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Santa Clarita Diet – 2ª temporada | Crítica

Confira a opinião de João Vitor Hudson sobre o novo ano da série de zumbis estrelada por Drew Barrymore!

Santa Clarita Diet – 2ª temporada | Crítica

Santa Clarita Diet – 2ª temporada

Ano: 2018

Criador: Victor Fresco

Elenco: Drew Barrymore, Timothy OlyphantLiv HewsonSkylar GisondoMary Elizabeth EllisNatalie MoralesNathan FillionRamona Young

No comecinho de 2017, a Netflix lançou uma inusitada série que misturava o horror com a comédia cujo resultado é Santa Clarita Diet. Com sua estreia em fevereiro do ano passado, época em que os mais aficionados estão muito ocupados procurando os filmes do Oscar, e com o lançamento semanal e desenfreado de conteúdo do serviço de streaming, a série de Victor Fresco (que descobri ter trabalhado na clássica ALF, o ETeimoso como supervisor de produção, o que explica um pouco sua habilidade em misturar gêneros) tinha tudo para cair no limbo do esquecimento das produções originais da Netflix. Felizmente, Santa Clarita Diet tinha um uma carta na manga para evitar que isso acontecesse: os protagonistas, interpretados por ninguém menos que Drew Barrymore (que também estava esquecida pela mídia) e Timothy Olyphant. A série foi bem recebida, conseguiu um sinal verde para continuar e, felizmente, foi renovada, pois a nova temporada continua com o bom humor cínico e expande seu universo de maneira admirável.

O segundo ano começa exatamente de onde o primeiro terminou. Sheila (Barrymore) está trancada no porão de sua casa e Joel (Olyphant) procura alguma ajuda num hospital psiquiátrico. A saúde da matriarca dos Hammond está cada vez mais debilitada e sua filha, Abby (Liv Hewson), junto de Eric (Skyler Gisondo), procura um modo de evitar a morte oficial de sua mãe. Este plot é rapidamente resolvido, mas o que move mesmo o novo ano da série são os desdobramentos que surgem a partir dele e as relações dos protagonistas com os coadjuvantes, com um tempo de tela cada vez maior.

A nova temporada está cheia de surpresas positivas. A maior delas é o retorno de Gary (Nathan Fillion) à trama. A maior parte do público dificilmente vai se lembrar dele, mas o personagem foi a primeira vítima de Sheila. O personagem volta como uma cabeça falante. O motivo? Quando os Hammond o enterraram, não se lembraram de matar o cérebro, que é uma das regras mais básicas quando se trata de derrotar um morto-vivo. Gary não volta gratuitamente, ele serve muito ao roteiro (e pelo visto, vai continuar o fazendo).

O roteiro de Santa Clarita Diet está cada vez mais cheio de tiradas. Momentos como o de Abby encontrando uma cabeça falante em casa e simplesmente dizendo “hoje não” são capazes de liberar um sorriso na pessoa mais carrancuda. E não só esses momentos sarcásticos que funcionam. Apesar de se tratar de uma série fantástica, ela possui alguns instantes que mostram que o mundo real ainda está lá para ser vivido, onde existem nazistas e patrões que demitem funcionárias apenas por terem lhe questionado. São cenas como a de Joel dizendo que um dos dois precisa por comida em casa que mostram que ainda existem seres humanos com problemas humanos.

Santa Clarita Diet entregou um segundo ano sólido, que expande seu universo e mostra novas camadas de seus personagens (apesar do curto espaço de tempo no qual toda a série se passou). O modo como eles são desenvolvidos entre piadas rápidas é muito mais funcional do que seria se cada um deles precisasse de um episódio inteiro para isso, e ainda sobra tempo para que a história principal aconteça. O futuro da série se mostra bastante promissor. Já temos uma noção de como começou a epidemia de zumbis, e a expectativa é que, caso uma terceira temporada aconteça, seja mostrada a origem disso tudo. Não cair em uma mesmice, como ocorreu com certas séries com temáticas semelhantes, não é mais uma opção, mas uma obrigação.

Nota do crítico:

 

Nota dos usuários:

[Total: 5    Média: 5/5]


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João Vitor Hudson

João Vitor Hudson é um publicitário aos 22 anos. Ama cinema desde quando desejava as férias escolares só pra assistir todos os filmes do Cinema em Casa e da Sessão da Tarde. Ama o MCU, e confia bastante no futuro da DC nos cinemas.

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