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Perdidos no Espaço – 1ª temporada | Crítica

Confira a opinião de João Vitor Hudson sobre o remake dá clássica série de ficção científica

Perdidos no Espaço – 1ª temporada | Crítica

Perdidos no Espaço – 1ª temporada

Ano: 2018

Criador: Irwin Allen

Elenco: Molly ParkerToby StephensMaxwell Jenkins, Taylor RussellMina SundwallIgnacio SerricchioParker PoseyBrian SteeleRaza Jaffrey

Desde seu anúncio, o remake de Perdidos no Espaço que a Netflix iria realizar já despertava a curiosidade. Na época, a empresa estava produzindo séries originais excelentes e ousadas, e esta seria uma incursão no gênero da ficção científica, que comumente é sinônimo de alto orçamento e traria a oportunidade de contar uma história clássica da TV com os recursos e linguagem dos tempos modernos. Alguns anos depois e muitas séries razoáveis (outras bem ruins), pairava no ar se essa refilmagem daria certo, e após Altered Carbon, outro sci-fi da empresa, a expectativa de muita gente diminuiu. Felizmente, Perdidos no Espaço provou ser uma surpresa.

A aventura acompanha os Robinson, uma família que se aventurou no programa de exploração espacial quando a terra começava a se tornar inabitável. Maureen (Molly Parker) é a matriarca, uma engenheira que ajudou a projetar a Resolute, uma estação espacial que levaria diversas outras famílias para a colônia de Alpha Centauri. John (Toby Stephens) é o pai, um ex-militar ausente de casa que busca uma maneira de se reconectar com seus filhos no espaço. E tem ainda os 3 filhos: Will (Maxwell Jenkins), Judy (Taylor Russell) e Penny (Mina Sundwall), cada um com suas personalidades bem definidas todos identificáveis.

Quando a Resolute é misteriosamente atacada, todas as naves que ali habitavam precisam realizar uma saída de emergência para o planeta mais próximo, que tem características bem semelhantes às da Terra. Apesar de no início do programa o senso de perigo ser praticamente nulo – é óbvio que vão se safar daquelas perigosas situações, mas não há urgência nelas –, isso é algo rapidamente corrigido, e quando o tom é finalmente acertado, percebemos o que Irwin Allen, a mente por trás desta nova versão, queria fazer: resgatar o espírito otimista da ficção científica presente no original e tão em falta atualmente.

As situações em que os Robinson e outros sobreviventes se envolvem são empolgantes: chuva de materiais que cortam tanto quanto o diamante, tempestades solares, acidentes causados por erupções, tremores de terra, um poço de piche… Todo esse perigo está presente em cena, e além disso, há duas misteriosas figuras em cena cujas intenções são desconhecidas: o robô alienígena por quem Will Robinson se afeiçoa e a Dra. Smith (Parker Posey). Há também algumas doses fortes de tensão, o que deve acolher alguns fãs de filmes de terror – o episódio 9 lembra bastante o recente Um Lugar Silencioso.

Aqueles que estão acostumados com ficções científicas mais densas podem acabar não curtindo Perdidos no Espaço, mas quem está acostumado com produções mais ao estilo “spielbergiano”, terá um prato cheio. A série da Netflix vem para mostrar que a humanidade precisa de otimismo e esperança, principalmente em tempos sombrios como os vividos pelos personagens e os que também vivemos hoje.

Nota do crítico:

Nota do público:

[Total: 3    Média: 3/5]


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João Vitor Hudson

João Vitor Hudson é um publicitário aos 22 anos. Ama cinema desde quando desejava as férias escolares só pra assistir todos os filmes do Cinema em Casa e da Sessão da Tarde. Ama o MCU, e confia bastante no futuro da DC nos cinemas.

Comments

  1. Terminei de ver ontem.

    A serie começou bem mas foi decaindo.

    A produção está excelente. Excelente fotografia. Direção impecável. Efeitos e visual de ultima linha.
    Maaasssss… o roteiro peca em muitos pontos:
    Muita coincidência , coisas acontecendo no timing exato e Deus Ex Machina a todo momento. Sobrevivência dos protagonistas de maneiras milagrosas e mal explicadas.
    Quase tiram o prazer de assistir.
    Vc passa boa parte do seriado imaginando como teria que ser feito pra ficar decente e mais realista.

    Se piorar (ou mesmo continuar assim, nesse nível) na próxima temporada eu vou acabar esquecendo … como fiz com Stranger Things.

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