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Dívida Perigosa | Crítica | Leitor na Sala

Confira a opinião do leitor Roberto Rodrigues sobre o filme da Netflix!

Dívida Perigosa | Crítica | Leitor na Sala

Além da nossa crítica de Dívida Perigosa, o leitor Roberto Rodrigues nos enviou a sua interessante opinião sobre o filme da Netflix estrelado por Jared Leto! Confira:


Dívida Perigosa (The Outsider)

Ano: 2018

Direção: Martin Zandvliet

Roteiro: Andrew Baldwin

Elenco: Jared LetoTadanobu AsanoKippei ShînaShioli KutsunaEmile Hirsch

Nick Lowell (Jared Leto) não tem tantas ambições na vida e, por isso mesmo, em boa parte do filme, parece não expressar nada a não ser insignificância, mesmo quando deveria sentir humanidade ou carinho. Assim, poderíamos resumir mais uma fábula sobre o herói americano em busca de honra em seu trágico destino.

Da mesma forma que o protagonista do drama nipo-americano Dívida Perigosa não expressa qualquer sentimento com o espiral de violência que seu ato fraterno produz, existem vários outros personagens que se sentem perplexos com tudo que acontece ao redor do gaijin. A violência não é a resposta certa, mas sim a forma imediata de se suprimir os sentimentos frente à humanidade e banalidade que reside na vida de um ser humano.

O Combate: Lágrimas do Guerreiro (1995) mostrou que Hollywood queria, de alguma forma, demonstrar que o americano é, por si, imediatista no que tange a violência. Especificamente falando desse filme, o protagonista é um assassino que chora ao matar seus alvos, mas que tem consciência da sua responsabilidade para com a sua ‘família’.

Já Nick Lowell sabe e responde ao chamado de guerra – seja ela qual for –, pois tem consciência que é somente para isso que ele foi treinado. É por isso que Dívida Perigosa soa estranho para os padrões do cinema americano: o filme reconhece que seu objetivo é contar uma história sem tomar partido, somente expondo os fatos.

Dessa forma, é inevitável a comparação com O Último Samurai (2003). Ambos são filmes que têm ‘estrangeiros’ como seus protagonistas. A diferença entre ambos reside no argumento do filme. Enquanto no mais recente filme a dicotomia entre bem e o mal é meramente comercial, já que não existem heróis ou vilões; no outro, existem papeis já definidos que tornam Nathan Algreen um herói, ou seja, o futuro é pré-determinado, basta não fugir muito à risca.

Fica explicada então, a passividade do personagem de Leto. Ao longo de 2 horas de um épico, o que se vê é muito mais o imediato prevalecendo sobre o futuro. Assim, mesmo quando o filme simplifica bastante as coisas, sabemos que a principal engrenagem daquela história não são os seus personagens, e sim suas atitudes.

Existem diversos exemplos de como Hollywood quer aproximar americanos e japoneses sem precisar tocar no passado. O problema é, que nem todos pensam assim, e por isso mesmo que um filme como esse é necessário. Mesmos sendo protagonistas – americanos – nem tudo pode ser consertado.

Nota: 


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Redação

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