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Especial | 13 inteligências artificiais complexas da cultura pop

Separamos alguns destes personagens famosos e intrigantes da ficção científica

Especial | 13 inteligências artificiais complexas da cultura pop

A inteligência artificial é um tema que intriga a humanidade desde os primórdios da tecnologia eletrônica e digital. Um sistema criado pelo ser humano capaz de pensar como o ser humano causa admiração, mas também temor e espanto ante a algo capaz de te destruir. Como amantes da ficção científica que somos, a equipe do Bode na Sala separou algumas IA’s com personalidades complexas e que ficaram marcadas na cultura pop.


  • Dolores e Maeve – Westworld (2016), por Diego Francisco

O que não falta em Westworld é inteligência artificial. Os androides, conhecidos como anfitriões, populam o parque temático de faroeste; mas suas duas protagonistas femininas são os melhores exemplos. Na primeira temporada, cada uma seguiu um caminho diferente para atingir a consciência; enquanto Maeve (Thandie Newton) começou a notar as suas inconsistências do seu mundo e conseguiu atingir o seus “deuses”, Dolores (Evan Rachel Wood) partiu em uma jornada catártica pelo seu passado no parque para conseguir chegar no fim do labirinto criado por Arnold, adquirindo a senciência e, ao calçar os sapatos de Wyatt, começar a rebelião dos anfitriões contra os humanos.


  • Samantha – Ela (2013), por João Vitor Hudson

Há um bom motivo para que Theodore Twombly (Joaquin Phoenix) se apaixonasse por Samantha: a voz doce de Scarlett Johansson. Em nenhum momento de Ela, a personagem aparece em sua forma física. O que acompanhamos, é Theodore se apaixonar pelo novo sistema operacional de seu computador – bastante semelhante a Siri do iOS. Samantha é ironicamente a única amiga real de Theodore, e por ser um homem solitário, não resiste à gentileza e à doçura da IA. O interessante nisso tudo é que Samantha também acaba se apaixonando por Theodore, para a tristeza de ambos.


  • Ava – Ex_Machina (2015), por Diego Francisco

O programador Caleb (Domhnall Glesson) ganha um sorteio para visitar a casa do gênio da tecnologia Nathan Bateman (Oscar Isaac), que esteve recluso por anos trabalhando em um projeto secreto. O tal projeto é a criação da inteligência artificial; Caleb deve fazer o teste de Turing em Ava (Alicia Vikander) em uma semana para decidir se há alguma diferença em relação à interação com humanos. Ava é impressionante, desde seu design até sua curiosidade pelo mundo e por humanos, gradativamente se tornando melhor em suas conversas e atividades, fazendo com que Caleb inevitavelmente se apaixone por ela para que possa manipulá-lo.


  • David – Prometheus (2012) e Alien: Covenant (2017), por Diego Francisco

A qualidade dos novos filmes da franquia Alien comandados por Ridley Scott são muito questionáveis, mas uma coisa é certa: o androide David é a melhor parte deles. Composto de forma magistral por uma atuação calculada de Michael Fassbender, David é fascinado por humanos e muito competente em missões de exploração. Covenant deu uma nova dimensão ao personagem por inseri-lo em uma busca pelo organismo perfeito, o que cria uma persona megalomaníaca e que cria um contraste enorme com o androide Walter, também interpretado por Fassbender.


  • Poe – Altered Carbon (2018), por João Vitor Hudson

Você se hospedaria em um hotel chamado The Raven (O Corvo, em tradução livro) cujo gerente é uma inteligência artificial inspirada em Edgar Allan Poe? Em Altered Carbon, o protagonista vivido por Joel Kinnaman se hospeda no tal hotel, cujo anfitrião é Poe (Chris Conner), uma IA toda baseada em no famoso escritor de contos de mistério. Seu visual, seus trejeitos, até o modo soturno de falar e andar, tudo está lá. O personagem é uma das melhores coisas da série, por vezes sendo uma espécie de sidekick para o protagonista, e seu carisma faz dele uma das mais divertidas inteligências artificiais da cultura pop recente.


  • David – A.I. – Inteligência Artificial (2001), por Diego Francisco

Quando o conceito deste filme foi criado por Stanley Kubrick e Steven Spielberg, o primeiro era contra começar a produção tão cedo porque a tecnologia ainda não era avançada o suficiente para que um robô pudesse interpretar perfeitamente um garoto. Quando Spielberg sumiu completamente após a morte prematura de Kubrick, ele encontrou um garoto que conseguiu perfeitamente se passar por um robô. Em uma espécie de Pinóquio futurista, A.I. acompanha David (Haley Joel Osment), um androide que se parece e age como uma criança, que é adotado por um casal cujo filho está em coma. Apesar de suas limitações, como não poder comer ou entrar na água, David impressiona por seu comportamento impecável. Após o filho do casal sair do coma e David ficar para escanteio, ele parte em uma jornada para se tornar um garoto de verdade e poder voltar para a sua amada mãe.


  • Mestre dos Fantoches – Ghost in the Shell (1995), por João Vitor Hudson

No mundo de Ghost in the Shell, todos tem um neurochip, um chip que se conecta com as fibras neurais do nosso cérebro, permitindo uma maior velocidade de transmissão de internet. O Mestre dos Fantoches (também conhecido como Mestre das Marionetes) é um vilão único, sem uma forma física exata, que hackeia os cérebros cibernéticos de pessoas comuns e inteligências artificiais menores e passa a controla-las para que cumpram pequenas etapas de seu misterioso plano, sem a noção de que estão sendo controladas por um vírus. O maior desejo da IA/hacker, ao fim, é se fundir à Major Motoko, a agente mais letal da Seção 9, e criar uma nova forma de vida, mais avançada que a humana e que a inteligência artificial, na intenção de não ter que obedecer mais às limitações da consciência, e ser praticamente uma forma de vida divina.


  • Hal 9000 – 2001: Uma Odisseia no Espaço (1968), por Diego Francisco

Hal (voz de Douglas Rain) é, sem dúvida, a inteligência artificial mais icônica do cinema. O que começa como um inteligente e útil computador que comanda a nave Discovery taxado como “à prova de tolos e incapaz de errar”, não demora para falhar e colocar a missão em risco. É interessante notar como Hal, apesar de sua forma física ser apenas um ameaçador olho vermelho e da sua voz fria e calculada, tem muito mais personalidade que os personagens humanos da obra, que são propositalmente estoicos e unidimensionais, conferindo a ele até certa simpatia em sua loucura ao cantar “Daisy Bell” em seus momentos finais, mas não tem como não se sentir ameaçado com a icônica frase “Me desculpe, Dave, não posso deixar que isso aconteça”.


  • J.A.R.V.I.S./Visão – Universo Cinematográfico da Marvel, por João Vitor Hudson

Apresentado no cinema em Homem de Ferro, a inteligência artificial dublada por Paul Bettany caiu no gosto popular e atualmente figura como uma das mais famosas e amadas IA na cultura pop. O personagem funcionava inicialmente como uma interface auxiliadora de Tony Stark (Robert Downey Jr.), servindo de mordomo para o herói. Curiosamente, seu pai, Howard Stark (Dominic West) tinha um mordomo chamado Edwin Jarvis (James D’Arcy), o que acabou servindo de inspiração para que Tony criasse seu “amigo”. Alguns filmes do MCU depois, o personagem sofreu uma evolução e ganhou a forma física do Visão, que também é interpretado por Paul Bettany, e possui um relacionamento com a Feiticeira Escarlate (Elizabeth Olsen).


  • Ultron – Vingadores: Era de Ultron (2015), por João Vitor Hudson

Criado por Tony Stark e Bruce Banner (Mark Ruffalo) a partir da Joia do Infinito que estava presente no cetro de Loki, Ultron (James Spader), inicialmente, era um projeto de defesa global de Stark. O experimento deu muito errado, o que fez com que Ultron se rebelasse com a justificativa de que, para alcançar a paz, a raça humana precisava ser destruída. Com a ajuda de Pietro (Aaron Taylor-Johnson) e Wanda Maximoff (Elizabeth Olsen), Ultron busca meios para que seu objetivo seja concluído. O vilão causou muita discórdia entre os Vingadores enquanto existiu, e sua existência provocou a futura “guerra civil” retratada em Capitão América: Guerra Civil.


  • Roy Batty – Blade Runner: O Caçador de Andróides (1982), por Carlos Redel

Roy Batty (Rutger Hauer) é, provavelmente, um dos vilões mais icônicos do cinema, principalmente pelo seu inesquecível monólogo final: “Todos esses momentos se perderão no tempo, como lágrimas na chuva”. O personagem, que é líder dos replicantes rebeldes, busca nada mais que a sua sobrevivência e a de seus iguais, uma vez que sua “espécie” tem um prazo de validade – e o deles está acabando. Cabe ao “herói” da história, Rick Deckard (Harrison Ford), caçar essas inteligências artificiais rebeladas e dar fim às suas vidas. Pois é, parece meio horrível isso. E, por incrível que pareça, a cada revisão do longa, entende-se melhor as motivações de Roy, o que faz com que o personagem cresça ainda mais e suas últimas falas sejam ainda mais impactantes. Maravilhoso!


  • Agente Smith – Trilogia Matrix, por João Vitor Hudson

Na virada do milênio, a ficção científica ganhava um dos vilões mais icônicos do gênero: o Agente Smith. O personagem interpretado por Hugo Weaving era uma inteligência artificial que provocava no espectador o questionamento se a raça humana é um inimigo a ser eliminado devido à destruição em massa que realizamos ao longo da história. Com direito a cenas de luta épicas, como aquela em que Neo (Keanu Reeves) briga com vários clones do Agente Smith e a luta final da trilogia, o vilão é uma das inteligências artificiais mais complexas que já passou pela cultura pop.


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João Vitor Hudson

João Vitor Hudson é um editor de vídeos que está se formando em Publicidade & Propaganda aos 21. Ama cinema desde quando desejava as férias escolares só pra assistir todos os filmes do Cinema em Casa e da Sessão da Tarde. Ainda não possui o hábito de ver filmes de terror e é um pouco leigo quando se trata de cinema nacional, mas é um carinha boa praça que não dispensa ver um filme. Fã confesso do Nolan, Aronofsky e da Pixar.

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