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Rampage: Destruição Total | Crítica

Confira a opinião de Carlos Redel sobre o longa estrelado por Dwayne Johnson!

Rampage: Destruição Total | Crítica

Rampage: Destruição Total (Rampage)

Ano: 2018

Direção: Brad Peyton

Roteiro: Ryan EngleCarlton CuseRyan J. CondalAdam Sztykiel

Elenco: Dwayne JohnsonNaomie HarrisJeffrey Dean Morgan, Malin Akerman, Jake LacyJoe Manganiello

O novo filme de Dwayne Johnson, como o correto subtítulo dado em terras tupiniquins diz, é uma destruição total. Não há nada que, realmente, empolgue no longa, que tem uma história extremamente rasa e um único objetivo: mostrar seres gigantes (The Rock incluído) quebrando tudo o que encontram pela frente.

Na trama, uma companhia faz experiências genéticas no espaço, porque, se caso dessem erradas, poderiam acarretar em um grave problema na Terra. Obviamente, após uma falha, o caos se instaura na estação espacial e as amostras dessas experiências caem no único lugar possível: os Estados Unidos. Sorte que é nesse lugar que vive o Dwayne Johnson e seus músculos.

Um cuidador de animais e ex-militar, obviamente, Davis Okoye (Johnson), precisa volta à ação quando um dos gorilas do lugar em que trabalha se contamina com as substâncias vindas do espaço. O animal, então, começa a crescer incontrolavelmente, ao mesmo tempo em que vai se tornando extremamente agressivo. No entanto, o primata não é o único bicho a encontrar as experiências. Um lobo e um crocodilo também são infectados. E os três rumam à cidade grande, deixando um rastro de caos. Cabe à rocha mais querida de Hollywood resolver esse problemão.

Claro que existe uma grande e gananciosa corporação por trás disso tudo. E é nela que estão dois dos piores vilões do ano: os irmãos Wyden (Malin Akerman e Jack Lacy). E, não, não são piores no sentido de malvados. São piores no sentido de serem muito ruins, mesmo. Estereotipada ao último, quando a dupla está em cena, a vergonha alheia prevalece. E as resoluções para os dois, então, fecham com chave de ouro toda a patética participação dos personagens.

Já na área dos heróis, temos o sempre carismático Dwayne Johnson, que nem parece tão à vontade nesse filme. A Naomi Harris – que só pode estar com boletos atrasados, para ter entrado nessa -, que vive a cientista boazinha que teve o seu projeto usado para o mal. O Jeffrey Dean Morgan, um agente que se acha vaqueiro, mas que é, basicamente, o Negan, personagem do ator em The Walking Dead. E o gorila albino George, o melhor personagem do filme. Sério, o animal é o melhor desenvolvido.

Com a simples meta de trazer ação desenfreada, animais gigantes e muita explosão, Rampage falha até nisso. O filme começa sem ritmo e, ao passar do tempo, já que o roteiro basicamente não existe, ele deveria entregar bons efeitos especiais. E, apesar de ser eficiente nas destruições, o longa falha com os animais. A computação gráfica do gorila George é muito bem feita, é verdade, mas não passa de ok com o crocodilo e se mostra extremamente fake com o lobo voador. Sim, tem um lobo gigante voador. E essa mistura causa estranheza.

Com direção de Brad Peyton, que já havia comandado Dwayne Johnson no fraco Terremoto: A Falha de San Andreas, Rampage: Destruição Total, que é baseado em um game homônimo, é isso: roteiro mínimo, falta de ritmo, frases clichês, diálogos irritantemente expositivos, personagens rasos e ambição de chegar em lugar nenhum. Ao sair da sessão, o longa é quase que instantaneamente deletado pelo cérebro, por não trazer nada de relevante ou memorável.

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 4    Média: 3/5]


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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