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Especial | 10 atores que foram obrigados a estrelar filmes que não queriam

Na hora de assinar um contrato com um estúdio, fique ligado...

Especial | 10 atores que foram obrigados a estrelar filmes que não queriam

Fazer um filme em Hollywood é um sonho para a maioria das pessoas, certo? Bem, nem sempre. Para alguns atores, estrelar um longa pode ser um pesadelo. Muito artistas, por questões contratuais, são obrigados a estrelar produções que não querem. Então, fica a dica: se vocês for um ator em ascensão, preste atenção antes de assinar um contrato para estrelar diversos filmes.

Confira 10 atores que foram obrigados a participar de longas que não queriam:


  • Jessica AlbaQuarteto Fantástico e o Surfista Prateado (2007), por Carlos Redel

Hoje em dia, poucos atores recusariam participar de uma produção de filmes de super-heróis. No entanto, antes da popularidade — e da qualidade — dos filmes do Universo Cinematográfico da Marvel, a Fox produziu o longa-metragem de Quarteto Fantástico. E Jessica Alba, intérprete da Mulher-Invisível, ficou insatisfeita com o desempenho do filme. No entanto, mesmo contra a sua vontade, a atriz precisou seguir na sequência, visto que o seu contrato era válido por três longas. Alba teve sorte que a continuação foi um fracasso de crítica e teve uma bilheteria insatisfatória. Assim, não precisou retornar para a terceira parte — que nunca saiu.


  • Edward Norton Uma Saída de Mestre (2003), por Carlos Redel

Edward Norton nunca deixou de declarar a sua insatisfação por estrelar Uma Saída de Mestre, afirmando que só fez parte do filme por conta de uma obrigação contratual. Quando estrelou seu primeiro filme, As Duas Faces de um Crime, Norton assinou um contrato com a Paramount de fazer mais dois longas. Logo depois de ter sido indicado ao Oscar pelo suspense, diversos outros estúdios ofereceram papéis para o ator — ele aceitou e acabou não fazendo mais nenhum filme da Paramount. Depois de algum tempo, o ator negociou um novo contrato com a companhia. O documento dizia que Norton era obrigado a fazer somente mais um filme para o estúdio, que ofereceu Uma Saída de Mestre para o ator — que, obviamente, não queria estrelá-lo. Mas ele não teve opção. A Paramount enviou uma carta dizendo que ele tinha que fazer o filme e até o ameaçaram com um processo. Norton, por livre e espontânea pressão, aceitou. No entanto, ele se recusou a participar de qualquer ação promocional para o filme.


  • Channing TatumG.I. Joe: A Origem de Cobra (2009), por Carlos Redel

Coach Carter: Treino para a Vida foi o primeiro filme de Channing Tatum. O ator, para estrelar o drama, aceitou assinar um contrato de três filmes com a Paramount. Após a estreia, a carreira de Tatum começou a decolar. Um belo dia, o ator recebeu uma ligação do estúdio, afirmando que um roteiro estava sendo enviado para o ator. E esse roteiro era de G.I. Joe: A Origem de Cobra. Tatum, fã dos brinquedos que inspiraram o longa, não gostou do script. Insatisfeito, o ator até pediu para interpretar Snake Eyes, que não mostraria o rosto, mas a Paramount não deixou. O estúdio, já sem paciência, afirmou que, se o ator não estrelasse o longa, seria processado. Obviamente, Tatum aceitou. Para piorar, o ator ainda precisou fazer uma ponta na sequência, G.I. Joe: Retaliação.


  • Jennifer GarnerElektra (2005), por Carlos Redel

Demolidor: O Homem Sem Medo não agradou muito aos fãs do personagem. No entanto, a produção agradou Jennifer Garner, a intérprete de Elektra no filme. A atriz, empolgada, assinou contrato com a Fox para estrelar o filme solo da personagem. No entanto, após confusões internas que, consequentemente, destruiriam o filme, Garner viu que o projeto era uma cilada. E ela até tentou pular fora. Mas não adiantou, depois do contrato assinado, ou ela atuava — de maneira bem duvidosa — em uma das piores produções de super-heróis da história ou levava um belo processo. O resultado, infelizmente, todos nós sabemos qual foi…


  • Keanu ReevesO Observador (2000), por Carlos Redel

Os anos 1990 e o início dos 2000 foram ótimos para Keanu Reeves. Apesar disso, o ator, que tinha no currículo sucessos como Caçadores de Emoção, Velocidade Máxima e Matrix, acabou fazendo o questionável O Observador. O motivo? Bom, é bem bizarro. O filme foi dirigido por Joe Charbani, que filmou a turnê da banda de Reeves, a Dogstar. No entanto, o cineasta, aparentemente, forjou a assinatura do ator para que ele participasse do longa. Como não tinha como provar o suposto crime, Reeves não só estrelou o longa, como também respeitou a cláusula que o impedia de falar sobre sua contratação para o trabalho. Felizmente, quase todo mundo já esqueceu de O Observador, mas Reeves continua sendo tido como um queridão.


  • Chris Hemsworth e Jessica Chastain – O Caçador e a Rainha de Gelo (2016), por Diego Francisco

Branca de Neve e o Caçador foi um sucesso de bilheteria, mas não foi tão recebido bem pela crítica. Como estúdios não ligam para críticas, a sequência era certa. Kristen Stewart e Chris Hemsworth não queriam retornar para a sequência, já que, quatro anos depois do original, suas carreiras estavam em momentos completamente diferentes. Stewart conseguiu não fazer o filme porque o seu contrato não a obrigava a nada, o que não era o caso de Hemsworth. Sai Branca de Neve do título e agora temos O Caçador e a Rainha de Gelo. Jessica Chastain também foi obrigada pela Universal pelo contrato assinado em A Colina Escarlate, romance gótico de Guillermo Del Toro.


  • Emily BluntAs Viagens de Gulliver (2010), por Diego Francisco

O Diabo Veste Prada pode ter lançado a carreira de Emily Blunt, mas também foi um pé no saco dela. Ao ter aceitado o papel na aclamada adaptação com Anne Hathaway e Meryl Streep, ela assinou fazer um filme de escolha da Fox. Para o azar a atriz, este filme foi o péssimo As Viagens de Gulliver. E piora: por causa da agenda das filmagens, Blunt não pôde aceitar o papel de Viúva Negra em Homem de Ferro 2, que acabou caindo para Scarlett Johansson. Pode ter sido um pesadelo na época, mas hoje Emily Blunt não liga; ela está feliz em não estar contratualmente obrigada a participar de inúmeras produções da Marvel, o que nos leva para nossos dois próximos casos.


  • Natalie PortmanThor: O Mundo Sombrio (2013), por Carlos Redel

A Marvel tem um histórico de demitir diretores por diferenças criativas. Foi assim com o Edgar Wright, em Homem-Formiga, e com Patty Jenkins, que mais tarde dirigiria Mulher Maravilha, em Thor: O Mundo SombrioNatalie Portman, por sua vez, não gostou da demissão da diretora e, além disso, também não queria fazer parte do filme: a atriz tinha acabado de dar à luz ao seu primeiro filho e queria dar uma pausa na carreira para lidar com a maternidade. No entanto, o seu contrato a obrigava a fazer a sequência e, para não levar um processo, Portman atuou no longa contra a sua vontade.


  • Idris Elba Thor: O Mundo Sombrio e Vingadores: Era de Ultron (2015), por Carlos Redel

Heimdall é um dos personagens mais desperdiçados do MCU. Os filmes não dão a devida atenção para o personagem, que é interpretado pelo talentoso Idris Elba, e, para todos os efeitos, ele não curte estar nos filmes. Elba não ficou contente em participar das refilmagens de Thor: O Mundo Sombrio. O ator também foi obrigado a gravar uma única cena em Vingadores: Era de Ultron. Para isso, ele teve de interromper suas férias em Ibiza para fazer a pequena participação no filme. Imagine o horror de interromper suas férias para trabalhar…


  • Todo o elenco de Para Maiores (2013), por Carlos Redel

Se você já assistiu Para Maiores, você sabe o quanto o filme é agressivamente ruim e doloroso de se assistir. É curioso que tantos atores excelentes estejam no filme: Kate Winslet, Emma Stone, Halle Berry e Julianne Moore — isso só para citar vencedoras do Oscar — e muitos outros grandes nomes de Hollywood. Todos fizeram parte do filme por um motivo: a arte do golpe. O produtor Charlie Wessler teve a ideia do projeto e, de alguma forma, conseguiu que Hugh Jackman e Winslet fizessem uma cena, que foi filmada quatro anos antes do filme ter sido lançado. Usando o calibre dos dois atores, ele conseguiu convencer outros grandes nomes a participar do longa e, assim, deu-se início a uma espécie de efeito dominó. Os atores, no entanto, assinaram para o filme sem ter muita ideia de quais seriam seus papéis. Quando leram o roteiro, a maioria quis abandonar o projeto, mas o contrato os obrigava a filmar as cenas.


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Jornalista e radialista, é um dos fundadores do Bode na Sala. Tem 26 anos, se orgulha de ter nascido em São Borja, no interior do Rio Grande do Sul, e, atualmente, mora em Porto Alegre. Trabalhou em todas as áreas que se pode imaginar, mas acabou caindo no submundo geek. É fã do Jim Carrey, acha que o Ben Affleck é o melhor Batman do cinema, não suporta pseudo-cultismo e pretende dominar o mundo.

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