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Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos | Crítica

Confira a opinião de Carlos Redel sobre o drama estrelado por Edson Celulari!

Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos | Crítica

Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos

Ano: 2018

Direção: Paulo Nascimento

Roteiro: Paulo Nascimento

Elenco: Edson Celulari, Soledad VillamilLeonardo MachadoGiovana Echeverria, Roberto Birindelli

Vitório (Edson Celulari) é dono de uma pizzaria, marido, pai e deficiente visual. Com um sentido a menos, os demais ficaram mais aguçados. Assim, ele consegue, por exemplo, sentir se a massa da pizza está no ponto usando o tato e o olfato. Logo no início da projeção, é possível ver que o personagem é feliz com a sua realidade, pois sorri — abobadamente, inclusive — enquanto prepara uma pizza.

Vivendo com sua esposa Clarice (Soledad Villamil) e filha Alicia (Giovana Echeverria), Vitório é um corintiano fanático e tem em Cleomar (Leonardo Machado), o seu garçom, um fiel escudeiro que lhe serve como olhos. E tudo vai bem, até que um novo método oftalmológico surge e, com ele, a possibilidade de Vitório enxergar novamente. Mas, se a vida é perfeita do jeito que está, por que mudar?

Eis que entra o principal conflito da trama: Vitório não quer passar pelo procedimento, pois se sente bem com a cegueira. Clarice, no entanto, acredita que a vida do marido seria plena se ele voltasse a ver. Como deu para perceber, a história do longa é baseada no drama, pois temos uma situação complexa e que, se bem trabalhada, pode trazer interessantes mensagens. Mas não é o que acontece em Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos.

Para começar, vale ressaltar que é impressionante como o longa sofre em, praticamente, todos os aspectos. O roteiro é truncado e acredita ser mais do que realmente é. Diálogos extremamente expositivos e que, volta e meia, causam vergonha alheia. A direção de Paulo Nascimento é sem inspiração e não consegue extrair a emoção necessária para contar a história. Além disso, alguns recursos beiram ao amadorismo, como os efeitos usados para demonstrar a visão de Vitório.

No entanto, nada incomoda mais que as atuações. E a culpa nem é totalmente dos atores (tirando Celulari, que realmente está muito mal e, mesmo com anos atuando, não consegue captar a essência necessária para o desafio). A própria trama não dá espaço para o desenvolvimento satisfatório dos personagens, o que acaba deixando eles superficiais e sem conseguir passar nada além de indiferença, servindo de ponte para o protagonista. Ok, isso acontece em diversos filmes, mas aqui só prejudica ainda mais o longa. O motivo? O personagem principal é arrogante e egoísta, não deixando com que se faça uma conexão com ele.

Com o objetivo final de passar uma mensagem de “não precisa de olhos para enxergar a vida”, Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos falha em sua missão. Sem conexão com os personagens e uma história que não consegue passar emoção — ou qualquer outro sentimento —, a única coisa que se pode pensar no final da projeção é: como a talentosa Soledad Villamil aceitou participar de uma produção dessas? Os boletos devem estar atrasados…

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 1    Média: 1/5]


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 25 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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