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Baseado em Fatos Reais | Crítica

Confira a opinião de Rafael Bernardes sobre o novo longa de Roman Polanski!

Baseado em Fatos Reais | Crítica

Baseado em Fatos Reais (D’après une histoire vraie)Resultado de imagem para baseado em fatos reais poster

Ano: 2017

Roteiro: Olivier Assayas, Roman Polanski

Direção: Roman Polanski

Elenco: Emmanuelle Seigner, Eva Green, Vincent Perez, Josée Dayan, Camille Chamoux, Brigitte Roüan, Dominique Pinon, Noémie Lvovsky

Roman Polanski é um cineasta que, quando lança algo novo, a expectativa de quem o conhece é alta. Todos sabemos de sua qualidade atrás das câmeras, mas é inegável que em Baseado em Fatos Reais, ele parece não saber o que estava fazendo. Com uma premissa interessante, o longa esbarra em tentativas de inovação, que não são bem feitas e se tornam clichês.

A história gira em torno de Delphine (Emmanuelle Seigner), uma escritora de sucesso que está cansada da fama, por conta de sua última obra ser extremamente pessoal. Ela encontra Elle (Eva Green), uma jovem atraente e encantadora. As duas vão se aproximando de uma forma estranha e o ritmo da produção no primeiro ato acaba piorando as coisas, por fazer com que demoremos para nos conectar com as personagens.

A protagonista é pouco desenvolvida e pistas são atiradas em cena, para dar a entender o quão perturbada ela está. O grande problema é que não fica palpável o seu sofrimento, muito por conta da ocultação dos fatos. Um dos maiores méritos do longa é estabelecer a tensão, o que é bem feito no segundo e terceiro ato.

Polanski emular sua própria direção, mas os enquadramentos não são precisos e os planos longos mal colocados. Porém, a direção não é nem de longe o principal problema do filme. O roteiro é confuso e desconexo, com alguns furos. Nada fica claro, mas não parece ser assim para fazer o público pensar, parece que não há realmente um significado. É como se o roteirista tivesse desistido de continuar a contar a história e só escolheu o desfecho mais simples e tentou deixar “cult”.

A atuação de Eva Green é caricata e exagerada, utilizando diversos trejeitos. Emmanuelle Seigner está bem, com uma boa presença de cena. A fotografia é um tanto acinzentada, passando a sensação de que faltam sentimentos na vida da protagonista. Porém, isso não é bem explorado. Polanski volta aos cinemas com um filme confuso, desconexo e que acaba ficando clichê ao se aproximar do final.

Nota do crítico:

 

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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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