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Pedro Coelho | Crítica

Confira a opinião de Rafael Bernardes sobre o filme infantil estrelado por  Domhnall Gleeson!

Pedro Coelho | Crítica

Pedro Coelho (Peter Rabbit)

Ano: 2018

Direção: Will Gluck

Roteiro: Will GluckRob Lieber

Elenco: Domhnall Gleeson, Rose Byrne, Sam Neill, Marianne Jean-Baptiste

Pedro Coelho é um longa que mistura animação 3D realista com atores e ambientações reais. Temos vários exemplos de filmes semelhantes que não deram certo, como o recente Pica-Pau. Aqui, os animais são extremamente carismáticos e fazem com que nos importemos com o que está sendo contado.

A trama conta a história de Pedro, o primogênito de sua família, que perdeu os pais quando ainda era filhote. Ele e suas três irmãs viram seu pai ser capturado e morto por Severino, um homem rancoroso e extremamente caricato. O bom é que esse vilão unidimensional dura pouco tempo em tela. A saga da família de coelhos é invadir a horta do velho para se alimentar e o longa deixa claro que ali era a casa dos animais, antes dos humanos invadirem.

O vilão principal da produção assume o lugar de seu tio avô. Mr. McGregor (Domhnall Gleeson) é outro personagem caricato, mas que incomoda menos. Ainda temos Bea (Rose Byrne), uma artista protetora dos animais e amiga dos coelhos. Logo na primeira cena já sentimos o clima que o longa terá, com piadas bobas, mas que funcionam para o público alvo. A obra é infantil e funciona um pouco para adultos, se os mesmos se permitirem abstrair diversas coisas que não seriam tão interessantes.

As atuações de Gleeson e Byrne estão dentro da proposta. Os personagens importantes mesmo são os animais. Suas motivações são palpáveis e mesmo que colocadas dentro do contexto humorístico, trazem reflexões sobre como tratamos os animais. Há piadas inteligentes entre espécies, com boas sacadas. O desenvolvimento de Pedro Coelho é bem realizado, fazendo com que seja possível entendê-lo.

A direção de Will Cluck é precisa, não abusando de planos abertos e apostando em planos longos, sem muitos cortes. Em alguns momentos os efeitos especiais deixam a desejar, mas nada que estrague a experiência. O roteiro é um tanto previsível, mas brinca consigo mesmo, até soltando piadas sobre o desfecho da história antes de acontecer. Alguns recursos são mal colocados, como a quebra da quarta parede.

A estrutura do filme se baseia em um ótimo primeiro ato, um segundo ato fraco, com um ritmo ruim, e em um terceiro ato satisfatório e até emocionante em determinados momentos. É possível se divertir, tendo qualquer idade e é um prato cheio para as crianças. Aposto que será transmitido diversas vezes na Sessão da Tarde nos próximos anos.

Nota do crítico: 

 

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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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