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A Melhor Escolha | Crítica

Confira a opinião de Rafael Bernardes sobre o novo filme de Richard Linklater!

A Melhor Escolha | Crítica

A Melhor Escolha (Last Flag Flying)

Ano: 2017

Direção: Richard Linklater

Roteiro: Richard Linklater

Elenco:  Steve Carell, Bryan Cranston, Laurence Fishburne, Deanna Reed Foster, Yul Vazquez, Cicely Tyson, Richard Robichaux, Adam Hicks

O pós-guerra, as histórias entre companheiros de exército, as farras e as besteiras cometidas. Um filme que trata sobre esses assuntos e que consegue se aprofundar nos personagens é raro de se ver. Porém, é importante que haja uma história realmente interessante por trás disso, o que acaba sendo o principal problema de A Melhor Escolha.

Doc (Steve Carrel) é um ex-marinheiro que serviu durante a guerra do Vietnã juntamente com Sal (Brian Cranston) e Mueller (Laurence Fishburne). O homem ficou anos preso por conta de uma besteira que, aparentemente, todos os seus companheiros fizeram juntos. Ele volta após décadas para pedir que seus amigos lhe ajudem a enterrar seu filho, que também era marinheiro.

Logo de início os personagens são definidos: Doc é um cara comum que perdeu a mulher e o filho, Sal é aquele homem imaturo que encontra na bebida um remédio para esquecer dos seus traumas de guerra e Mueller é um ex-alcoólatra que atualmente é pastor e conseguiu construir uma família. Os momentos engraçados baseados nessas personalidades são muitos, sem esquecer de todo aquele drama envolvido. Cranston dá um show, sendo o maior destaque entre os protagonistas. Carrell também está muito bem e Fishburne não compromete a dinâmica entre os três.

A história em si, apesar de ser muito simples, acaba levantando diversos questionamentos sobre patriotismo, que acabam não sendo respondidos. É difícil de saber se o filme pretendeu criticar o nacionalismo e o exército americano em si, ou se está defendendo esse ideal. Mesmo com essas nuances, não se trata de um equilíbrio, é realmente instável. A proposta não fica clara e isso compromete bastante o longa.

O primeiro e o terceiro ato são bons, com um dinamismo aceitável e um ritmo atraente. No meio dos dois há um limbo um tanto chato de ser assistindo, se arrastando em dilemas inúteis para a trama. E, apesar disso, é próximo ao desfecho que há uma saga dos personagens totalmente irrelevante, que só adia o final e não acrescenta muito.

A direção de Richard Linklater não contém nada de mais, mas é precisa e eficiente. Se trata de uma obra em geral que poderia ser melhor, se tratando de Linklater. Porém, se torna um filme emocionante em alguns momentos e uma aula de atuação. Os protagonistas carregam o filme nas costas e entregam um ótimo resultado, apesar de não serem ajudados pelo roteiro.

Nota do crítico: 

 

Nota dos usuários:

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Jornalista, pretende seguir carreira como crítico de cinema. Gosta de dar opinião sobre tudo. Reside em Belém Novo, fim do mundo de Porto Alegre.

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