes já diz muito sobre a personagem), criando-o de forma extremamente controladora, ciumenta e super protetora. Ela coloca na mente do menino que nenhuma mulher presta e que todas são prostitutas, exceto ela. Essa relação é extremamente prejudicial à Norman (Anthony Perkins) e, mesmo não ficando claro, fica subentendido que a relação também era incestuosa. O menino cresce e sua dependência e ciúmes com sua mãe crescem com ele. Quando ela está namorando com um homem, Norman envenena os dois, matando-os. A partir disso, o jovem começa a ter um distúrbio dissociativo de dupla personalidade, assumindo uma parte da essência de sua mãe. Agora, ele é duas pessoas e Norma Bates conseguiu criar um psicopata que nunca a esquecerá.

 

  • Sra. Robinson (Anne Bancroft) – A Primeira Noite de um Homem (1967), por Carlos Redel

Quando o recém-formado Ben Braddock (Dustin Hoffman) é seduzido por uma mulher mais velha, a Sra. Robinson (Anne Bancroft), que é esposa de um colega de trabalho do seu pai, ele não imaginaria que, além dessa experiência, também ganharia uma enorme dor de cabeça. O motivo? Ele acaba se apaixonando pela filha da mulher, Elaine (Katharine Ross). No entanto, mesmo sabendo da paixão entre os dois, a Sra. Robinson não desiste de Ben, infernizando não só a vida do rapaz como também a vida de sua própria filha.

 

  • Margaret White (Piper Laurie) – Carrie, a Estranha (1976), por Diego Frrancisco

A vida de Carrie White (Sissy Spacek) foi muito dura na escola, culpa disso foi de sua severa e fanática religiosa mãe, Margaret (Piper Laurie), que acabava com qualquer chance da filha de ter qualquer tipo de interação social com seus colegas. Carrie era tão negligente quanto a conhecimentos básicos que ao ter sua primeira menstruação no vestiário da escola, ela surta pensando que está sangrando até a morte, virando alvo de bullying das suas colegas. Quando Carrie chega da escola e conta pra sua mãe o que aconteceu, ela tranca sua filha no armário, uma punição comum na residência White, por considerar menstruação como algo pecaminoso. Felizmente, Carrie desenvolver poderes telecinéticos e pode se vingar de todos que fizeram mal a ela, incluindo sua mãe.

  • Pamela Voorhees (Betsy Palmer) – Sexta-Feira 13 (1980), por Diego Francisco

Deve ser lindo para uma mãe saber que seu filho herdou suas características, até mesmo quando for a natureza assassina. Jason (Ari Lehman) “morreu” afogado ainda criança no acampamento Crystal Lake, os monitores estavam transando ao invés de prestar atenção e fazer o seu trabalho. Incentivada pela voz de seu falecido filho na cabeça, Pamela Voorhees (Betsy Palmer) assassina os dois monitores, o que faz o acampamento encerrar as atividades. O melhor estava por vir, com medo do acampamento ser reaberto e haver um novo acidente, Pamela fez seu melhor para impedir isso: envenenou a água e provocou incêndios. Isso na primeira tentativa, anos depois quando tentaram reabrir Crystal Lake de novo (Parece Jurassic Park, nunca aprendem a lição), ela matou todos os jovens envolvidos, apenas Alice (Adrienne King) sobreviveu ao decapitar Pamela.


  • Kate McCallister (Catherine O’Hara) – Esqueceram de Mim (1990), por Carlos Redel

Obviamente, a família toda foi irresponsável e omissa em relação ao pequeno Kevin (Macaulay Culkin), mas o especial é sobre mães ruins, então… Sendo assim, Kate McCallister não poderia não estar nessa lista. Como que uma mãe viaja para outro estado e esquece o seu filho mais novo em casa? E o pior: na véspera de Natal. E o pior do pior: a criança está cercada por bandidos. E o pior do pior do pior: essa família não conhece ninguém que pudesse ir lá e salvar o Kevin. Claro que, dentro da proposta do filme, tudo é diversão, mas é preocupante que uma mãe aja assim com o seu filho. Ainda bem que ela aprendeu a lição, certo? Negativo! Dois anos depois, ela perdeu a bendita criança de novo. E, dessa vez, em Nova York.

  • Mãe do Stifler (Jennifer Coolidge) – American Pie (1999 – 2012), por Rafael Bernardes

American Pie foi uma febre no final dos anos 1990 e início dos anos 2000. Sendo uma comédia juvenil e voltada para o lado sexual, ela diverte com piadas que fogem do politicamente correto. Pode-se dizer que o filme é um fruto de seu tempo, ficando datado nos dias de hoje. Steven Stifler (Seann William Scott) é, de longe, o personagem mais engraçado do filme, muito por ser o mais infantil. Ele atormenta a todos e se acha o melhor. Uma reviravolta do filme é quando Paul Finch (Eddie Kaye Thomas), o maior alvo das brincadeiras do personagem, transa com a mãe do Stiffler. Ela é retratada como uma mulher mais velha, mãe solteira e que não se importa em ter relações com amigos de seu filho. A criação de Stifler nos leva a entender um pouco mais a si personalidade, quando conhecemos a sua progenitora. Aquela cabeça infantil, com uma obsessão sexual constante pode ser atribuída, em boa parte, a como ele vê sua mãe e as atitudes que ele toma. Sim, eu sei que essa explicação é um tanto machista, mas é um retrato do filme como um todo. Hoje em dia, essa relação e todo o American Pie não funcionariam (ainda bem).

 

  • Monica Swinton (Frances O’ Connor) – A.I. – Inteligência Artificial (2001), por Diego Francisco

Depois de o filho entrar em coma, Monica Swinton (Frances O’ Connor) e o seu marido compram David (Haley Joel Osment), um robô com a aparência e comportamento de uma criança, para substituir o vazio proporcionado pela falta do filho. Os meses passados com David foram excelentes para o casal, tirando algumas limitações (como não poder entrar da água ou comer), ele era praticamente perfeito. Quando Martin (Jake Thomas) sai do coma, conflitos começam a acontecer na casa entre o filho real e o artificial, o que resulta em Monica abandonar David numa floresta. David, que ama a mãe incondicionalmente, parte em uma longa e árdua jornada para tentar reencontrá-la.


  • Mary (Mo’Nique) – Preciosa: Uma História de Esperança (2009), por Carlos Redel

Preciosa: Uma História de Esperança é um soco no estômago. A trama, que é deprimente e revoltante do início ao fim, conta a trajetória de uma jovem, pobre, obesa e negra do Harlem, a Preciosa do título. Com uma vida catastrófica, a moça (Gabourey Sidibe) foi violentada na infância pelo pai, sofre abusos por parte da mãe, Mary (Mo’Nique), e está grávida do segundo filho, sendo que o primeiro, portador de Síndrome de Down, vive com a avó. Vivendo com Mary, Preciosa tenta escapar de sua trágica vida em uma nova escola, mas a sua mãe não a deixa sair de sua cruel realidade, humilhando, agredindo e explorando a sua filha. Enfim, elevando o significado de ‘megera’. Mo’Nique, provavelmente, conseguiu ser odiada por todos os espectadores — e isso lhe rendeu um Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Merecido.

 

Erica Sayers (Barbara Hershey) – Cisne Negro (2011)

A vida real têm vários exemplos de pais abusivos que fazem de tudo para que seus filhos alcancem o sucesso, como o pai do Michael Jackson, o pai da Serena Williams, a mãe da Tonya Harding. E como a arte imita a vida, na ficção não poderia ser diferente. Nina Sayers (Natalie Portman) sofreu muito nas mãos da sua controladora mãe, Erica (Barbara Hershey). Apesar da idade e do sucesso profissional, Erica não deixa de tratar sua filha como uma criança e tenta controlar todas as decisões da sua filha, até mesmo a de carreira. Erica ainda usa Nina para obter o prestígio que ela não conseguiu ter na sua carreira por causa da gravidez.

LaVona Harding (Allison Janney) – Eu, Tonya

O mais triste é saber que a LaVona Harding existiu. A personagem que rendeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante para Allison Janney é basicamente a “vilã” do filme. Isso porque, desde a infância de Tonya Harding, vemos a criança sofrer abusos psicológicos e maus tratos. Tonya (Margot Robbie) constantemente é ofendida pela sua mãe, e mesmo depois de estar com uma carreira de patinadora em ascensão, LaVona consegue diminuir a quase zero a autoestima e autoconfiança de sua filha. Os maus tratos foram tantos que quando Tonya se casou e o marido dela (Sebastian Stan) era abusivo, ela achava que era normal por conta de seu relacionamento com a mãe. Se não fosse a criação abusiva que LaVona deu para Tonya, talvez este filme e os escândalos narrados nem teriam acontecido…

 

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Estudante de jornalismo, tem 18 anos e é assistidor de séries semi profissional. Fissurado em cinema desde sempre, nunca trabalhou na área e é adepto ao estilo sul-coreano de vingança.

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